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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Incrível : Magno Malta defende Sergio Moro, e Renan Calheiros fica nervoso

Discurso de Magno Malta em defesa de Moro abala a estrutura de Renan (veja o vídeo)



O senador Magno Malta foi de longe o mais eloquente e firme discurso nesta quinta-feira (1º) no debate do Congresso Nacional sobre a ‘Lei de Abuso de Autoridade’.
Com seu jeito simples, mas com extrema coragem e inteligência, fez Renan irritar-se e retirar-se do plenário.
O alagoano pressentiu que o capixaba iria lhe atacar de forma direta - o que acabou não acontecendo - acovardou-se e saiu, voltando em seguida.
O fato é que Magno Malta, mais uma vez, silenciou o senado, mesmo desafiando os algozes a aparteá-lo.

Abaixo, veja o vídeo.










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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Corrupção : Temer corta recursos de crianças com deficiência e idosos que vivem com R$ 220

Jornal GGN – Um dia após aprovar a PEC do teto dos gastos públicos na Câmara, Michel Temer vetou um artido da MP 729 que garantia recursos para uma parcela da sociedade que vive com R$ 220 per capita. Os principais atingidos são crianças com deficiência e idosos sem aposentadoria, que ganhavam um salário mínimo mesmo sem atingir o tempo de contribuição.

Resultado de imagem para Temer corta recursos de crianças com deficiência e idosos que vivem com R$ 220


Para quem duvidava de que a PEC 241 resultará em perda de recursos e na redução da oferta de serviços de educação e saúde, sem falar na qualidade deles, menos de 12 horas depois de sua aprovação pela Câmara, Temer deu uma demonstração cabal do tempo de crueldades que agora virá.  Ele vetou há pouco  um artigo da MP 729 que, por emenda do Congresso, destinava recursos adicionais às prefeituras que acolhem, nas creches municipais, crianças com deficiência beneficiadas pelo programa BPC – Benefício de Prestação Continuada. Alegação, o custo adicional que seria de R$ 9 bilhões. “Este deve ter sido o  primeiro ato do programa Criança Feliz, amadrinhado por Marcela Temer”, diz a líder da Minoria na Câmara, deputada Jandira Feghali. Ao longo da noite de ontem, ela e outros nomes da oposição combateram a MP 241, aprovada por ampla maioria, denunciando as consequências do congelamento dos gastos do governo federal para a manutenção dos serviços públicos essenciais.

O BPC é um benefício que alcança os desvalidos entre os mais pobres. Garante um salário-mínimo mensal a idosos com mais de 65 anos que não tenham previdência  e a pessoas com deficiência, inclusive crianças, desde que a renda familiar per capita não ultrapasse um quarto do salário-mínimo. Ou seja, dividindo-se a renda familiar pelo número de membros, a renda individual não pode passar de R$ 220 mensais. Ou seja, a família precisa ser muito pobre, mas muito pobre mesmo para entrar no programa.  O atendimento das crianças com deficiências de toda natureza – físicas, mentais e sensoriais –  pelas creches municipais seria um apoio adicional e uma medida de inclusão.

Com o congelamento dos gastos, o encolhimento do programa será inevitável. Mais crianças com deficiências vão nascer, mais velhos pobres não terão previdência, porque não contribuíram. Se hoje temos crianças de rua, em breve teremos os velhos e velhas de rua. E uma maldade adicional já está sendo estudada: a elevação, para 70 anos, da idade mínima para que um idoso desvalido possa requerer o BPC.

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News, Novidades & Oportunidades

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Economia : Petrobrás é a empresa com mais dívidas no mundo

Segundo relatório do BofA, a dívida da empresa cresceu muito por causa do programa para elevar a produção offshore

FERNANDA GUIMARÃES - O Estado de S.Paulo


A Petrobrás é agora a empresa mais endividada do mundo, segundo relatório divulgado pelo Bank of America Merril Lynch. "A dívida da Petrobrás cresceu rapidamente com a empresa implementando um ambicioso programa de investimento de US$ 237 bilhões para o crescimento de sua produção offshore", informa o documento.

Segundo o BofA, um importante fator para a Petrobrás reverter a tendência de alta da sua alavancagem seria impulsionar o seu Ebitda (geração de caixa), o que ocorreria com um aumento de produção.

"Sem uma produção maior, a alavancagem continuará a crescer a menos que ocorra um forte aumento nos preços da gasolina e uma forte redução no programa de capex (investimento)", segundo o documento. Para a equipe de análise, a produção da estatal deveria crescer para 3,8 milhões de barris por dia para que a alavancagem da empresa comece a cair.

"Os próximos 6 a 18 meses serão, esperançosamente, o início de uma importante virada para a Petrobrás em termos de produção", ainda de acordo com o documento.

Outro ponto relevante é o aumento dos preços. "De acordo com a diretoria, um aumento adicional de preços é possível no curto prazo", afirma a analista que assina o documento, Anne Milne, que julga difícil "dada a fraqueza no crescimento da economia, pressão inflacionária, um real fraco e risco de protestos sociais".

Outro ponto que poderia ajudar na redução do endividamento da petrolífera seria a redução do programa de investimentos. "A empresa identificou US$ 29,5 bilhões em projetos que estão com baixa valorização", destaca a analista. Ela frisa que movimento de venda de ativos e de joint ventures pode ajudar a Petrobrás, além de um amplo programa de redução de custos.



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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Política: Sanguessugas do Brasil

Um conjunto de denúncias de corrupção atingindo Renan Calheiros ocupou as manchetes da imprensa brasileira em 2007. O caso foi chamado de Renangate,6 neologismo aludindo ao escândalo do Watergate e outros que usaram a mesma terminação -gate. A crise começou em 25 de maio, com a circulação da notícia sobre o pagamento da empresa Mendes Júnior à ex-amante de Renan, e perdurou até 11 de novembro, quando ele renunciou à Presidência do Senado.
As denúncias começaram com a revelação, em reportagem de capa da revista Veja, de que a empreiteira Mendes Júnior pagava 12 mil reais por mês à jornalista Mônica Veloso. Segundo a revista, Mônica havia sido amante de Renan e tivera um filho com ele. A partir de então, uma sequência de denúncias na mídia relatou: a compra de rádios em Alagoas, em sociedade com João Lyra, em nome de laranjas ; o ganho com tráfico de influência, junto à empresa Schincariol, na compra de uma fábrica de refrigerantes, com recompensa milionária ; o uso de notas fiscais frias, em nome de empresas fantasmas, para comprovar seus rendimentos ; a montagem de um esquema de desvio de dinheiro público em ministérios comandados pelo PMDB ; e a montagem de um esquema de espionagem contra senadores da oposição ao governo Lula. Ao todo, houve seis representações no Conselho de Ética do Senado do Brasil, por seus pares, pedindo a cassação de Renan. Sob pressão do público, Renan desistiu da presidência, embora sem abandonar o mandato. O senador foi absolvido de todas as acusações (quebra de decoro parlamentar, ter despesas pagas por lobistas de empreiteiras e de ter praticado tráfico de influências) e as denúncias e processos foram arquivados.Em 1 de fevereiro de 2013 foi eleito presidente do Senado para o biênio 2013-2014 com 56 votos a seu favor.
Um conjunto de denúncias de corrupção atingindo Renan Calheiros ocupou as manchetes da imprensa brasileira em 2007. O caso foi chamado de Renangate,6 neologismo aludindo ao escândalo do Watergate e outros que usaram a mesma terminação -gate. A crise começou em 25 de maio, com a circulação da notícia sobre o pagamento da empresa Mendes Júnior à ex-amante de Renan, e perdurou até 11 de novembro, quando ele renunciou à Presidência do Senado.

As denúncias começaram com a revelação, em reportagem de capa da revista Veja, de que a empreiteira Mendes Júnior pagava 12 mil reais por mês à jornalista Mônica Veloso. Segundo a revista, Mônica havia sido amante de Renan e tivera um filho com ele. A partir de então, uma sequência de denúncias na mídia relatou: a compra de rádios em Alagoas, em sociedade com João Lyra, em nome de laranjas ; o ganho com tráfico de influência, junto à empresa Schincariol, na compra de uma fábrica de refrigerantes, com recompensa milionária ; o uso de notas fiscais frias, em nome de empresas fantasmas, para comprovar seus rendimentos ; a montagem de um esquema de desvio de dinheiro público em ministérios comandados pelo PMDB ; e a montagem de um esquema de espionagem contra senadores da oposição ao governo Lula. Ao todo, houve seis representações no Conselho de Ética do Senado do Brasil, por seus pares, pedindo a cassação de Renan. Sob pressão do público, Renan desistiu da presidência, embora sem abandonar o mandato. O senador foi absolvido de todas as acusações (quebra de decoro parlamentar, ter despesas pagas por lobistas de empreiteiras e de ter praticado tráfico de influências) e as denúncias e processos foram arquivados.

Em 1 de fevereiro de 2013 foi eleito presidente do Senado para o biênio 2013-2014 com 56 votos a seu favor.

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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

News: "Petrochina 60 anos"



NEGÓCIO DA CHINA...

Foram 60 anos jogados fora no lixo da incomPTência, inépcia e corrupção por um partido formado por QUADRILHEIROS, TERRORISTAS, ASSALTANTES DE BANCOS, SEQUESTRADORES, PROXENETAS, MESSALINAS, USURPADORES, VILIPENDIADORES E TUDO O QUE NÃO PRESTA DA POLÍTICA BRASILEIRA...
Entregaram nossas riquezas à preço de banana para o resto do mundo, venderam os nossos índios num leilão, compraram a dignidade de uma INDIGNA-NAÇÃO, afundaram a Petrobras e enterraram a VALE e o que fez este povo leniente, permissivo, "pacífico", ignorante e porque não chamá-lo de LOMBRIGAS que se sair da merda morre fez??? NADA!!! Ficam prostrados na frente de uma caixinha preta formadora de idiotas, assistindo "ISQUENTA" e Faustão, contando os dias para chegar o final de semana para pegar uma praia e beber com os amigos, e para não ser pego em blitz de uma LEI FASCISTA que pode prender até um padre, por este beber um cálice de vinho ao celebrar uma missa, subornam o guardinha para não ir preso e o mesmo diz, obrigado ao Estado, que já não o remunera dignamente e faz com que esta prática do "JEITINHO BRASILEIRO" seja passada de geração para geração, por isso, chegamos onde chegamos neste país que se deixa levar e vender por bijuteria baratas, quando o nosso minério é subtraído debaixo de nossos narizes, enquanto o povo sonha em ter uma televisão nova que é paga através da escravidão "remunerada" que mantém o povo sem dignidade até para se vender... Quando lembro da passagem bíblica onde diz que Judas vendeu o nosso Deus por 30 moedinhas que ele nem gastou, eu vejo este povo brasileiro espelhado nesta passagem, por isso o povo diz que Deus é brasileiro...

PARABÉNS PT, VOCÊS CONSEGUIRAM DAR O PT NO BREJIL...

"NOS DERAM ESPELHOS E VIMOS O BRASIL DOENTE

Bruno Toscano


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News: Empresa chinesa no consórcio de Libra é alvo de ampla investigação por corrupção





O gigante do petróleo CNPC, uma das duas estatais chinesa que fazem parte do consórcio vencedor no leilão do pré-sal, está no centro de uma ampla investigação por corrupção.

As primeiras notícias do escândalo, em setembro, coincidiram com a visita à China da diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, justamente para apresentar o leilão às empresas chinesas.

Quatro altos executivos da CNPC perderam o cargo e foram enquadrados por "grave suspeita de violações de disciplina", termo geralmente usado pelo Partido Comunista para descrever atos de corrupção.

A suspeita se expandiu a ponto de todos os executivos de alto e médio escalão da empresa terem recebido ordem de entregar seus passaportes, para evitar fugas, segundo o jornal de negócios "Securities Daily".

CAÇA AOS TIGRES

A investigação é apresentada pelo governo como parte da cruzada anticorrupção lançada pelo presidente chinês, Xi Jinping, empossado em março. Xi prometeu caçar "de tigres a moscas", numa referência a corruptos de todos os escalões.

Mas analistas também apostam em um acerto de contas interno, destinado a abrir caminho para as reformas econômicas anunciadas pela nova liderança comunista, entre elas a redução do poder das estatais.

O maior "tigre" caçado até agora foi Jiang Jiemin, o primeiro a cair na investigação que tem abalado o estratégico setor de petróleo chinês.

Ex-presidente da CNPC, Jiang era chefe de uma agência que monitora as estatais, cargo de nível ministerial, até ser destituído por suspeita de corrupção.

IMPACTO

Um gigante com receita estimada em US$ 408,6 bilhões no último ano, a CNPC é a quinta maior empresa do mundo, de acordo com o mais recente ranking da revista "Fortune".

Em quarto lugar está outra empresa de petróleo chinesa, Sinopec, que também era uma das candidatas no leilão do pré-sal, em parceria com a espanhola Repsol.

Executivos da CNPC disseram ao jornal "South China Morning Post" que a investigação tem sido tão ampla que já temem uma queda na produção da empresa.

No noticiário da imprensa chinesa sobre a participação das estatais do país no consórcio que venceu o leilão do pré-sal brasileiro, nada foi mencionado ontem sobre as suspeitas de corrupção que rondam a CNPC.

Porém, analistas chineses voltaram a enfatizar os riscos para as empresas do consórcio. Incluindo a incertezas sobre a produtividade do campo a médio prazo e as amarras do sistema de partilha, que dão à Petrobras o controle operacional.

"Os riscos são conhecidos, mas a demanda da China por petróleo é tamanha que o país não tem saída, precisa diversificar suas fontes", disse à Folha Lin Boqiang, chefe do Centro de Pesquisa Energética da China. publicidade:

quinta-feira, 25 de julho de 2013

CNI/IBOPE: Popularidade do governo Dilma estabiliza em 31%

Após a aprovação cair desde as manifestações de junho, o quadro, agora, mostra que a petista permanece estável
BRASÍLIA - Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira, 25, revela que a avaliação do governo Dilma Rousseff foi de 55% (da sondagem anterior, de junho) para 31%. Pesquisas anteriores — do Ibope/Estadão e Datafolha — já tinham captado a queda brusca da popularidade da presidente após as manifestações de junho que tomaram conta do País.

Presidente Dilma Rousseff teve queda na aprovação desde as manifestações de junho - Ed Ferreira/AENo Datafolha, a queda de popularidade foi de 21 pontos porcentuais (de 51% para 30%). No Ibope, de 28 pontos (de 58% para 30%). O quadro, nesta sondagem CNI/Ibope, mostra que a petista segue estável no patamar de aprovação em torno de 30%, quando são considerados os cenários destas pesquisas recentes anteriores.

Segundo análise feita pelo instituto, a queda em relação à sondagem anterior, feita em junho, foi reflexo combinado das manifestações e do aumento dos preços.

A perda de 24 pontos porcentuais de Dilma coincidiu com o aumento de quem considera o governo "ruim ou péssimo", categoria que subiu de 13% para 31%. Ao todo, 37% dos entrevistados consideram o governo da presidente "regular".

O desgaste de popularidade da presidente Dilma também se refletiu na comparação com o governo anterior, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pela primeira vez no atual governo, o porcentual de pessoas que considera a gestão Dilma pior do que a de Lula foi a mais escolhida entre as opções apresentadas. Entre os entrevistados, 46% afirmaram de consideram a gestão Dilma pior do que a de Lula, ante 25% em junho.

Áreas de atuação. A avaliação do governo Dilma por área de atuação mostrou que a saúde é tem o pior desempenho, de acordo com o levantamento. A área foi assinalada por 71% dos entrevistados. Segurança pública aparece em segundo lugar, com 40%, seguida por educação, com 37%. O combate às drogas aparece na quarta colocação, seguido por combate à corrupção.

Habitação é a área em que o governo federal apresenta melhor desempenho, com 28%. A segunda área é fome e miséria, com 23%, seguida por capacitação profissional, com 22% das respostas.



A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 12 de julho. Foram entrevistadas 7.686 pessoas em 434 municípios brasileiros. Essa é a primeira pesquisa do CNI/Ibope que capta o impacto das recentes manifestações na popularidade da presidente.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Pressionados por protestos, deputados arquivam PEC 37 por ampla maioria

Deputados mostram cartazes contrários à PEC 37 em sessão de votação nesta terça-feira (25), em Brasília
Deputados mostram cartazes contrários à PEC 37 em sessão de votação
nesta terça-feira (25), em Brasília

Os deputados federais derrubaram na noite desta terça-feira (25), em decisão quase unânime, o Projeto de Emenda Constitucional número 37/2011, conhecido como PEC 37, de autoria do deputado federal e delegado Lourival Mendes (PT do B-MA). A matéria era uma das propostas polêmicas em tramitação no Congresso Nacional que estavam na mira de protestos na onda de manifestações pelo Brasil.
Ao todo, foram 430 votos pela derrubada da PEC, contra nove favoráveis à proposta e duas abstenções.

Batizada por seus adversários como "PEC da Impunidade", a medida retiraria o poder de investigação dos MPEs (Ministérios Públicos estaduais) e do MPU (Ministério Público da União). Bancadas inteiras de partidos como PT, PPS, PTB, PSDB e PSDB votaram pela rejeição da PEC.
A votação foi acompanhada por promotores de Justiça presentes às galerias da Câmara com gritos de "rejeita!" dirigidos aos parlamentares.

Durante os debates relativos à votação da PEC, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), destacou que a proposta foi pautada em plenário por acordo fechado entre todos os líderes partidários. "A PEC está sendo votada por decisão unânime de todos os líderes, foi decidido por todos os líderes, que poderiam ter optado por adiar, mas decidiram votar esta noite e assim está acontecendo", declarou.

A manifestação foi uma resposta ao líder do PSOL, deputado Ivan Valente (SP), que havia dito anteriormente que "a maioria dos deputados era a favor da PEC, tanto que ela foi aprovada [em sua admissibilidade] pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania" e que havia sido o "clamor das ruas" que fez com que o tema fosse pautado pelo Plenário. Ele anunciou que os três deputados do partido votarão contra a PEC.

O líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), argumentou na mesma linha do presidente e disse que todos os líderes partidários foram "sensíveis à argumentação" e puderam "ponderar com suas bancadas, mostrar a necessidade da rejeição da PEC, sem ter que crucificar quem quer que seja, sem ter que denegrir a trajetória de nenhum parlamentar".

O que é a PEC 37

Como projeto de emenda constitucional, seu objetivo era alterar a Constituição. Caso isso aconteça, com a inclusão de um parágrafo ao artigo 144 da Carta, a PEC 37, em nível nacional, impediria investigações por parte do MPU e de todas as suas divisões administrativas, como o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público Militar (MPM).

Entre as investigações que sairiam da alçada dos MPs estão as que se referem a desvio de verbas, crime organizado, abusos cometidos por agentes dos Estados e violações de direitos humanos.

De acordo com o trecho que se pretende incluir na Constitui, "a apuração das infrações penais de que tratam os parágrafos 1º e 4º deste artigo (144), incumbem privativamente às polícias federal e civis dos Estados e do Distrito Federal, respectivamente".

Em resumo, se a PEC 37 for aprovada, somente as polícias poderão fazer investigação criminal. Como todas as propostas de emenda à Constituição, para entrar em vigor, a PEC 37 precisa ser aprovada em dois turnos, tanto na Câmara quanto no Senado. Nas duas casas é exigida a aprovação por no mínimo 3/5 do total de membros - 308 votos na Câmara e 49 no Senado.

Cenário atual

A legislação brasileira confere à polícia a tarefa de apurar infrações penais, mas em momento nenhum afirma que essa atribuição é exclusiva da categoria policial. No caso do Ministério Público, a Constituição não lhe dá explicitamente essa prerrogativa, mas tampouco lhe proíbe. É nesse vácuo da legislação que defensores da PEC 37 tentam agora agir.

Os MPs fazem suas próprias investigações desde 2007, amparados em uma resolução do Conselho Nacional do Ministério Público. Desde então, a investigação criminal deixou de ser feita exclusivamente pela polícia, e os procuradores do MPU passaram também a se dedicar ao combate a corrupção, uma atribuição até então exclusiva da Polícia Federal.

Quem defende a PEC 37

Os deputados e criminalistas que são favoráveis à aprovação do projeto defendem que, além da investigação criminal não estar elencada na Constituição como competência do Ministério Publico, a investigação feita pelos órgãos ministeriais acabaria fazendo com que diversos processos fossem depois questionados nos tribunais superiores.

Os questionamentos se apoiam na justificativa de que os processos estariam viciados, já que a investigação estaria sendo conduzida por um órgão que é parte na ação e, por isso, teria interesse no seu desfecho.

O grupo mais expressivo dos defensores da PEC 37 é o Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Além dele existem diversas entidade ligadas a delegados de polícia. São entidades locais, porém a mais expressiva e em nível nacional é a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol)

Quem é contra a PEC 37

MAPA DOS PROTESTOS




Os Ministérios Públicos ganharam o apoio de diversas organizações para lançar a campanha "Brasil contra a impunidade", acusando a proposta de beneficiar criminosos.

Utilizando dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os contrários à PEC 37 alegam que apenas 11% das ocorrências sobre crimes comuns são convertidos em investigações policiais, e, no caso dos homicídios, somente 8% são apurados.
Ao mesmo tempo, apontam que graças ao trabalho do Ministério Público Federal foram propostas 15 mil ações penais entre 2010 e 2013. Se tais casos fossem repassados à Polícia Federal, os crimes poderiam não ser julgados. Eles acabariam prescritos caso as investigações não se concluíssem a tempo.
Estão contra a aprovação a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), a Associação Nacional do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT), a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) e a Associação Nacional do Ministério Público Militar (ANMPM).
* Com reportagem de Rogério Barbosa e Agência Câmara

  • Multidão de manifestantes se reúne em protesto contra a PEC 37 no Rio de Janeiro
  • Manifestantes tentaram invadir o Palácio do Itamaraty durante protesto em Brasília
  • Manifestante depreda a sede da Prefeitura de São Paulo, na região central da cidade
  • PM espirra spray de pimenta em manifestante durante protesto no Rio
  • Em Brasília, manifestantes conseguiram invadir a área externa do Congresso Nacional
  • Milhares de manifestantes tomaram a avenida Faria Lima, em São Paulo
  • Após protesto calmo em SP, grupo tentou invadir Palácio dos Bandeirantes, sede do governo
  • Manifestantes tentaram invadir Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio
  • Carro que estava estacionado em uma rua do centro do Rio foi virado e incendiado

terça-feira, 18 de junho de 2013

Manifestações levam 250 mil às ruas pelo país.

Manifestantes em São Paulo, Brasil, na segunda-feira. Muitos brasileiros estão irados sobre questões como o alto custo de vida do país.

Manifestantes em São Paulo, Brasil, na segunda-feira.  Muitos brasileiros estão irados sobre questões como o alto custo de vida do país.
Mauricio Lima para The New York Times


O que começou com pequenos protestos contra o aumento da tarifa de ônibus, evoluiu para uma acusação mais ampla do custo elevado do país de viver e luxuosos novos projetos de estádios.

SÃO PAULO, Brasil - Manifestantes apareceram aos milhares nas maiores cidades do Brasil na segunda-feira à noite em uma exibição notável de força para uma agitação que começou com pequenos protestos contra o aumento dos ônibus de tarifa, em seguida, evoluiu para um movimento mais amplo por parte de grupos e indivíduos irado sobre uma série de questões, incluindo o alto custo do país de viver e luxuosos novos projetos de estádios.
Os crescentes protestos classificar entre os maiores e mais ressonante desde a ditadura militar do país terminou em 1985, com os manifestantes a numeração para as dezenas de milhares de pessoas aqui reunidas em São Paulo, a maior cidade do Brasil, e outras grandes protestos que se desdobram em cidades como Rio de Janeiro, Salvador , Curitiba, Belém e Brasília, a capital, onde os manifestantes fizeram o seu caminho para o telhado do Congresso.

Compartilhando um paralelo com os protestos antigovernamentais na Turquia, as manifestações no Brasil se intensificou após a dura repressão policial na semana passada stunned muitos cidadãos. Em imagens compartilhadas amplamente na mídia social, a polícia aqui foram vistos beating manifestantes desarmados com cassetetes e dispersar multidões, disparando balas de borracha e gás lacrimogêneo no meio deles.

"A violência veio do governo", disse Mariana Toledo, 27, um estudante de graduação na Universidade de São Paulo, que estava entre os manifestantes na segunda-feira. "Tais atos violentos por parte da polícia instilar o medo e, ao mesmo tempo, a necessidade de manter a protestar."

Enquanto a manifestação em São Paulo não foi marcada pela repressão generalizada que marcou um protesto aqui na semana passada, a polícia anti-motim em Belo Horizonte dispersa manifestantes com spray de pimenta e gás lacrimogêneo. Em Porto Alegre, no sul do Brasil, os policiais também usaram gás lacrimogêneo contra os manifestantes.

No Rio de Janeiro, onde uma estimativa independente que o número de manifestantes em torno de 100.000, imagens televisivas mostraram manifestantes mascarados que tentam invadir edifícios públicos, incluindo o legislativo estadual, uma parte do que foi incendiada. Em Brasília, a polícia parecia ser pego de surpresa por manifestantes que dançaram e cantaram no telhado do Congresso, um edifício modernista projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

Esses amplos protestos são relativamente incomuns no Brasil, com alguns analistas políticos brasileiros descrevendo o que parecia ser uma cultura política mais aceitação de elevados níveis de desigualdade de longa data e os serviços públicos precárias do que os cidadãos de alguns países vizinhos na América do Sul.

"A notícia perigoso anunciado nas ruas, a novidade que o Estado tentou esmagar sob os cascos dos cavalos da polícia de São Paulo, é que finalmente estamos vivos", a escritora Eliane Brum disse em um ensaio sobre os protestos.

Brasil agora parece estar girando em direção a uma nova fase de interação entre manifestantes e líderes políticos com a sua onda de protestos, que cristaliza este ano em Porto Alegre. Lá, um grupo chamado Movimento Fare Livre, que defende menores tarifas de transportes públicos, manifestações organizadas contra a subida das tarifas de ônibus.

Protestos semelhantes surgiram em maio, em Natal, uma cidade no nordeste do Brasil, e este mês, em São Paulo, depois que as autoridades levantaram as tarifas de ônibus pelo equivalente a cerca de 9 centavos a 3,20 reais, cerca de 1,47 dólares, levando a uma onda de manifestações que têm crescido em intensidade.

Enquanto a alta veio em um momento de crescente preocupação com a inflação, que continua alta mesmo com o crescimento econômico diminuiu consideravelmente, a raiva sobre o aumento também reflete a indignação mais amplo sobre sistemas de transporte público em São Paulo e em outras grandes cidades, que são atormentados por ineficiência, a superlotação e crime.

"Os protestos de hoje são o resultado de anos e anos de acordo com transporte caótico e caro", disse Érica de Oliveira, 22 anos, estudante que estava entre os manifestantes.

Um grande número de manifestantes em São Paulo na segunda-feira eram estudantes universitários, mas os profissionais de meia-idade e os pais com crianças em carrinhos também estavam presentes. A cena parecia ao mesmo tempo furioso e festivo. Alguns manifestantes haviam coberto bandeiras brasileiras sobre seus ombros, um segurava um cartaz que dizia: "O Brasil Colônia, até quando?"

Enquanto o protesto em Brasília incluiu fortes críticas de líderes do Congresso, muitos cartazes aqui em São Paulo não ira direto no Congresso, no governo federal, em Brasília ou mesmo em autoridades locais em nível estadual ou municipal. Ainda assim, os manifestantes em várias cidades focada em símbolos de poder do governo. Aqui em São Paulo, eles marcharam para o palácio do governador, no Rio, para o legislador estadual, e em Brasília, para o Congresso.

Fabio Malini, um estudioso que analisa padrões de dados em mídias sociais na Universidade Federal do Espírito Santo, disse que ficou impressionado com a recusa do movimento a ser definida por um único objetivo e por sua ampla utilização das mídias sociais, o que lhe permitiu evoluir rapidamente em resposta a várias fontes de tensão social e política no Brasil.

Uma questão surgindo à tona envolve raiva sobre projetos estádio em várias cidades antes da Copa do Mundo de 2014, que o Brasil está se preparando para sediar. Alguns projetos foram impedidos pelo excesso de custos e atrasos, as estruturas inacabadas de pé, como testemunho de uma injeção de recursos em arenas esportivas num momento em que as escolas e sistemas de transporte público precisam de atualizações.

"Os maiores protestos estão acontecendo em cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo", disse Malini. "Os brasileiros são a mistura de futebol e política de uma forma que é novo, e as vozes minoritárias estão a fazer-se ouvir."

Paula Ramon contribuiu com a reportagem de São Paulo, e Taylor Barnes, do Rio de Janeiro.
Este artigo foi revisado para refletir a seguinte correção:

Correção: 18 de junho de 2013

A legenda da imagem com uma versão anterior deste artigo incorreto o nome dado de Adolf Hitler.

Uma versão deste artigo apareceu na imprensa em 18 de junho de 2013, na página A 5 da edição de Nova York com a manchete: Milhares Reunir para protestos nas maiores cidades do Brasil.


Protestos Expandir no Brasil, alimentada por vídeo de brutalidade policial
Por ROBERT MACKEY



Vídeo de um repórter brasileiro, Pedro Ribeiro Nogueira, ser espancado por oito policiais durante um protesto que ele estava cobrindo em São Paulo nesta terça-feira.
Como o meu colega Simon Romero relatórios de São Paulo , mais de 200 mil brasileiros encheram as ruas de cidades de todo o país na segunda-feira, em protesto contra o alto custo de vida e os gastos extravagantes em estádios de futebol antes da Copa do Mundo do próximo ano, que se intensificaram como imagens da brutalidade policial contra manifestantes pacíficos espalhados em redes sociais.

Enquanto a dinâmica de táticas policiais de mão pesada, como o uso de spray de pimenta, gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os manifestantes pacíficos, ampliando ao invés de sufocar ecos dissidência acontecimentos recentes na Turquia - para não mencionar aqueles em Nova York, Oakland, Espanha, Síria , Líbia, Bahrein, Egito e Tunísia, em 2011 - algumas das imagens da repressão policial que agitou o mais raiva nas redes sociais não foram capturados pelos manifestantes ou correspondentes estrangeiros, mas por repórteres de jornais locais e emissoras de televisão.

Um relato impressionante do que a violência usada contra os manifestantes na semana passada na maior cidade do Brasil, em um vídeo visto por mais de um milhão de vezes no YouTube, foi narrado por Giuliana Vallone , repórter do site do jornal Folha de São Paulo que foi baleado na olho à queima-roupa por um dos policiais "tropa de choque" implantadas contra os manifestantes.


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