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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Ladrrrrrããããããoooo na Cadeia : Sérgio Cabral tem cabeça raspada após chegar a presídio do Rio

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Ex-governador trocou blusa social por camiseta.Ele comeu pão com manteiga e tomou café com leite nesta manhã.

Imagem mostra Sérgio Cabral com uniforme da Seap (Foto: Reprodução)
Imagem mostra Sérgio Cabral com uniforme da Seap (Foto: Reprodução)

O ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), preso nesta quinta-feira (17) pela Polícia Federal, teve a cabeça raspada após chegar ao complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
Ele chegou ao local com uma camisa social azul clara, mas teve que trocar a roupa por uma calça jeans e camiseta, igual a de outros presos da unidade. Cabral está em uma cela com outros cinco presos da Operação Calicute desta quinta.
O ex-governador passou a noite em uma cela de nove metros quadrados e aceitou o café da manhã da unidade: um pão com manteiga e café com leite, mesmo cardápio dos outros detentos.

No almoço e no jantar, o cardápio é composto por arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha (carne, peixe, frango), legumes, salada, sobremesa e refresco. Já o lanche é um guaraná e pão com manteiga ou bolo.
Prisão
Cabral foi preso por suspeita de desvios em obras do governo estadual feitas com recursos federais.
De acordo com a denúncia, ele recebia "mesadas" entre R$ 200 mil e R$ 500 mil de empreiteiras, segundo procuradores das forças-tarefa da Lava Jato do Rio e no Paraná.
18/11/2016 10h21 - Atualizado em 18/11/2016 21h25
Sérgio Cabral tem cabeça raspada após chegar a presídio do Rio
Ex-governador trocou blusa social por camiseta.
Ele comeu pão com manteiga e tomou café com leite nesta manhã.
Do G1 Rio
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 Imagem mostra Sérgio Cabral com uniforme da Seap (Foto: Reprodução)
Imagem mostra Sérgio Cabral com uniforme da Seap (Foto: Reprodução)
O ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), preso nesta quinta-feira (17) pela Polícia Federal, teve a cabeça raspada após chegar ao complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).


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Ele chegou ao local com uma camisa social azul clara, mas teve que trocar a roupa por uma calça jeans e camiseta, igual a de outros presos da unidade. Cabral está em uma cela com outros cinco presos da Operação Calicute desta quinta.
O ex-governador passou a noite em uma cela de nove metros quadrados e aceitou o café da manhã da unidade: um pão com manteiga e café com leite, mesmo cardápio dos outros detentos.

No almoço e no jantar, o cardápio é composto por arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha (carne, peixe, frango), legumes, salada, sobremesa e refresco. Já o lanche é um guaraná e pão com manteiga ou bolo.
Prisão
Cabral foi preso por suspeita de desvios em obras do governo estadual feitas com recursos federais.
De acordo com a denúncia, ele recebia "mesadas" entre R$ 200 mil e R$ 500 mil de empreiteiras, segundo procuradores das forças-tarefa da Lava Jato do Rio e no Paraná.
Além do ex-governador, outras nove pessoas foram presas na Operação Calicute – um desdobramento da Lava Jato. O prejuízo é estimado em mais de R$ 220 milhões. As principais obras fraudadas foram o Arco Metropolitano, a reforma do Maracanã e o PAC das Favelas.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Cabral chefiava a organização criminosa e chegou a receber R$ 2,7 milhões em espécie da empreiteira Andrade Gutierrez, por contrato em obras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

O esquema também envolvia lavagem de dinheiro por meio de contratos falsos com consultorias e da compra de bens de luxo – que incluíam vestidos de festa, joias e uma lancha avaliada em R$ 5 milhões, e até cachorros-quentes de uma festa de aniversário do filho de Cabral.

O procurador disse ainda que a propina exigida pelo ex-governador era de 5% por obra, mais 1% da chamada "taxa de oxigênio", que ia para a secretaria de Obras do governo, então comandada por Hudson Braga. Segundo o procurador, os pagamentos de mesada a Cabral ocorreram entre 2007 e 2014.
A mulher do ex-governador, Adriana Ancelmo, foi alvo de condução coercitiva, quando alguém é levado para depor. Ela é suspeita de ser beneficiária do esquema criminoso.

O G1 ligou por volta das 13h para o escritório e para celulares de advogados que representam Cabral, mas não obteve resposta até as 20h. A defesa de Adriana informou que se pronunciará nesta sexta-feira (18).
Sérgio Cabral (Foto: G1)
Delação premiada
A ação coordenada entre as forças-tarefa de Operação Lava Jato no Rio de Janeiro e no Paraná teve como base as delações premiadas do empresário Fernando Cavendish, ex-dono da Delta, e de executivos da empreiteira Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia. As informações passadas pelos colaboradores estão sendo ratificadas por uma série de indícios e provas diretas levantadas pelo MPF, PF e Receita Federal.
"Há fortes indícios de cartelização de obras executadas com recursos federais, mediante o pagamento de propina a funcionários e a Sérgio Cabral", disse Lauro Coelho Junior, procurador do MPF no Rio de Janeiro, em entrevista coletiva.
Segundo o procurador, os pagamentos de mesada a Cabral ocorreram entre 2007 e 2014. "Em relação à Andrade Gutierrez, foi firmado que havia o pagamento de mesada de R$ 350 mil, isso pago por pelo menos um ano. Em relação à Carioca Engenharia, o pagamento de mesada foi de R$ 200 mil no primeiro mandato, e no segundo mandato de Sérgio Cabral, essa mesada subiu para R$ 500 mil por mês."
Coelho Junior afirmou que a Andrade Gutierrez pagou pelo menos R$ 7,7 milhões em propina. E a Carioca Engenharia pagou pelo menos R$ 32,5 milhões.
O juiz Sérgio Moro, que também decretou a prisão de Cabral, citou a atual situação de crise financeira do Estado do Rio de Janeiro para justificar a medida. Moro afirmou que seria uma afronta deixar que os investigados continuassem usufruindo dos recursos das supostas propinas.
Partido
Procuradas, a Andrade Gutierrez e a Carioca Engenharia não quiseram se manifestar sobre as investigações. O presidente nacional do PMDB, Romero Jucá, disse que o partido não será afetado com a prisão do ex-governador. Ele acrescentou que espera que os fatos sejam investigados com profundidade e, a partir daí, se tenha uma convicção e julgamento na Justiça.
A ação foi chamada de Calicute em referência à uma região da Índia onde o descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral, teve uma de suas maiores tormentas. No Rio, foram expedidos 38 mandados de busca e apreensão, 8 de prisão preventiva, 2 de prisão temporária e 14 de condução coercitiva. No Paraná, a Justiça expediu 14 mandados de busca e apreensão, 2 de prisão preventiva e 1 de prisão temporária.

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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Pega Ladrããããooooo : Cabral é preso pela Lava-Jato acusado de liderar grupo que desviou R$ 224 milhões em contratos de obras.

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Em cooperação inédita, juiz Sérgio Moro também expediu junto a Marcelo Bretas mandado de prisão preventiva contra o ex-governador do Rio




Sérgio Cabral, governador do Rio de JaneiroRIO - Agentes da Polícia Federal e da força-tarefa do Ministério Público Federal do Rio cumprem nesta manhã de quinta-feira dois mandados de prisão preventiva contra o ex-governador Sérgio Cabral - já preso - e outras oito pessoas ligadas ao peemedebista, acusado de liderar um grupo que desviou cerca de R$ 224 milhões em contratos com diversas empreiteiras, dos quais R$ 30 milhões referentes a obras tocadas pela Andrade Gutierrez e a Carioca Engenharia.

A ex-primeira-dama Adriana Ancelmo é um dos alvos, porém, ela será levada para depor na sede da PF local em condução coercitiva. Adriana, que deve ser liberada após prestar depoimento, chegou a ter o seu pedido de prisão pelo MPF analisado pela Justiça, mas negado pelo juiz Marcelo Bretas.

Preso no seu apartamento no Leblon, Cabral entra em carro da Polícia Federal - Reprodução/TV Globo

Os agentes entraram dentro do apartamento do ex-governador, no Leblon, Zona Sul do Rio. Até o momento dez pessoas foram presas: Cabral, Wagner Jordão Garcia, ex-assessor do ex-governador, o ex-secretário de Governo Wilson Carlos, com dois mandados de prisão também (temporária e preventiva), e outras sete pessoas.

Além de Cabral, que já está na sede da PF, são alvos da operação o ex-secretário estadual de Obras Hudson Braga, e o ex-assessor do governador Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, o Carlinhos, ex-marido de uma prima de Cabral.

Outros operadores são alvos da ação: José Orlando Rabelo e Luiz Paulo Reis.

No total, há 34 mandados de busca e apreensão em três cidades além do Rio - Mangaratiba, Paraíba do Sul e Itaipava, e outros 14 de condução coercitiva.

Prisão do ex-secretário do governo Sérgio Cabral, Wilson Carlos Cordeiro , em sua casa na Gávea - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Todos os alvos de prisão preventiva deverão ser levados para a Superintendência da PF no Rio, e após prestarem depoimento, serão encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para realizar exames de corpo de delito. Cabral vai seguir direto para Bangu 8.
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TUMULTO E PROTESTO

O grupo de intervenção tática da PF disparou gás de pimenta quando os carros da polícia deixaram o apartamento de Cabral. Houve tumulto e protesto de populares que gritavam "Lincha", "Lincha", "Lincha".

Repórteres foram atingidos pelo gás, entre eles, o da TV GLOBO Paulo Renato Soares, que ficou com sérias dificuldades para enxergar.

OPERAÇÃO CALICUTE
'OXIGÊNIO' , O NOVO PIXULECO

OPERAÇÃO CALICUTE
A viagem de Cabral a Calicute - Reprodução

Autorizada pelos juízes Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, e Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, a operação batizada de "Calicute" - referência às tormentas enfrentadas pelo navegador Pedro Álvares Cabral a caminho das Índias - acontece pouco mais de cinco meses depois da estreia da Lava-Jato no Rio e é resultado de uma esforço conjunto do MPF e seus procuradores Lauro Coelho, Eduardo El Hage, Rodrigo Timóteo e José Augusto Vagos, com a Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal (Delecor). A ação marca também a inédita cooperação entre a Justiça do Rio e a de Curitiba, responsável pelas 36 fases deflagradas até aqui.

Cabral, o ex-governador, é acusado pela Lava-Jato dos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Os desvios teriam sido feitos em contratos com as empreiteiras Andrade Gutierrez, Carioca Engenharia, entre outras, em obras como reforma do Maracanã, o Arco Metropoliltano e PAC Favelas em troca de aditivos em contratos públicos.

A investigação teve como ponto de partida as delações de Clóvis Primo e Rogério Numa, executivos da Andrade Gutierrez, feitas no âmbito do inquérito do caso Eletronuclear. Os dois revelaram à força-tarefa que os executivos das empreiteiras se reuniram no Palácio Guanabara, sede do governo, para tratar da propina e que houve cobrança nos contratos de grandes obras.

SÉRGIO CABRAL É ALVO DA OPERAÇÃO LAVA-JATO
Policias federais prendem o ex-governador Sério Cabral em seu apartamento no LeblonFoto: Pablo Jacob / Agência O Globo
O ex-governador Sério Cabral é levado para a sede da PFFoto: Pablo Jacob / Agência O Globo

'OXIGÊNIO' , O NOVO PIXULECO
Obras do Maracanã sob suspeita - Jorge William / Agência O Globo

Se a operação Lava-Jato de Curitiba descobriu o "pixuleco", termo usado pelo ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto ao se referir à propina cobrada de empreiteiras, o dinheiro de corrupção no governo Cabral também tinha um vocábulo próprio: "oxigênio". Era assim que o ex-secretário estadual de Obras Hudson Braga (novembro de 2011 a dezembro de 2014) tratava o suborno exigido das empresas nos grandes contratos de obras, de acordo com delação premiada das empreiteiras. Cálculos do Ministério Público Federal demonstram que o esquema comandado pelo ex-governador procovou um rombo em projetos executados pela Carioca Engenharia e pela Andrade Gutierrez. De acordo com as delações das duas empresas, 7% do valor total foi convertido em propina e dividido da seguinte forma: 5% para Cabral, 1% para Braga e 1% para conselheiros do Tribunal de Contas do Rio (TCE), responsável pela fiscalização dos contratos. O pagamento de propina era efetuado em espécie. Cada emptreiteira tinha um responsável pelo pagamento e cada beneficiado, o seu cobrador.



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As investigações coletaram provas de que o dinheiro pago ilegalmente foi, em parte, lavado por empresas criadas pelos próprios favorecidos, usando nomes de amigos e parentes. Outro provável destino foi o cofre de uma transportadora de valores, novo método de camuflar dinheiro de origem ilegal. O esquema bancou, segundo a apuração, uma vida de luxo para os envolvidos que inclui viagens internacionais, idas a restaurantes sofisticados, compras de joias e uso de lancha e helicóptero em nome de laranjas.

O economista Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, o Carlinhos, ex-marido de uma prima de Cabral, , e, eventualmente, Luiz Cláudio Bezerra, outro integrante do círculo íntimo do ex-governador, são acusados de atuar como operadores do peemedebista. Toda a negociação entre as empreiteiras e as autoridades era mediada pelo ex-secretário de governo de Cabral, Wilson Carlos, a quem cabia a distribuição da propina, segundo as próprias empreiteiras. Os investigadores suspeitam que parte deste dinheiro era distribuído para deputados estaduais, federais e outros agentes políticos que serão alvos da próxima etapa da investigação.

Sérgio Cabral e sua mulher Adriana Ancelmo durante jantar no restaurante "Luís XV" do Hotel de France, em Mônaco, em 2009 - Reprodução

Outras delações em negociação como por exemplo a do ex-diretor da OAS no Rio, Reginaldo Assunção, deverão reforçar os indícios de corrupção do esquema. Também negocia colaboração Fernando Cavendish, ex dono da Delta Construções, cuja revelação da amizade marca o início do declínio de Cabral. Como revelou O GLOBO, Cavendish presenteou a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo durante uma viagem a Mônaco com um anel avaliado em R$ 800 mil.

As primeira delações sobre o braço da Lava-Jato no Rio foram feitas por Clóvis Primo e Rogério Numa, executivos da Andrade Gutierrez feitas no âmbito do inquérito do caso Eletronuclear. Os dois revelaram ao MPF e à Polícia Federal (PF) que os executivos das empreiteiras se reuniram no Palácio Guanabara, sede do governo, para tratar da propina e que houve cobrança nos contratos de grandes obras. O mesmo esquema foi confirmado pelos acionistas da Carioca Engenharia, Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior em delação ainda não compartilhada pelo MPF do Rio. Agora, em depoimento revelado pelo O GLOBO, Alberto Quintaes, diretor responsável pelo pagamento da propina da Andrade, confirmou que entregava em dinheiro vivo o pagamento ao operador de Cabral, Carlinhos Miranda. O mesmo esquema foi confirmado por outros funcionários da Andrade Gutierrez, Rodolfo Mantuano e Tânia Fontenele.



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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

CONFIRMADO: Nome de Michel Temer já está incluso na delação da Odebrecht à Lava Jato



A construtora Odebrecht aprontou um anexo exclusivo apenas sobre o atual presidente Michel Temer, em seu acordo de delação premiada, que está em negociação com a força-tarefa da Lava Jato.

De acordo a revista Época, nas delações premiadas, cada anexo significa uma história contada sobre determinado assunto ou pessoa, incluindo o elenco de provas a serem apresentadas. No caso da Odebrecht já são mais de 90 anexos realizados.


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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Corrupção : Dono da Gol pagou R$ 2,8 milhões a empresas ligadas a Cunha, diz MPF

Força-tarefa não identificou serviços e suspeita se tratar de propina; empresa diz investigar


Aeronave da Gol - Michel Filho/2-3-2016

SÃO PAULO — A força-tarefa da Lava-Jato identificou pagamentos de empresas ligadas a Henrique Constantino, um dos donos da empresa Gol Linhas Aéreas, ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso nesta quarta-feira a pedido do juiz Sérgio Moro.
De acordo com as investigações, os pagamentos somam pelo menos R$ 2,8 milhões e foram realizados entre 2012 e 2015 por meio das empresas Jesus.com (antiga C3 Atividades de Internet) — que pertence a Cunha e a Cláudia Cruz, sua mulher —, e a empresa GDAV — registrada em nome de dois filhos de Cunha: Danielle e Felipe.
Os valores foram realizados pelas empresas de ônibus Breda e Princesa do Norte — que pertencem à família Constantino — e pela agência de publicidade AlmapBBDO, que atende à Gol e admitiu à Lava-Jato que o pagamento foi realizado a pedido da companhia aérea.

Para os procuradores, “não há indício de que as empresas tenham prestado algum serviço efetivo de publicidade compatível com os valores depositados”.

Um das suspeitas é de que parte dos valores se refere a pagamento relacionado a projeto que tramitava na Câmara dos Deputados e buscava reduzir o pagamento de impostos por parte de empresas de transporte coletivo. Além da Gol, a família Constantino é acionista do Grupo Comporte, que atua no de transporte rodoviário de passageiros.

Em nota, a Gol informou que recebeu solicitação da Receita Federal para prestar esclarecimentos sobre “investimentos publicitários realizados pela companhia”. Disse que “iniciou uma investigação interna e contratou uma auditoria independente externa para plena apuração dos fatos”. O Grupo Comporte também divulgou nota alegando que “colabora com as autoridades para total esclarecimento dos fatos”.

A Almap BBDO informou que as empresas ligadas a Cunha citadas na investigação “são websites para os quais nosso cliente Gol Linhas Aéreas requisitou veiculação de banners de comunicação que foi efetivada entre 2012 e 2013”. De acordo com a agência, “os serviços foram todos realizados com sua devida comprovação de veiculação”.

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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

News : Cunha é preso em Brasília por decisão de Sérgio Moro

Deputado cassado foi preso nesta quarta-feira (19).
Despacho que autorizou a prisão de Cunha é de terça-feira (18).


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O ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi preso nesta quarta-feira (19), em Brasília, segundo a GloboNews. A previsão da Polícia Federal (PF) é a de que Cunha chegue a Curitiba no fim desta tarde. A prisão dele é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado.
Na terça (18), juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça, determinou a prisão de Cunha.

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O G1 tenta contato com a defesa do ex-presidente da Câmara.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Cunha, em liberdade, representa risco à instrução do processo e à ordem pública. Além disso, os procuradores argumentaram que "há possibilidade concreta de fuga em virtude da disponibilidade de recursos ocultos no exterior" e da dupla nacionalidade.

Resultado de imagem para Deputado cassado foi preso nesta quarta-feira (19).Para embasar o pedido de prisão do ex-presidente da Câmara, a força-tarefa da Operação Lava Jato listou atitudes, que conforme os procuradores, foram adotadas por Cunha para atrapalhar as investigações.
Entre elas, a convocação pela CPI da Petrobras da advogada Beatriz Catta Preta, que atuou como defensora do lobista e colaborador da Lava Jato Julio Camargo, responsável pelo depoimento que acusou Cunha de ter recebido propina da Petrobras.
O peemedebista perdeu o mandato de deputado federal em setembro, após ser cassado pelo plenário da Câmara. Com isso, ele perdeu o foro privilegiado, que é o direito de ser processado e julgado no Supremo Tribunal Federal (STF).
Processo

Resultado de imagem para Deputado cassado foi preso nesta quarta-feira (19).

Moro retomou na quinta-feira (13) o processo que corria no Supremo Tribunal Federal (STF) contra Cunha.
Cunha é acusado de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro. Na segunda-feira (17), Moro intimou Cunha e deu 10 dias para que os advogados protocolassem defesa prévia.
Como o STF já havia aceitado a denúncia, Moro apenas vai continuar o julgamento do caso, a partir de onde o processo parou na Suprema Corte.
O processo foi transferido para a 13ª Vara da Justiça Federal no Paraná após Cunha perder o mandato de deputado federal.
Junto com o cargo, ele também perdeu o direito à prerrogativa de foro - o chamado foro privilegiado, que lhe garantia a possibilidade de ser julgado apenas pelo STF.
Agora, toda a ação penal contra o ex-deputado deverá correr nos trâmites normais do Judiciário para qualquer cidadão. Isso significa que o julgamento contra Cunha poderá passar por todas as instâncias até que seja definida uma condenação.
No despacho em que recebeu a denúncia, Moro fez questão de lembrar que o MPF retirou a acusação de crime eleitoral contra Eduardo Cunha. O motivo, segundo o juiz, foi o fato de que a Justiça Federal não poderia julgar crimes eleitorais. Isso cabe apenas à Justiça Eleitoral.
Cláudia Cruz, mulher de Cunha, já responde por lavagem de dinheiro e evasão de divisas na Justiça Federal do Paraná. De acordo com as investigações, Cláudia Cruz foi favorecida, por meio de contas na Suíça, de parte de valores de propina de cerca de US$ 1,5 milhão recebida pelo marido.

Cunha (Foto: Reprodução)
Despacho de Sérgio Moro que autorizou a prisão de Eduardi Cunha (Foto: Reprodução)


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terça-feira, 10 de maio de 2016

O Circo : Palhaço Chefe.

News: Suiça diz que devolverá dinheiro de cunha se ele for condenado.

 Cerca de R$ 8,6 milhões poderiam voltar ao País se houver confisco definitivo de recursos do ex-presidente da Câmara. 

Leia Mais:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,suica-diz-que-devolvera-dinheiro-de-cunha-se-ele-for-condenado,10000050102
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O Brasil hoje é comandado por ladrões em pele de cordeiros! Os brasileiros cada dia mais pobre, e os políticos mais ricos. Brasil para os brasileiros é e sempre será um Circo. Onde esses Ladrões Corruptos comanda até o tráfico de drogas.

Eduardo Cunha

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sábado, 7 de maio de 2016

News: Sai um Corrupto e entra outro Corrupto

Waldir Maranhão coleciona investigações por supostas propinas

Deputado doou a si mesmo valor 33 vezes maior ao que declarara possuir

Cadeira principal. Como vice, Maranhão presidiu sessões na ausência de Cunha. Agora titular interino do cargo, sofre pressões - André Coelho/2-6-2015

RIO — No site do deputado Waldir Maranhão (PP-MA), é possível saber um pouco mais sobre sua biografia, atividades parlamentares e até enviar uma obra de arte para que ela seja divulgada. Apenas um dos ícones não funciona: o de transparência.

Nada surpreendente para um presidente interino da Câmara que coleciona problemas. Além de ser investigado na Lava-Jato, ele é alvo de outro inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), que apura um esquema de desvio de verba de fundos de previdência municipais para aplicações controladas por doleiros. Nas eleições de 2010, teve de explicar um milagre de multiplicação de dinheiro: doou para si mesmo um valor 33 vezes maior que aquele que declarara .

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Valdir Maranhão (PP-MA) assumiu interinamente a presidência da CâmaraLíderes da oposição pedem nova eleição para a presidência da Câmara
De acordo com a revista “Época”, um delator da Operação Miqueias afirmou que Maranhão recebeu R$ 60 mil ao intermediar um aporte de R$ 6 milhões da prefeitura de Santa Luzia, no Maranhão, em um fundo de investimento mantido pela quadrilha do doleiro Fayed Treboulsi. Conversas reveladas pela revista “Veja" mostram Maranhão e Treboulsi tratando de reuniões com prefeitos. Um áudio envolve uma negociação a respeito do fornecimento de merenda escolar. Já na Lava-Jato, o parlamentar foi acusado pelo doleiro Alberto Yousseff de receber propina fruto de desvios na Petrobras.

Na eleição de 2010, a prestação de contas de Maranhão registra doações de R$ 557,5 mil, em espécie, para si mesmo, o equivalente a 72% do total da declaração de bens (R$ 776,5 mil). Na ocasião, ele havia declarado dispor de R$ 16,5 mil em espécie — não há menção a conta corrente ou aplicação financeira. O resto do patrimônio era composto por um imóvel, cotas em empreendimentos e um carro.

CARRO PENHORADO

O Ministério Público Eleitoral constatou irregularidades e pediu a cassação do mandato, mas, em 2015, com o início da nova legislatura, o processo foi arquivado. Em 2014, o patrimônio foi a R$ 813,6 mil — um aumento de 4% —, composto por um imóvel e cotas imobiliárias. Não há registro na declaração de valores em bancos ou guardados em casa.

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Em março, o presidente interino da Câmara teve um veículo Toyota Hilux penhorado pela Justiça do Maranhão para assegurar parte do pagamento de uma dívida com uma gráfica, referente à campanha de 2014. O deputado fez um acordo e se comprometeu a pagar R$ 1,1 milhão, mas deixou de pagar as parcelas. Houve uma busca, por meio do sistema do Banco Central, que não encontrou nenhum valor vinculado ao deputado no sistema bancário. Em outra ocorrência judicial, o governo maranhense foi condenado, em primeira instância, a pagar R$ 104 mil de indenização, em função de um ato de Maranhão quando ocupou a Secretaria de Ciência e Tecnologia, entre 2009 e 2010. Uma pesquisadora foi convidada por ele desenvolveu um programa de inclusão digital. A Secretaria, no entanto, não pagou pelo trabalho e, pouco após a entrega do projeto, apresentou um programa semelhante. De acordo com a decisão, ficou comprovada “a similaridade existente entre o programa elaborado o programa lançado pelo governo”

No seu site, Maranhão também faz questão de dar visibilidade às emendas parlamentares que apresentou. Mas a propaganda parece nem sempre ser fiel à realidade. Ele destaca, por exemplo, a emenda 24350011, de 2013, que teria destinado R$ 500 mil para “apoio à Universidade Estadual do Maranhão (Uema)”, da qual foi reitor. Uma consulta no site da Câmara, porém, mostra que o valor efetivamente empenhado foi zero.

O deputado nega as acusações das operações Lava-Jato e Miqueias. Sobre a prestação de contas, afirmou que já se manifestou à época. A assessoria não comentou as ocorrências na justiça maranhense.

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sexta-feira, 6 de maio de 2016

News: Deu na ‘Forbes': Cai o político mais poderoso e corrupto do Brasil3

Deu na 'Forbes':  Cai o político mais poderoso e corrupto do Brasil

O afastamento do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do mandato de deputado federal representa a queda do político “mais poderoso e mais corrupto'' do Brasil, segundo uma reportagem publicada pela revista de economia “Forbes''.

“Brasileiros preocupados coma corrupção do seu sistema política têm motivo para comemorar hoje: O homem que muitos consideram o mais político corrupto no Brasil – um título pelo qual há muita concorrência – foi retirado do cargo'', diz a revista.

Cunha vem sendo tratado de forma crítica pela imprensa internacional há meses. Ele foi comparado ao personagem da série de TV “House of Cards'', e era sempre descrito como um líder envolvido em vários escândalos de corrupção, mas que mantinha-se poderoso.

“Por décadas – sim, décadas – Eduardo cunha escapou de ser processado por corrupção, por mais que estivesse implicado em diferentes casos. Para muitos brasileiros, ele é o símbolo da malevolência política, um bandido que sempre vence o público brasileiro'', diz a “Forbes''.

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O Político Corrupto mais "cara lavada" do mundo.


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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Conselho de Ética volta a analisar processo contra Eduardo Cunha

Sessão é para discutir assuntos administrativos. O deputado Fausto Pinato (PP) renunciou à vaga no colegiado e Tia Eron (PRB) assumiu o lugar.







Edição do dia 14/04/2016 14/04/2016 09h46 - Atualizado em 14/04/2016 09h46 Conselho de Ética volta a analisar processo contra Eduardo Cunha Sessão é para discutir assuntos administrativos. O deputado Fausto Pinato (PP) renunciou à vaga no colegiado e Tia Eron (PRB) assumiu o lugar. FACEBOOK O Conselho de Ética tem mais uma sessão, nesta quinta-feira (14), para analisar o processo de cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Essa sessão será para discutir assuntos administrativos. Na quarta-feira (13), o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o compartilhamento de dois inquéritos sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, com o Conselho de Ética e um deputado, membro do Conselho de Ética, renunciou à vaga. O deputado Fausto Pinato, que era do PRB, trocou de partido, passou para o PP e renunciou a essa vaga. No lugar dele entrou a deputada Tia Eron (PRB). Essa mudança vai acabar favorecendo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Fausto Pinato foi o primeiro relator do Conselho de Ética. Mas em uma manobra, acabou saindo da relatoria. O processo, no Conselho de Ética, contra Eduardo Cunha foi aberto em novembro do ano passado.

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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Corrupção : TV da família Collor também é investigada na Lava Jato

A PF (Polícia Federal) cumpre desde a manhã desta terça-feira (14) 53 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), referentes a seis processos instaurados a partir de provas obtidas na Operação Lava Jato. As residências do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) e sedes de empresas ligadas à família são os principais alvos nesta nova etapa da investigação.

Os agentes da PF estiveram nas casas da família Mello, em Maceió, e, também, no prédio da TV Gazeta, afiliada da TV Globo no Estado. Collor é um dos principais acionistas da emissora.

Segundo as investigações, o senador Fernando Collor aparece como suspeito de ter recebido dinheiro de propina de esquema de corrupção na Petrobras.

Além dos sete mandados que estão sendo cumpridos em Alagoas, a operação ocorre em mais cinco Estados e no Distrito Federal.

Em Brasília, os policiais realizaram as buscas no Bloco G da quadra 309 da Asa Sul. É neste bloco que ficam os apartamentos funcionais dos senadores.

Investigados

Entre os políticos que são alvos das ações da PF desta terça-feira, estão os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Fernando Collor de Mello (PTB-AL) e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE).

Ciro, que é presidente nacional do PP, é investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

As buscas ocorrem na residência de investigados, em seus endereços funcionais, sedes de empresas, em escritórios de advocacia e órgãos públicos. Foram autorizadas apreensões de bens que possivelmente foram adquiridos pela prática criminosa.

Segundo a PF, os mandados foram expedidos pelos ministros Teori Zawascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.



OPERAÇÃO LAVA JATO
Nome: Operação Lava Jato

Início: 17 de março de 2014

Objetivo: Desmantelar um esquema de lavagem
de dinheiro suspeito de movimentar R$ 10 bilhões

Histórico: A operação começou em um posto de gasolina em Brasília, onde ficaria uma casa de câmbio que operava dólares de maneira clandestina. No decorrer das investigações, foram descobertas ligações com empresas e políticos, além de um suposto esquema de propina envolvendo a Petrobras

Como operava a quadrilha: Empresas de grande porte combinavam o preço das licitações, superfaturando os valores. Parte do dinheiro excedente era encaminhada para executivos e operadores do esquema, que repassariam a propina para os destinatários finais












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CORRUPÇÃO : Collor se diz 'humilhado' e afirma que Lava Jato 'extrapolou' limites (Pega Ladrrãããoooo)

Mesa diretora do Senado ressaltou em nota que operação beira 'intimidação'.

PGR disse que Rodrigo Janot não se manifestará sobre declarações de Collor.



Investigado pela Procuradoria Geral da República, o ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello afirmou nesta terça-feira (14), na tribuna do Senado, que a nova fase da Operação Lava Jato, que cumpriu mandados de busca e apreensão nas suas casas em Brasília e Maceió, foi truculenta e "extrapolou" todos os limites do estado democrático de direito e da legalidade. Já o Senado, em reação à entrada de policiais em apartamentos funcionais de senadores, disse que a medida "beira à intimidação".

"Hoje fui submetido a um atroz constrangimento pessoal. Fui humilhado. Depois de tudo por que passei, tive que enfrentar situação jamais por mim experimentada. Por tudo o que se passou comigo na minha trajetória política. Extremo desgaste emocional, mental e físico, juntamente com minha família. Portanto, constrangido fui, humilhado também fui, mas podem ter certeza, senhor presidente, que, intimidado, eu jamais serei”, discursou Collor no Senado.
Com mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), agentes da PF foram, além das casas de Collor, nas residências do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), em Brasília, na do ex-ministro e ex-deputado Mário Negromonte (PP-BA), na Bahia, e na do ex-ministro e senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). Também foi realizada busca e apreensão na casa do ex-deputado João Pizzolati (PP) e na casa da ex-mulher dele, em Santa Catarina.

Ao todo, a PF foi autorizada pelo STF a cumprir 53 mandados de busca e apreensão. As autorizações foram dadas pelos ministros Teori Zavascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski em seis inquéritos do Supremo que investigam políticos suspeitos de envolvimento nos desvios de dinheiro da Petrobras por meio de contratos superfaturados.
Segundo a Políca Federal, o objetivo da Operação Politeia, como foi batizada a nova fase da Lava Jato, é evitar que provas importantes sejam destruídas pelos investigados. As buscas ocorreram nas residências de investigados, em seus endereços funcionais, sedes de empresas, em escritórios de advocacia e órgãos públicos.
"[A nova fase da Lava Jato] extrapolou todos os limites do estado de direito, extrapolou todos os limites constitucionais, extrapolou todos os limites da legalidade. Sem apresentar um mandado da Justiça, confrontando e invadindo a jurisdição da polícia legislativa do Senado Federal e, portanto, a soberania de um Poder da República, os agentes, sob as ordens de Rodrigo Janot, literalmente arrombaram, este é o termo, arrombaram o apartamento de meu uso funcional como senador da República", disse o ex-presidente da República.
Na avaliação de Collor, a operação desta terça da PF foi "espetaculosa" e midiática". Diante dos olhares dos colegas do Senado, ele acusou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de ter orquestrado a operação para lhe vincular ao esquema de corrupção que atuava na Petrobras.
"Uma operação espetaculosa, midiática, com vários helicópteros, dezenas de viaturas, absolutamente desnecessários, e maldosamente orquestrada pelo PGR, com único intuito mesquinho e mentiroso de vincular a uma investigação criminosa, bens e valores legalmente declarados e adquiridos nos anos, ou antes, de qualquer investigação, muito antes do suposto cometimento de pretensos crimes maldosamente a mim imputados.", reclamou o parlamentar alagoano na tribuna.
A assessoria da PGR informou que Janot não irá se manifestar sobre as declarações de Collor na tribuna do Senado.
Carros de Fernando Collor de Melo - Outra vez roubando do Brasil e dos Brasileiros.

Na residência de Brasília de Collor foram Foram apreendidos três veículos de luxo: uma Ferrari, um Porsche e uma Lamborghini (assista ao vídeo acima). Na capital federal, também houve buscas nas residências do advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), e do sócio dele, Luciano Araújo.
Em Maceió, agentes da PF também cumpriram mandado no prédio da TV Gazeta, afiliada da TV Globo. A Gazeta tem Collor como um dos principais acionistas. Os policiais também realizaram buscas na Organização Arnon de Mello (OAM), pertencente à família do ex-presidente da República.

O senador Fernando Collor (PTB-AL) circula pelo Senado após ser alvo de busca e apreensão da PF (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)"O argumento da operação, vejam só, foi o de evitar a destruição de provas. Depois de dois anos, evitar a destruição de provas, como se lá houvesse algum tipo de prova? E provas de que, afinal? E, por acaso, um veículo é um documento? Por acaso um veículo é um computador? Qual seria o objetivo, então, a não ser o de constranger, de intimidar e, principalmente, o de promover uma cena de espetáculo", ironizou Collor na tribuna do Senado.
"Ferir direitos individuais, invadir propriedade alheia, recolher bens declarados, tudo isso de uma pessoa que nem sequer responde a um processo, e que sequer prestou depoimento, e que sequer foi ouvida, é, no mínimo, violar a Constituição Federal. Buscas, apreensões, invasões, arrombamentos como esses com objetivos atropelados, sejam eles contra qualquer pessoa, é um retrocesso", complementou.

Agentes deixam o Bloco G da 309 Sul, onde residem senadores em Brasília. A operação teria sido realizada no apartamento 102. A Polícia Federal deflagrou a Operação Politéia, com 53 mandados de busca e apreensão a partir de provas da operação Java-Jato (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Agentes da PF deixam edifício onde residem senadores com material apreendido na Operação Politeia, mais recente fase da Lava Jato. (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Em nota divulgada na tarde desta terça, a mesa diretora do Senado disse

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Notícias : Dono da UTC e executivo da Odebrecht são líderes de organização criminosa, diz MPF

Ricardo Pessoa e Márcio Faria são citados por força-tarefa da Lava Jato, em pedido de condenação de dirigentes da Camargo Corrêa, por papel de destaque no esquema de cartel e corrupção na Petrobrás

Por Fausto Macedo, Julia Affonso e Ricardo Brandt

A força-tarefa da Operação Lava Jato apontou o dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, e o executivo da Odebrecht, Márcio Faria, como líderes da organização criminosa denunciada à Justiça Federal, que entre 2004 e 2014 teria desviado mais de R$ 6 bilhões da Petrobrás, por meio do pagamentos de propinas, que variavam de 1% a 3% dos contratos da estatal, a agentes públicos e políticos. É a primeira vez que a força-tarefa indica um empresário da Odebrecht, maior empreiteira do País, como um dos mandantes do esquema que teria desviado recursos da estatal.
“Na organização de tal esquema, comandando o núcleo econômico, estava Pessoa e Márcio Faria, o primeiro pela UTC e o segundo pela Odebrecht. Ambos dirigiam as atividades da Orcrim (organização criminosa)”, registram os nove procuradores do Ministério Público Federal, que subscrevem a primeira alegação final de uma ação penal envolvendo executivos do cartel como réus.

Trecho de inquérito da Lava Jato que qualifica Márcio Faria, da Odebrecht / Reprodução

Trecho de inquérito da Lava Jato que qualifica Márcio Faria, da Odebrecht / Reprodução

Os executivos da Odebrecht ainda não foram denunciados pela Lava Jato. A empreiteira e seus dirigentes são alvos de inquérito da Polícia Federal. A empresa nega envolvimento com o esquema. Faria e outros dois executivos, Rogério Araújo e Alexandrino Alencar, foram apontados em delações premiadas como elos do cartel e das propinas no esquema da Petrobrás.
O processo em que os Procuradores apontam o papel de liderança do dono da UTC e do executivo da Odebrecht responsabiliza três executivos da Camargo Corrêa – afastados dos cargos em novembro, após serem presos pela Lava Jato -, Dalton Avancini, ex-presidente; Eduardo Leite, ex-vice-presidente; e João Auler, ex-presidente do Conselho de Administração da empreiteira. Eles são acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Trecho de inquérito da PF com qualificação de Ricardo Pessoa / Foto: Reprodução
Trecho de inquérito da PF com qualificação de Ricardo Pessoa / Foto: Reprodução

Pessoa também é réu no processo da Camargo Corrêa, no entanto, a força-tarefa deixou de apresentar pedido de condenação contra ele. O motivo é notícia de que o empresário está em tratativa de delação premiada com a Procuradoria Geral da República, no âmbito dos inquéritos que envolvem políticos – que têm foro especial por prerrogativa de cargo. 
“Pessoa tinha função de destaque na convocação de reuniões e na formulação das regras para a divisão de obras, eliminação da concorrência e fraudes aos certames”, explicam os procuradores.
Para isso, destacam a delação premiada de Leite, um dos executivos da Camargo, em que diz como funcionavam as reuniões do cartel. Os três executivos da empreiteira estão presos em regime domiciliar.
“Esse grupo já era formado, e tinham empresas e pessoas tradicionais nesse setor (óleo e gás). Então a Odebrecht e o Márcio Faria era uma pessoa que era líder, era, já trabalhava há muito tempo, sei lá, mais de 20 anos talvez, aí nesse setor. Da mesma forma, o Ricardo Pessoa também era uma pessoa que tinha realmente uma, então naturalmente eles eram pessoas que tinham maior capacidade aí de conversar com as empresas, conhecimento das empresas, das outras empresas.”
+ Odebrecht diz à PF que ‘não participa de esquemas ilícitos’
No memorial, penúltima fase do processo antes do juiz federal Sérgio Moro dar sua sentença, os procurados assim descrevem o esquema desbaratado pela Lava Jato: “Apurou-se um gigantesco esquema criminoso voltado para a prática de crimes contra a empresa Petrobrás, o qual ocorria através de um núcleo econômico formado pelas grandes construtoras do País, que constituíram um verdadeiro cartel”.
Segundo a força-tarefa, “houve o pagamento de propina a pessoas que detinham altos cargos na referida estatal, além de agentes políticos, a fim de preservar o alto lucro das empresas formadoras do cartel e a divisão das obras na forma escolhida pelos executivos das empreiteiras. Frustrava-se, assim, a competição dos certames e garantia-se a hegemonia das empresas cartelizadas”
Trecho do pedido de condenação dos executivos da Camargo Corrêa, em que MPF cita UTC e Odebrecht / Foto: Reprodução
Trecho do pedido de condenação dos executivos da Camargo Corrêa, em que MPF cita UTC e Odebrecht / Foto: Reprodução
Núcleos. No processo, os acusados foram divididos em núcleos, agrupados por seu papel no esquema criminoso instalado de 2004 a 2014. “O primeiro núcleo era formado pelos administradores das empreiteiras Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon, MPE, Skanska, Queiroz Galvão, Iesa, Engevix, Setal, Setal Óleo e Gás, GDK e Galvão Engenharia, voltando-se à prática de crimes de cartel e licitatórios contra a Petrobrás, de corrupção de seus agentes e de lavagem dos ativos havidos com a prática desses crimes.”
Os procuradores afirmam que “o núcleo formando pelas empreiteiras, aproveitando-se da garantia de altos lucros pela eliminação da concorrência, subverteu fundamentos da República Federativa do Brasil, como a livre concorrência e o pluralismo político”.
“As empreiteiras reuniram-se em conluio para inicialmente fraudar a concorrência dos certames da Petrobrás; posteriormente tal prática se tornou sofisticada, ocorrendo reuniões com representantes das empresas cartelizadas para a divisão de obras mediante regras previamente estabelecidas.”
Partidos. São quatro núcleos, segundo  MPF.  Além do núcleo econômico, o segundo é o de agentes públicos corrompidos pelos integrantes do primeiro. “Passando a auxiliá-los na consecução dos delitos de cartel e licitatórios. O terceiro núcleo era integrado por operadores do mercado negro que atuavam para operacionalizar o pagamento das vantagens indevidas”, além de promover a lavagem do dinheiro.
O quarto núcleo é o de políticos, sendo que a maioria segue investigada nos casos que estão no Supremo Tribunal Federal. Três deles já foram denunciados em primeiro grau, André Vargas (ex-PT, hoje sem partido), Pedro Corrêa (ex-PP) e Luiz Argôlo (ex-PP, hoje afastado do SD).
Segundo os procuradores, Avancini, Leite e Auler integraram o núcleo empresarial do esquema, que pagava de 1% a 3% de propina a agentes públicos indicados por PT, PMDB e PP em diretorias da Petrobrás. Em troca, o grupo controlava e dividia contratos bilionários – 16 empresas são apontadas no cartel. O desvio já reconhecido pela estatal é de R$ 6 bilhões.
No caso desse processo em que o MPF pediu a condenação de três dirigentes da Camargo Corrêa, o caso envolve os atos praticados na Diretoria de Abastecimento, que era cota do PP no esquema.
Na ação contra o trio da Camargo, os procuradores pedem o “perdimento do produto e proveito dos crimes”, num total de R$ 50,8 milhões, e multa de R$ 343 milhões, correspondente a 3% do valor dos contratos e aditivos mencionados na denúncia, relativos a obras da empreiteira nas refinarias Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, além do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj).
Os projetos foram contratados pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa. Ele e o doleiro Alberto Youssef, delatores da Lava Jato, também são réus nessa ação, além dos “carregadores de mala” Adarico Negromonte e Jayme Alves de Oliveira, o Careca.
Esses são os primeiros memoriais apresentados pelo Ministério Público em ação penal contra membros do núcleo empresarial. Nessa etapa do processo, a acusação reforça o pedido de condenação feito na denúncia usando como base provas colhidas na fase de instrução. Há ainda outras cinco ações contra ex-dirigentes de mais cinco empreiteiras contratadas pela estatal.
“Tais empresas em momento algum podem ser referidas como se tivessem feito parte do progresso da Nação, pois, através dos seus dirigentes, corromperam diversos agentes públicos e impediram o sucesso de empresários que atuam dentro dos ditames legais.”
Ricardo Pessoa admitiu ter praticado atos ilícitos e aceitou fazer um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República para revelar o que sabe sobre o esquema criminoso em troca de benefícios como redução da pena.
COM A PALAVRA, A DEFESA
CONSTRUTORA NORBERTO ODEBRECHT
“A Odebrecht nunca participou de cartel, nem de oferecimento ou pagamento de propina em contratos com qualquer cliente público ou privado. Para o entendimento geral, é importante ressaltar que ‎sempre foram públicas as desavenças entre a Camargo Corrêa e a Odebrecht na disputa de importantes contratos, o que não surpreende que o presidente da Camargo, sentindo-se obrigado a prestar declarações em troca de sua liberdade, o faça motivado por um sentimento de vingança concorrencial.”
“A Construtora Norberto Odebrecht (CNO) desconhece as alegações finais mencionadas na reportagem e repudia menção caluniosa à empresa e seus integrantes em denúncia do Ministério Público Federal que sequer envolve (e nem poderia envolver) executivos da companhia entre os denunciados. A CNO reafirma que nunca participou de cartel, nem de oferecimento ou pagamento de propina em contratos com qualquer cliente público ou privado A CNO repudia ainda que a citação da empresa e seus integrantes seja baseada em afirmações de réu confesso ligado a um grupo (Camargo Corrêa) que sempre teve públicas desavenças com esta empresa na disputa de importantes contratos. Não surpreende, assim, que o ex-executivo da Camargo, sentindo-se obrigado a prestar declarações em troca de sua liberdade e redução de pena, o faça motivado por um sentimento de vingança concorrencial. O que surpreende é a reportagem não mencionar que o mesmo ex-executivo, tornado “delator” e réu confesso, faça afirmações sobre supostos líderes de alegado e falso cartel e, ao mesmo tempo e contraditoriamente, sustente, em seu depoimento prestado em 18 de maio de 2015, que não participou de nenhuma das reuniões do falacioso esquema de cartelização. No mesmo depoimento, divulgado na íntegra pela edição online de O Estado de São Paulo, a reportagem omite o fato de que o executivo que sustenta a denúncia do MPF afirma que nas supostas reuniões não se discutia temas ilícitos, apenas temas “lícitos”. “

Tags: operação Lava Jato

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Pega Ladrão : Gim Argello emprega ex-assessor de Arruda flagrado recebendo dinheiro

Em 2012, Omézio Ribeiro Pontes foi filmado quando recebia dinheiro de Durval Barbosa, o delator do menalão do DEM; ele é acusado formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro

Brasília - O senador Gim Argello (PTB-DF) contratou como assessor de confiança o jornalista Omézio Ribeiro Pontes, flagrado em vídeo recebendo maços de dinheiro de Durval Barbosa, o delator do escândalo de corrupção em Brasília chamado de mensalão do DEM. Omézio foi assessor de imprensa do então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, que se tornou em 2010 o primeiro chefe de Executivo preso no exercício do cargo. Arruda renunciou ao mandato da cadeia.

Em junho de 2012, a Procuradoria Geral da República denunciou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o ex-governador de Brasília, Omézio Pontes e outras 35 pessoas por envolvimento no escândalo. Omézio foi acusado de ter praticado os crimes de formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo a denúncia, o assessor de Argello se apropriou de parte dos recursos desviados de contratos públicos e, em outras ocasiões, fazia o repasse para envolvidos no esquema, inclusive deputados distritais.

No vídeo, Omézio aparece recebendo quatro maços de dinheiro das mãos de Durval Barbosa, autor da gravação escondida. Mascando chicletes, ele acondiciona os valores numa pasta preta e conversa com o delator do mensalão sem cerimônias.

O caso foi remetido à Justiça de Brasília porque somente a parte envolvendo o conselheiro do Tribunal de Contas do DF Domingos Lamonglia permaneceu no STJ. Até o momento, não houve julgamento pela Justiça da capital sobre o recebimento da denúncia.

No Senado, Omézio Pontes foi nomeado no dia 19 de julho deste ano para um cargo comissionado SF-01, o terceiro maior salário do gabinete, de acordo com a tabela remuneratória da Casa. Em novembro, último registro do Portal da Transparência, o jornalista recebeu R$ 13.452,28 de vencimento bruto.

Ficha Limpa. Duas semanas antes da nomeação do assessor de Gim Argello, no dia 2 de julho, o Senado aprovou uma proposta de emenda à Constituição que exige ficha limpa para o ingresso de todos os servidores públicos, sejam efetivos e comissionados. O texto, que desde então está na Câmara dos Deputados, prevê o impedimento de se ocupar cargo público quem, entre outras hipóteses, tenha sido condenado por corrupção. Ou seja, por ora, não há impedimento legal para assunção do cargo por Omézio.

Procurado pelo Broadcast Político, serviço de tempo real da Agência Estado, o jornalista preferiu não se pronunciar sobre o caso que corre contra ele na Justiça. "No momento certo, essas coisas vão ser justificadas", afirmou. Ele disse que, mesmo sabendo que vez por outra pode ser questionado, está trabalhando "dentro das normas legais" e que não há nada que o impeça de trabalhar no Senado. "Estou fazendo um trabalho técnico", destacou, ao dizer que tem cuidado da parte de assessoria de imprensa e de imagem do senador.

Omézio disse ainda que foi Gim Argello quem o procurou para contratá-lo. Em 2014, o senador, que é líder do bloco parlamentar que reúne PTB, PR e PSC, deve concorrer novamente ao Senado, cadeira que herdou em meados de 2007 após Joaquim Roriz, o titular do mandato, ter renunciado ao cargo para escapar da cassação.

'Não tem como'. Gim Argello afirmou nesta quinta-feira que não vê problemas em contratar como Omézio Pontes, flagrado em vídeo recebendo dinheiro de corrupção. "Se ele tiver alguma condenação, aí não tem como. Mas enquanto não for condenado como é que eu vou fazer?", disse o parlamentar.

O petebista destacou que, quando da nomeação de Omézio, não havia qualquer impedimento de ordem legal em relação ao assessor. "Ele pode estar respondendo a inquérito, mas não foi condenado em absolutamente em nada. Ele vive de quê? É um jornalista que nem você", afirmou. Ele disse não ter acompanhado o fato de Omézio ter sido denunciado pelo Ministério Público Federal antes da nomeação.

Questionado sobre o motivo pelo qual o assessor ter sido liberado do controle de ponto, o parlamentar disse que é sua chefia de gabinete quem faz esse tipo de controle dos funcionários do gabinete.

Gim Argello disse que seu assessor está sempre trabalhando para ele e fica no plenário "até mais tarde" acompanhando as sessões de votação. "(Ele) fica circulando, essa profissão de vocês não fica muito preso", completou.







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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Política : PGR opina para que STF mande Roberto Jefferson para prisão

Parecer se baseia em resposta do Rio de que presídios podem receber réu.Supremo vai decidir se o delator do mensalão pode cumprir pena em casa.

Ex-deputado Roberto Jefferson, delator do esquema do mensalão, no Inca/GNews (Foto: Reprodução Globo News)
Ex-deputado Roberto Jefferson, delator do esquema do mensalão, no Inca/GNews (Foto: Globo News)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (19) opinando contra o pedido de prisão domiciliar feito pelo ex-deputado Roberto Jefferson, delator do mensalão.
O parecer se baseia em informações da Vara de Execuções Penais (VEP) da cidade do Rio de Janeiro, que informou ao Supremo que o sistema prisional do estado tem condições de receber o ex-deputado. A informação havia sido solicitada pelo presidente do STF e relator do mensalão, Joaquim Barbosa, a pedido de Janot.
Antes de expedir mandado de prisão para Jefferson, Barbosa enviou à Procuradoria Geral da República e à defesa de Jefferson -- para que ambos se manifestassem -- laudo médico sobre a saúde do ex-deputado, elaborado por uma junta de especialistas do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A avaliação concluiu que ele não tem sinais de câncer e que não há necessidade de prisão domiciliar.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu para o STF averiguar se o presídio que eventualmente receberá o ex-deputado Roberto Jefferson tem condições de dar atendimento médico e dieta específica ao ex-deputado. Só depois de obter a informação, daria um parecer.
Em documento enviado ao Supremo na semana, Jefferson também indagou se algum presídio teria condições de oferecer a dieta diária que necessita para tratamento de "síndrome metabólica caracterizada por diabete mellitus tipo II, dislipidemia, hipertensão arterial sistêmica e histórico de obesidade mórbida". Segundo ele, essa dieta consiste de queijo branco, pão integral, suco batido com água de coco, salmão defumado, omelete de claras e whey protein (tipo de proteína).
Nesta segunda (16), Jefferson afirmou que a divulgação de sua dieta foi usada para "desqualificar" o pedido de prisão domiciliar.
Jefferson passou por cirurgia em julho do ano passado para retirada de tumor no pâncreas. Em dois anos, ele perdeu 20 quilos, conforme os médicos que o atenderam. Atualmente, ele tem desequilíbrio metabólico e restrição alimentar resultantes do tratamento.

Fonte: Globo.com.br


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Economia : Petrobrás é a empresa com mais dívidas no mundo

Segundo relatório do BofA, a dívida da empresa cresceu muito por causa do programa para elevar a produção offshore

FERNANDA GUIMARÃES - O Estado de S.Paulo


A Petrobrás é agora a empresa mais endividada do mundo, segundo relatório divulgado pelo Bank of America Merril Lynch. "A dívida da Petrobrás cresceu rapidamente com a empresa implementando um ambicioso programa de investimento de US$ 237 bilhões para o crescimento de sua produção offshore", informa o documento.

Segundo o BofA, um importante fator para a Petrobrás reverter a tendência de alta da sua alavancagem seria impulsionar o seu Ebitda (geração de caixa), o que ocorreria com um aumento de produção.

"Sem uma produção maior, a alavancagem continuará a crescer a menos que ocorra um forte aumento nos preços da gasolina e uma forte redução no programa de capex (investimento)", segundo o documento. Para a equipe de análise, a produção da estatal deveria crescer para 3,8 milhões de barris por dia para que a alavancagem da empresa comece a cair.

"Os próximos 6 a 18 meses serão, esperançosamente, o início de uma importante virada para a Petrobrás em termos de produção", ainda de acordo com o documento.

Outro ponto relevante é o aumento dos preços. "De acordo com a diretoria, um aumento adicional de preços é possível no curto prazo", afirma a analista que assina o documento, Anne Milne, que julga difícil "dada a fraqueza no crescimento da economia, pressão inflacionária, um real fraco e risco de protestos sociais".

Outro ponto que poderia ajudar na redução do endividamento da petrolífera seria a redução do programa de investimentos. "A empresa identificou US$ 29,5 bilhões em projetos que estão com baixa valorização", destaca a analista. Ela frisa que movimento de venda de ativos e de joint ventures pode ajudar a Petrobrás, além de um amplo programa de redução de custos.



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