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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Pega Ladrããããooooo : Cabral é preso pela Lava-Jato acusado de liderar grupo que desviou R$ 224 milhões em contratos de obras.

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Em cooperação inédita, juiz Sérgio Moro também expediu junto a Marcelo Bretas mandado de prisão preventiva contra o ex-governador do Rio




Sérgio Cabral, governador do Rio de JaneiroRIO - Agentes da Polícia Federal e da força-tarefa do Ministério Público Federal do Rio cumprem nesta manhã de quinta-feira dois mandados de prisão preventiva contra o ex-governador Sérgio Cabral - já preso - e outras oito pessoas ligadas ao peemedebista, acusado de liderar um grupo que desviou cerca de R$ 224 milhões em contratos com diversas empreiteiras, dos quais R$ 30 milhões referentes a obras tocadas pela Andrade Gutierrez e a Carioca Engenharia.

A ex-primeira-dama Adriana Ancelmo é um dos alvos, porém, ela será levada para depor na sede da PF local em condução coercitiva. Adriana, que deve ser liberada após prestar depoimento, chegou a ter o seu pedido de prisão pelo MPF analisado pela Justiça, mas negado pelo juiz Marcelo Bretas.

Preso no seu apartamento no Leblon, Cabral entra em carro da Polícia Federal - Reprodução/TV Globo

Os agentes entraram dentro do apartamento do ex-governador, no Leblon, Zona Sul do Rio. Até o momento dez pessoas foram presas: Cabral, Wagner Jordão Garcia, ex-assessor do ex-governador, o ex-secretário de Governo Wilson Carlos, com dois mandados de prisão também (temporária e preventiva), e outras sete pessoas.

Além de Cabral, que já está na sede da PF, são alvos da operação o ex-secretário estadual de Obras Hudson Braga, e o ex-assessor do governador Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, o Carlinhos, ex-marido de uma prima de Cabral.

Outros operadores são alvos da ação: José Orlando Rabelo e Luiz Paulo Reis.

No total, há 34 mandados de busca e apreensão em três cidades além do Rio - Mangaratiba, Paraíba do Sul e Itaipava, e outros 14 de condução coercitiva.

Prisão do ex-secretário do governo Sérgio Cabral, Wilson Carlos Cordeiro , em sua casa na Gávea - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Todos os alvos de prisão preventiva deverão ser levados para a Superintendência da PF no Rio, e após prestarem depoimento, serão encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para realizar exames de corpo de delito. Cabral vai seguir direto para Bangu 8.
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TUMULTO E PROTESTO

O grupo de intervenção tática da PF disparou gás de pimenta quando os carros da polícia deixaram o apartamento de Cabral. Houve tumulto e protesto de populares que gritavam "Lincha", "Lincha", "Lincha".

Repórteres foram atingidos pelo gás, entre eles, o da TV GLOBO Paulo Renato Soares, que ficou com sérias dificuldades para enxergar.

OPERAÇÃO CALICUTE
'OXIGÊNIO' , O NOVO PIXULECO

OPERAÇÃO CALICUTE
A viagem de Cabral a Calicute - Reprodução

Autorizada pelos juízes Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, e Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, a operação batizada de "Calicute" - referência às tormentas enfrentadas pelo navegador Pedro Álvares Cabral a caminho das Índias - acontece pouco mais de cinco meses depois da estreia da Lava-Jato no Rio e é resultado de uma esforço conjunto do MPF e seus procuradores Lauro Coelho, Eduardo El Hage, Rodrigo Timóteo e José Augusto Vagos, com a Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal (Delecor). A ação marca também a inédita cooperação entre a Justiça do Rio e a de Curitiba, responsável pelas 36 fases deflagradas até aqui.

Cabral, o ex-governador, é acusado pela Lava-Jato dos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Os desvios teriam sido feitos em contratos com as empreiteiras Andrade Gutierrez, Carioca Engenharia, entre outras, em obras como reforma do Maracanã, o Arco Metropoliltano e PAC Favelas em troca de aditivos em contratos públicos.

A investigação teve como ponto de partida as delações de Clóvis Primo e Rogério Numa, executivos da Andrade Gutierrez, feitas no âmbito do inquérito do caso Eletronuclear. Os dois revelaram à força-tarefa que os executivos das empreiteiras se reuniram no Palácio Guanabara, sede do governo, para tratar da propina e que houve cobrança nos contratos de grandes obras.

SÉRGIO CABRAL É ALVO DA OPERAÇÃO LAVA-JATO
Policias federais prendem o ex-governador Sério Cabral em seu apartamento no LeblonFoto: Pablo Jacob / Agência O Globo
O ex-governador Sério Cabral é levado para a sede da PFFoto: Pablo Jacob / Agência O Globo

'OXIGÊNIO' , O NOVO PIXULECO
Obras do Maracanã sob suspeita - Jorge William / Agência O Globo

Se a operação Lava-Jato de Curitiba descobriu o "pixuleco", termo usado pelo ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto ao se referir à propina cobrada de empreiteiras, o dinheiro de corrupção no governo Cabral também tinha um vocábulo próprio: "oxigênio". Era assim que o ex-secretário estadual de Obras Hudson Braga (novembro de 2011 a dezembro de 2014) tratava o suborno exigido das empresas nos grandes contratos de obras, de acordo com delação premiada das empreiteiras. Cálculos do Ministério Público Federal demonstram que o esquema comandado pelo ex-governador procovou um rombo em projetos executados pela Carioca Engenharia e pela Andrade Gutierrez. De acordo com as delações das duas empresas, 7% do valor total foi convertido em propina e dividido da seguinte forma: 5% para Cabral, 1% para Braga e 1% para conselheiros do Tribunal de Contas do Rio (TCE), responsável pela fiscalização dos contratos. O pagamento de propina era efetuado em espécie. Cada emptreiteira tinha um responsável pelo pagamento e cada beneficiado, o seu cobrador.



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As investigações coletaram provas de que o dinheiro pago ilegalmente foi, em parte, lavado por empresas criadas pelos próprios favorecidos, usando nomes de amigos e parentes. Outro provável destino foi o cofre de uma transportadora de valores, novo método de camuflar dinheiro de origem ilegal. O esquema bancou, segundo a apuração, uma vida de luxo para os envolvidos que inclui viagens internacionais, idas a restaurantes sofisticados, compras de joias e uso de lancha e helicóptero em nome de laranjas.

O economista Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, o Carlinhos, ex-marido de uma prima de Cabral, , e, eventualmente, Luiz Cláudio Bezerra, outro integrante do círculo íntimo do ex-governador, são acusados de atuar como operadores do peemedebista. Toda a negociação entre as empreiteiras e as autoridades era mediada pelo ex-secretário de governo de Cabral, Wilson Carlos, a quem cabia a distribuição da propina, segundo as próprias empreiteiras. Os investigadores suspeitam que parte deste dinheiro era distribuído para deputados estaduais, federais e outros agentes políticos que serão alvos da próxima etapa da investigação.

Sérgio Cabral e sua mulher Adriana Ancelmo durante jantar no restaurante "Luís XV" do Hotel de France, em Mônaco, em 2009 - Reprodução

Outras delações em negociação como por exemplo a do ex-diretor da OAS no Rio, Reginaldo Assunção, deverão reforçar os indícios de corrupção do esquema. Também negocia colaboração Fernando Cavendish, ex dono da Delta Construções, cuja revelação da amizade marca o início do declínio de Cabral. Como revelou O GLOBO, Cavendish presenteou a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo durante uma viagem a Mônaco com um anel avaliado em R$ 800 mil.

As primeira delações sobre o braço da Lava-Jato no Rio foram feitas por Clóvis Primo e Rogério Numa, executivos da Andrade Gutierrez feitas no âmbito do inquérito do caso Eletronuclear. Os dois revelaram ao MPF e à Polícia Federal (PF) que os executivos das empreiteiras se reuniram no Palácio Guanabara, sede do governo, para tratar da propina e que houve cobrança nos contratos de grandes obras. O mesmo esquema foi confirmado pelos acionistas da Carioca Engenharia, Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior em delação ainda não compartilhada pelo MPF do Rio. Agora, em depoimento revelado pelo O GLOBO, Alberto Quintaes, diretor responsável pelo pagamento da propina da Andrade, confirmou que entregava em dinheiro vivo o pagamento ao operador de Cabral, Carlinhos Miranda. O mesmo esquema foi confirmado por outros funcionários da Andrade Gutierrez, Rodolfo Mantuano e Tânia Fontenele.



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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

CONFIRMADO: Nome de Michel Temer já está incluso na delação da Odebrecht à Lava Jato



A construtora Odebrecht aprontou um anexo exclusivo apenas sobre o atual presidente Michel Temer, em seu acordo de delação premiada, que está em negociação com a força-tarefa da Lava Jato.

De acordo a revista Época, nas delações premiadas, cada anexo significa uma história contada sobre determinado assunto ou pessoa, incluindo o elenco de provas a serem apresentadas. No caso da Odebrecht já são mais de 90 anexos realizados.


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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

News : Cunha é preso em Brasília por decisão de Sérgio Moro

Deputado cassado foi preso nesta quarta-feira (19).
Despacho que autorizou a prisão de Cunha é de terça-feira (18).


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O ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi preso nesta quarta-feira (19), em Brasília, segundo a GloboNews. A previsão da Polícia Federal (PF) é a de que Cunha chegue a Curitiba no fim desta tarde. A prisão dele é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado.
Na terça (18), juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça, determinou a prisão de Cunha.

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O G1 tenta contato com a defesa do ex-presidente da Câmara.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Cunha, em liberdade, representa risco à instrução do processo e à ordem pública. Além disso, os procuradores argumentaram que "há possibilidade concreta de fuga em virtude da disponibilidade de recursos ocultos no exterior" e da dupla nacionalidade.

Resultado de imagem para Deputado cassado foi preso nesta quarta-feira (19).Para embasar o pedido de prisão do ex-presidente da Câmara, a força-tarefa da Operação Lava Jato listou atitudes, que conforme os procuradores, foram adotadas por Cunha para atrapalhar as investigações.
Entre elas, a convocação pela CPI da Petrobras da advogada Beatriz Catta Preta, que atuou como defensora do lobista e colaborador da Lava Jato Julio Camargo, responsável pelo depoimento que acusou Cunha de ter recebido propina da Petrobras.
O peemedebista perdeu o mandato de deputado federal em setembro, após ser cassado pelo plenário da Câmara. Com isso, ele perdeu o foro privilegiado, que é o direito de ser processado e julgado no Supremo Tribunal Federal (STF).
Processo

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Moro retomou na quinta-feira (13) o processo que corria no Supremo Tribunal Federal (STF) contra Cunha.
Cunha é acusado de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro. Na segunda-feira (17), Moro intimou Cunha e deu 10 dias para que os advogados protocolassem defesa prévia.
Como o STF já havia aceitado a denúncia, Moro apenas vai continuar o julgamento do caso, a partir de onde o processo parou na Suprema Corte.
O processo foi transferido para a 13ª Vara da Justiça Federal no Paraná após Cunha perder o mandato de deputado federal.
Junto com o cargo, ele também perdeu o direito à prerrogativa de foro - o chamado foro privilegiado, que lhe garantia a possibilidade de ser julgado apenas pelo STF.
Agora, toda a ação penal contra o ex-deputado deverá correr nos trâmites normais do Judiciário para qualquer cidadão. Isso significa que o julgamento contra Cunha poderá passar por todas as instâncias até que seja definida uma condenação.
No despacho em que recebeu a denúncia, Moro fez questão de lembrar que o MPF retirou a acusação de crime eleitoral contra Eduardo Cunha. O motivo, segundo o juiz, foi o fato de que a Justiça Federal não poderia julgar crimes eleitorais. Isso cabe apenas à Justiça Eleitoral.
Cláudia Cruz, mulher de Cunha, já responde por lavagem de dinheiro e evasão de divisas na Justiça Federal do Paraná. De acordo com as investigações, Cláudia Cruz foi favorecida, por meio de contas na Suíça, de parte de valores de propina de cerca de US$ 1,5 milhão recebida pelo marido.

Cunha (Foto: Reprodução)
Despacho de Sérgio Moro que autorizou a prisão de Eduardi Cunha (Foto: Reprodução)


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terça-feira, 10 de maio de 2016

O Circo : Palhaço Chefe.

News: Suiça diz que devolverá dinheiro de cunha se ele for condenado.

 Cerca de R$ 8,6 milhões poderiam voltar ao País se houver confisco definitivo de recursos do ex-presidente da Câmara. 

Leia Mais:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,suica-diz-que-devolvera-dinheiro-de-cunha-se-ele-for-condenado,10000050102
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O Brasil hoje é comandado por ladrões em pele de cordeiros! Os brasileiros cada dia mais pobre, e os políticos mais ricos. Brasil para os brasileiros é e sempre será um Circo. Onde esses Ladrões Corruptos comanda até o tráfico de drogas.

Eduardo Cunha

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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Notícias: CCJ aprova parecer pela cassação de Delcídio, após ameaça de Renan

Presidente do Senado condicionou a votação do impeachment a de cassação do senador


O Senador Delcídio do Amaral (sem Partido-MS)

BRASÍLIA - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou na noite desta segunda-feira o parecer do relator Ricardo Ferraço (PSDB-ES) pela cassação do mandato do senador Delcídio Amaral. A CCJ tinha decidido mais cedo adiar a votação, mas tudo mudou após ameaça do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de não convocar para essa quarta-feira a sessão para votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff se, antes, o Senado não resolvesse a situação de Delcídio.

Os senadores da CCJ se reuniram em sessão extraordinária no próprio plenário da Casa, após a aprovação de um requerimento do senador Romero Jucá (PMDB-RR) dando urgência para o processo de cassação. A votação no plenário, que dará a palavra final sobre a cassação, será na terça-feira. A sessão do plenário para debater o assunto começa ainda hoje.

Veja também

INFOGRÁFICOOperação Lava-JatoLava-Jato: Investigados, réus e condenados

O senador Delcidio Amaral (sem partido-MS) na CCJ no Senado nesta segunda-feira
Delcídio vai ao Senado:‘ Não roubei, não desviei dinheiro e não tenho conta no exterior’

Comissão do Senado adia mais uma vez votação sobre cassação de Delcídio
Comissão do Senado adia mais uma vez votação sobre cassação de Delcídio
INFOGRÁFICOO senador Delcídio Amaral (PT-MS)Delcídio: a trajetória da acusação contra ele na Lava-Jato
O presidente da CCJ, senador José Maranhão (PMDB-PB), disse que voltou atrás e decidiu não esperar até quinta-feira para novos documentos pedidos por Delcídio, porque esse material está em segredo de Justiça.

Renan ficou irritado com a manobra do PSDB na CCJ, em que o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) apresentou requerimento para pedir mais informações sobre o processo de Delcídio, adiando uma decisão da CCJ programada para esta segunda-feira.

Nesta segunda-feira, Delcídio apareceu pela primeira vez no Senado desde sua libertação e pediu mais tempo para sua defesa. Ele argumentou que na semana passada foi feito um aditamento pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no processo aberto contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF). Delcídio defendeu que ele próprio e a CCJ tenham acesso primeiro a esse aditamento.A CCJ aprovou então, de forma simbólica, requerimento do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) pedindo informações do aditamento à PGR.

— O espetáculo de botar aqui o senador Delcídio para votar o afastamento da presidente é tão grande quanto esse do presidente da Câmara! Não me exporei a isso! — disse Renan, ressaltando:

— Querem que o senador Delcídio possa participar da sessão do impedimento. Ele pode participar, mas não por decisão do senador Renan, nem da CCJ. Porque a CCJ desbordou do seu papel regimental, e ele pode participar se o plenário disser (que pode). Não vai participar, porque estou querendo ter gesto de boa vontade com ele, como tantos que já tive.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) negou que o prazo concedido a Delcídio buscasse fazer com que o colega votasse no processo de impeachment.

- A informação que tenho, inclusive, é que ele está de licença médica. A decisão da CCJ não tem nada a ver com isso (impeachment) - disse o tucano.

Aloysio chamou ainda de "infâmia" afirmações de que haveria um acordão do PSDB com Delcídio para que sejam relativizadas as citações feitas por ele na delação premiada ao presidente do PSDB, Aécio Neves (MG).

CCJ se reúne no plenário do Senado e aprova aprecer pela cassação de Delcídio Amaral

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Outro Corrupto: Renan quer concluir votação do impeachment na noite de quarta

Leia Mais:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,renan-marca-sessao-que-votara-impeachment-para-as-9h-de-quarta-feira,10000050077

Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os diasRenan planeja concluir votação do impeachment na quarta-feira

Sessão para votar admissibilidade do processo no plenário é marcada para as 9h

Plenário do Senado Federal - Jorge William / Agência O Globo 09/05/2016


BRASÍLIA - O presidente Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), confirmou que será nesta quarta-feira a sessão para a votação da abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ao deixar o Senado, Renan disse que a ideia é concluir a votação — que será por painel eletrônico — ainda na quarta-feira. A partir das 15h desta terça-feira, o Senado já abrirá as inscrições para os senadores falarem na quarta-feira. Haverá dois livros de inscrição: um para os defensores do impeachment e outro para os aliados de Dilma.

Renan detalhou como será o cronograma da sessão.


— A ideia é que a sessão comece a partir das 9h de quarta-feira. Fazemos uma interrupção às 12h, retomarmos às 13h e vamos até às 18h. Fazemos então uma (nova) interrupção e voltamos às 19h. A expectativa é que tenhamos a participação de 60 oradores, e teremos dez horas sessão, mas o objetivo é concluirmos a sessão ainda na quarta-feira — disse Renan.


Nos bastidores, os defensores do impeachment já estão negociando abrir mão de discursos e falar menos para que a votação termine no mesmo dia. A ideia é, se aprovado o impeachment, notificar a presidente Dilma no dia 12. Pelas regras do impeachment, a presidente deve ser noticiada para só então se afastar do cargo por até 180 dias.


Perguntado sobre uma notificação da presidente, Renan disse:


— Não me sinto confortável na condução desse processo, é a História que exige. Faremos da melhor maneira possível, sem a exposição de ninguém.


Sobre o clima tenso desta segunda-feira, Renan disse que "faz parte do aprendizado democrático". Nesta terça-feira, Renan se reúne com os líderes dos partidos para definir as regras para o afastamento.


O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL)


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sexta-feira, 6 de maio de 2016

News: Deu na ‘Forbes': Cai o político mais poderoso e corrupto do Brasil3

Deu na 'Forbes':  Cai o político mais poderoso e corrupto do Brasil

O afastamento do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do mandato de deputado federal representa a queda do político “mais poderoso e mais corrupto'' do Brasil, segundo uma reportagem publicada pela revista de economia “Forbes''.

“Brasileiros preocupados coma corrupção do seu sistema política têm motivo para comemorar hoje: O homem que muitos consideram o mais político corrupto no Brasil – um título pelo qual há muita concorrência – foi retirado do cargo'', diz a revista.

Cunha vem sendo tratado de forma crítica pela imprensa internacional há meses. Ele foi comparado ao personagem da série de TV “House of Cards'', e era sempre descrito como um líder envolvido em vários escândalos de corrupção, mas que mantinha-se poderoso.

“Por décadas – sim, décadas – Eduardo cunha escapou de ser processado por corrupção, por mais que estivesse implicado em diferentes casos. Para muitos brasileiros, ele é o símbolo da malevolência política, um bandido que sempre vence o público brasileiro'', diz a “Forbes''.

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O Político Corrupto mais "cara lavada" do mundo.


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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Conselho de Ética volta a analisar processo contra Eduardo Cunha

Sessão é para discutir assuntos administrativos. O deputado Fausto Pinato (PP) renunciou à vaga no colegiado e Tia Eron (PRB) assumiu o lugar.







Edição do dia 14/04/2016 14/04/2016 09h46 - Atualizado em 14/04/2016 09h46 Conselho de Ética volta a analisar processo contra Eduardo Cunha Sessão é para discutir assuntos administrativos. O deputado Fausto Pinato (PP) renunciou à vaga no colegiado e Tia Eron (PRB) assumiu o lugar. FACEBOOK O Conselho de Ética tem mais uma sessão, nesta quinta-feira (14), para analisar o processo de cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Essa sessão será para discutir assuntos administrativos. Na quarta-feira (13), o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o compartilhamento de dois inquéritos sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, com o Conselho de Ética e um deputado, membro do Conselho de Ética, renunciou à vaga. O deputado Fausto Pinato, que era do PRB, trocou de partido, passou para o PP e renunciou a essa vaga. No lugar dele entrou a deputada Tia Eron (PRB). Essa mudança vai acabar favorecendo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Fausto Pinato foi o primeiro relator do Conselho de Ética. Mas em uma manobra, acabou saindo da relatoria. O processo, no Conselho de Ética, contra Eduardo Cunha foi aberto em novembro do ano passado.

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quarta-feira, 15 de julho de 2015

CORRUPÇÃO : Collor se diz 'humilhado' e afirma que Lava Jato 'extrapolou' limites (Pega Ladrrãããoooo)

Mesa diretora do Senado ressaltou em nota que operação beira 'intimidação'.

PGR disse que Rodrigo Janot não se manifestará sobre declarações de Collor.



Investigado pela Procuradoria Geral da República, o ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello afirmou nesta terça-feira (14), na tribuna do Senado, que a nova fase da Operação Lava Jato, que cumpriu mandados de busca e apreensão nas suas casas em Brasília e Maceió, foi truculenta e "extrapolou" todos os limites do estado democrático de direito e da legalidade. Já o Senado, em reação à entrada de policiais em apartamentos funcionais de senadores, disse que a medida "beira à intimidação".

"Hoje fui submetido a um atroz constrangimento pessoal. Fui humilhado. Depois de tudo por que passei, tive que enfrentar situação jamais por mim experimentada. Por tudo o que se passou comigo na minha trajetória política. Extremo desgaste emocional, mental e físico, juntamente com minha família. Portanto, constrangido fui, humilhado também fui, mas podem ter certeza, senhor presidente, que, intimidado, eu jamais serei”, discursou Collor no Senado.
Com mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), agentes da PF foram, além das casas de Collor, nas residências do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), em Brasília, na do ex-ministro e ex-deputado Mário Negromonte (PP-BA), na Bahia, e na do ex-ministro e senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). Também foi realizada busca e apreensão na casa do ex-deputado João Pizzolati (PP) e na casa da ex-mulher dele, em Santa Catarina.

Ao todo, a PF foi autorizada pelo STF a cumprir 53 mandados de busca e apreensão. As autorizações foram dadas pelos ministros Teori Zavascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski em seis inquéritos do Supremo que investigam políticos suspeitos de envolvimento nos desvios de dinheiro da Petrobras por meio de contratos superfaturados.
Segundo a Políca Federal, o objetivo da Operação Politeia, como foi batizada a nova fase da Lava Jato, é evitar que provas importantes sejam destruídas pelos investigados. As buscas ocorreram nas residências de investigados, em seus endereços funcionais, sedes de empresas, em escritórios de advocacia e órgãos públicos.
"[A nova fase da Lava Jato] extrapolou todos os limites do estado de direito, extrapolou todos os limites constitucionais, extrapolou todos os limites da legalidade. Sem apresentar um mandado da Justiça, confrontando e invadindo a jurisdição da polícia legislativa do Senado Federal e, portanto, a soberania de um Poder da República, os agentes, sob as ordens de Rodrigo Janot, literalmente arrombaram, este é o termo, arrombaram o apartamento de meu uso funcional como senador da República", disse o ex-presidente da República.
Na avaliação de Collor, a operação desta terça da PF foi "espetaculosa" e midiática". Diante dos olhares dos colegas do Senado, ele acusou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de ter orquestrado a operação para lhe vincular ao esquema de corrupção que atuava na Petrobras.
"Uma operação espetaculosa, midiática, com vários helicópteros, dezenas de viaturas, absolutamente desnecessários, e maldosamente orquestrada pelo PGR, com único intuito mesquinho e mentiroso de vincular a uma investigação criminosa, bens e valores legalmente declarados e adquiridos nos anos, ou antes, de qualquer investigação, muito antes do suposto cometimento de pretensos crimes maldosamente a mim imputados.", reclamou o parlamentar alagoano na tribuna.
A assessoria da PGR informou que Janot não irá se manifestar sobre as declarações de Collor na tribuna do Senado.
Carros de Fernando Collor de Melo - Outra vez roubando do Brasil e dos Brasileiros.

Na residência de Brasília de Collor foram Foram apreendidos três veículos de luxo: uma Ferrari, um Porsche e uma Lamborghini (assista ao vídeo acima). Na capital federal, também houve buscas nas residências do advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), e do sócio dele, Luciano Araújo.
Em Maceió, agentes da PF também cumpriram mandado no prédio da TV Gazeta, afiliada da TV Globo. A Gazeta tem Collor como um dos principais acionistas. Os policiais também realizaram buscas na Organização Arnon de Mello (OAM), pertencente à família do ex-presidente da República.

O senador Fernando Collor (PTB-AL) circula pelo Senado após ser alvo de busca e apreensão da PF (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)"O argumento da operação, vejam só, foi o de evitar a destruição de provas. Depois de dois anos, evitar a destruição de provas, como se lá houvesse algum tipo de prova? E provas de que, afinal? E, por acaso, um veículo é um documento? Por acaso um veículo é um computador? Qual seria o objetivo, então, a não ser o de constranger, de intimidar e, principalmente, o de promover uma cena de espetáculo", ironizou Collor na tribuna do Senado.
"Ferir direitos individuais, invadir propriedade alheia, recolher bens declarados, tudo isso de uma pessoa que nem sequer responde a um processo, e que sequer prestou depoimento, e que sequer foi ouvida, é, no mínimo, violar a Constituição Federal. Buscas, apreensões, invasões, arrombamentos como esses com objetivos atropelados, sejam eles contra qualquer pessoa, é um retrocesso", complementou.

Agentes deixam o Bloco G da 309 Sul, onde residem senadores em Brasília. A operação teria sido realizada no apartamento 102. A Polícia Federal deflagrou a Operação Politéia, com 53 mandados de busca e apreensão a partir de provas da operação Java-Jato (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Agentes da PF deixam edifício onde residem senadores com material apreendido na Operação Politeia, mais recente fase da Lava Jato. (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Em nota divulgada na tarde desta terça, a mesa diretora do Senado disse

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Economia : Petrobrás é a empresa com mais dívidas no mundo

Segundo relatório do BofA, a dívida da empresa cresceu muito por causa do programa para elevar a produção offshore

FERNANDA GUIMARÃES - O Estado de S.Paulo


A Petrobrás é agora a empresa mais endividada do mundo, segundo relatório divulgado pelo Bank of America Merril Lynch. "A dívida da Petrobrás cresceu rapidamente com a empresa implementando um ambicioso programa de investimento de US$ 237 bilhões para o crescimento de sua produção offshore", informa o documento.

Segundo o BofA, um importante fator para a Petrobrás reverter a tendência de alta da sua alavancagem seria impulsionar o seu Ebitda (geração de caixa), o que ocorreria com um aumento de produção.

"Sem uma produção maior, a alavancagem continuará a crescer a menos que ocorra um forte aumento nos preços da gasolina e uma forte redução no programa de capex (investimento)", segundo o documento. Para a equipe de análise, a produção da estatal deveria crescer para 3,8 milhões de barris por dia para que a alavancagem da empresa comece a cair.

"Os próximos 6 a 18 meses serão, esperançosamente, o início de uma importante virada para a Petrobrás em termos de produção", ainda de acordo com o documento.

Outro ponto relevante é o aumento dos preços. "De acordo com a diretoria, um aumento adicional de preços é possível no curto prazo", afirma a analista que assina o documento, Anne Milne, que julga difícil "dada a fraqueza no crescimento da economia, pressão inflacionária, um real fraco e risco de protestos sociais".

Outro ponto que poderia ajudar na redução do endividamento da petrolífera seria a redução do programa de investimentos. "A empresa identificou US$ 29,5 bilhões em projetos que estão com baixa valorização", destaca a analista. Ela frisa que movimento de venda de ativos e de joint ventures pode ajudar a Petrobrás, além de um amplo programa de redução de custos.



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MENSALÃO : Laudo médico diz não ser imprescindível prisão domiciliar para Jefferson

Ex-deputado, delator do esquema do mensalão, fez tratamento contra câncer e pediu avaliação

Luciana Nunes Leal e Wellington Bahnemann - O Estado de S.Paulo

RIO - O laudo da junta médica sobre o estado de saúde do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que servirá de base para a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, sobre o regime de prisão a ser cumprido pelo ex-parlamentar, foi anexado ao processo na semana passada.

Os médicos concluíram que "do ponto de vista oncológico", não é imprescindível a sua permanência em casa ou em um hospital. A assessoria de Jefferson confirmou que ele já foi informado sobre o teor do laudo e continua aguardando em sua casa de campo, no município de Comendador Levy Gasparian, a decisão de Joaquim Barbosa.

Assessoria de Jefferson confirmou que ele já foi informado sobre o teor do laudo  - Marcos Arcoverde/EstadãoSeus assessores, porém, acenam com a possibilidade de recurso em uma eventual decisão pela prisão do parlamentar. A alegação é de que o problema dele não seria mais oncológico, já que o tumor foi extirpado, mas dificuldades metabólicas decorrentes da cirurgia.

O advogado de Roberto Jefferson, Marcos Pinheiro de Lemos, disse ainda não ter tido acesso ao laudo completo de avaliação médica do ex-deputado. Segundo ele, o documento foi anexado ao processo na última quarta-feira, mas o presidente do STF não permitiu acesso de imediato ao material.

"O ministro já intimou. Esperava ter acesso ao laudo na sexta-feira, o que não ocorreu. Nossa expectativa é ver o laudo segunda ou terça-feira (hoje ou amanhã)", explicou.

O advogado afirmou ter ouvido boatos sobre as conclusões do laudo. "Uma análise do ponto de vista oncológico é muito restrita. Tinha que ter uma visão médica (mais ampla)", argumentou Pinheiro, que se disse muito curioso para ver o documento. "Vamos aguardar", resumiu.

O ex-deputado Roberto Jefferson, que denunciou o esquema do mensalão, do qual também foi condenado a sete anos de prisão, submeteu-se, em junho de 2012 a uma cirurgia para retirada de tumor no pâncreas. 


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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Corrupção : MARCONI TEM PATRIMÔNIO MILIONÁRIO (E ESCONDIDO)


Edição/247

Edição online do Globo antecipa reportagem bombástica deste fim de semana; pesquisa em cartórios comprova que, além de quintuplicar patrimônio imobiliário, governador goiano omite da Receita Federal vários bens; um de seus sócios, Marcelo Limírio, é também sócio de Cachoeira

3 DE JUNHO DE 2012 ÀS 17:29

247 – A edição online do jornal O Globo acaba de publicar reportagem bombástica. Após pesquisar imóveis em nome do governador de Goiás e de seus familiares, o Globo descobriu que Marconi Perillo quintuplicou seu patrimônio imobiliário, desde que chegou ao Palácio das Esmeraldas. Mas o mais grave é que além de não declarar todos os bens à Receita Federal, ele também omite transações recentes, como a compra de um terreno de 1 milhão de metros quadrados, assinada por sua esposa Valéria, em sociedade com Marcelo Limírio. Detalhe: Limírio, dono de um laboratório farmacêutico, é também sócio de Cachoeira. E é o principal suspeito de estar pagando os honorários de R$ 15 milhões de Marcio Thomaz Bastos. Neste fim de semana, preocupados com o assédio da imprensa, assessores de Marconi Perillo seguiram jornalistas (leia mais aqui). Estudantes foram também agredidos numa manifestação em Itumbiara (confira aqui). Leia, abaixo, a reportagem do Globo:

GOIÂNIA - Desde que assumiu o governo de Goiás pela primeira vez, em 1998, Marconi Perillo (PSDB) multiplicou por cinco seus bens declarados. De R$ 299,5 mil em 1998, saltou para R$ 1,503 milhão em 2010. Mas Marconi, que foi convocado para prestar depoimento na CPMI do caso Cachoeira, possui um patrimônio que vai além do que está escrito. Em pesquisas nos cartórios goianos, O GLOBO identificou pelo menos cinco imóveis que não constam das declarações entregues à Justiça Eleitoral. Um deles, adquirido em 7 de janeiro de 2008, é uma área de mais de um milhão de metros quadrados, que tem entre os compradores Marcelo Henrique Limiro Gonçalves, ex-sócio de Carlinhos Cachoeira na ICF, empresa que faz teste de medicamentos em Anápolis (GO).

O negócio está registrado no cartório de imóveis de Pirenópolis, cidade onde Perillo tem fazenda. A primeira-dama Valéria Jayme Peixoto Perillo juntou-se a um grupo de 12 pessoas e duas construtoras para adquirir um terreno denominado Chácara José Leite. A área, segundo os registros, foi adquirida por R$ 800 mil, pagos em duas parcelas. O nome de Perillo consta na escritura, mas quem assina é sua mulher. Eles detêm 22%, o que daria uma contribuição de R$ 176 mil na ocasião.

Entre os demais sócios no empreendimento estão as empresas R. Diniz Construções e Construtora Central do Brasil. Marcelo Henrique é um grande empresário na cidade, ligado a Carlinhos Cachoeira. Ele também é sócio do senador Demóstenes Torres (sem partido) em uma universidade em Minas Gerais, e foi doador das campanhas do governador e do senador.

Em 2010, segundo atestam documentos a que O GLOBO teve acesso, Marconi fez um negócio que, pelo que está registrado, foi quase um presente do irmão dele, Antonio Pires Perillo. Em 14 de maio de 1998, Antonio adquiriu uma área de 43,75 hectares em Pirenópolis por R$ 30 mil. E, 12 anos depois, em 24 de fevereiro de 2010, revendeu o imóvel para o governador por R$ 13 mil. Ao invés de valorizar, o terreno teria desvalorizado. A Prefeitura de Pirenópolis, porém, fixou em R$ 120 mil o valor venal da área para efeito de Imposto de Transmissão de Bens Intervivos (ITBI). A alíquota do imposto é de 2% — Marconi pagou R$ 2,4 mil.

O governador também omitiu de sua declaração o fato de ser coproprietário de um apartamento de 86,70 metros quadrados no edifício Jardins de Versailles. Ele foi adquirido em 20 de fevereiro de 2001 e, de acordo com o Cartório de Registro de Imóveis da 1 Circunscrição de Goiânia, 55% estão em nome de Marly Jayme Peixoto, sogra do governador. Os outros 45% são divididos entre Perillo e a mulher dele, Valéria. Na época, o imóvel custou R$ 49 mil. Hoje, está avaliado em cerca de R$ 300 mil.

Dono de propriedades rurais em Pirenópolis, o governador deixou de registrar ainda a aquisição de 91,96 hectares. A terra foi comprada em 30 de maio de 2003 de sua sogra sogra e dos cunhados. Mais uma vez quem assina é a primeira-dama, citada como compradora ao lado do marido com quem vive em regime de comunhão parcial de bens. Ou seja, tudo o que é comprado após o casamento é do casal. Pelas terras foram pagos R$ 70 mil.

Omissões relevantes podem levar à inelegibilidade

Além de omitir bens, Marconi incluiu em declarações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) bem que, legalmente, ainda não lhe pertencia. Embora o governador declarasse, desde 2006, ser proprietário de dois lotes em Alphaville Flamboyant, somente em 7 de julho do ano passado é que ele passa a ser o dono, de fato, dos terrenos. Documento do cartório de registro de imóveis da 4 circunscrição atesta que a escritura pública foi registrada em 9 de setembro de 2011, com a venda datada de 7 de julho do mesmo ano.

Consultada pelo GLOBO sobre como os candidatos devem proceder em relação à declaração de bens, a procuradora eleitoral Sandra Cureau informou que todo o patrimônio deve ser informado à Justiça Eleitoral. O candidato só não precisa incluir na declaração bens que vendeu antes do prazo para apresentar o registro de sua candidatura. Segundo ela, omissões revelantes podem levar à rejeição da prestação de contas e até mesmo à inelegibilidade do político.

Política: Sanguessugas do Brasil



A revista Carta Capital, citando reportagem do jornal Correio Braziliense, fez uma denúncia dizendo que Feliciano “repassa verbas públicas para funcionários ligados a seus negócios particulares”.

Em abril de 2013 foi divulgado na internet um vídeo antigo onde o deputado diz, durante um culto religioso, que o cantor britânico John Lennon foi castigado e morto por Deus por ter dito em certa ocasião que “Os Beatles são mais populares do que Jesus Cristo”. Sobre a morte do cantor,  Feliciano disse que se tratou de uma “vingança divina” e que “ninguém afronta Deus e sobrevive para debochar”. No mesmo vídeo e ainda sobre o assunto, o pastor diz: “Eu queria estar lá no dia em que descobriram o corpo dele. Ia tirar o pano de cima e dizer: ‘me perdoe John, mas esse primeiro tiro é em nome do Pai, esse é em nome do Filho e esse é em nome do Espírito Santo’.”

"Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é a polemica. A maldição que Noé lança sobre seu neto, canaã, respinga sobre continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!"

"Quando você estimula as pessoas a liberarem os seus instintos e conviverem com pessoas do mesmo sexo, você destrói a família, cria-se uma sociedade onde só tem homossexuais, você vê que essa sociedade tende a desaparecer porque ela não gera filhos".

Em 29 de março, Marco Feliciano comentou os protestos contrários a ele durante um culto religioso na cidade de Passos, Minas Gerais, dizendo: “Essa manifestação toda se dá porque, pela primeira vez na história desse Brasil, um pastor cheio do Espírito Santo conquistou o espaço que até ontem era dominado por Satanás.”

Feliciano é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, e propõe que se cure os homossexuais, pois segundo ele, trata-se de uma doença.

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