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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Notícias : Venda de imóveis residenciais em agosto tem 1ª alta em 13 meses

Dados são da associação de incorporadoras, em parceria com a Fipe.
Em agosto, foram vendidos 9,3 mil imóveis residenciais.

imóveis sampa_predios (Foto: Shutterstock)
Venda de imóveis volta a subir pela primeira vez em 13 meses (Foto: Shutterstock

As vendas de imóveis residenciais no Brasil em agosto subiram pela primeira vez em 13 meses, avançando 1,4% sobre o mesmo período do ano passado, segundo levantamento mensal divulgado nesta terça-feira (18) pela associação brasileira de incorporadoras, a Abrainc, em parceria com a Fipe.
Segundo a pesquisa, em agosto foram vendidos 9,3 mil imóveis residenciais, no primeiro avanço do indicador desde junho de 2015.
Já o número de lançamentos em agosto foi de 4,6 mil unidades no país, um aumento segundo a pesquisa de 70% sobre o mesmo período de 2015 - apesar de grandes construtoras e incorporas como MRV e Cyrela terem divulgado recentemente queda de dois dígitos no número de seus lançamentos no terceiro trimestre.
O levantamento também afirma que os cancelamentos de contratos de venda, conhecidos como distratos, subiram 2,8% em agosto sobre um ano antes, para 3,8 mil unidades.

Enquanto isso, a relação de vendas sobre oferta (VSO) foi de 7,7% em agosto, "indicando que a oferta disponível seria suficiente para garantir o abastecimento do mercado por cerca de 13 meses".

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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Negócios : A carne é forte

Como Joesley Batista, do grupo JBS, virou dono da mais poderosa empresa privada do País e o que seus concorrentes, como Marcos Molina, do Marfrig, estão fazendo para tentar alcançá-lo no bilionário mundo da proteína animal
MONTAGEM E EDIÇÃO DE IMAGEM: ARTNETDIGITAL

Imagine uma fusão entre a Volks e a Fiat, as duas maiores montadoras de automóveis instaladas no Brasil. Ou adicione todas as empresas de telefonia fixa do País, como Oi e Telefônica, e inclua ainda a Embratel. Numa terceira experiência, coloque no mesmo bolo as três maiores redes de supermercados – Walmart, Pão de Açúcar e Carrefour. Em qualquer alternativa, a soma dos faturamentos será menor do que o tamanho do grupo JBS Friboi, comandado pelo empresário Joesley Batista. Na semana passada, com duas aquisições, a do rival Bertin e a da empresa americana Pilgrim´s Pride, ele criou a maior empresa privada do Brasil, com 125 mil funcionários e uma receita bruta estimada em R$ 60,6 bilhões. Os números dos primeiros seis meses deste ano já a colocam até à frente da Vale, que foi afetada pela queda dos preços do minério de ferro. Hoje, à frente do grupo JBS, há apenas a estatal Petrobras. “E isso é só o começo”, disse Joesley à DINHEIRO. “Não vamos parar e estamos de olho em várias empresas em dificuldade.”


Tacada nos EUA: Pilgrim's Pride, que estava em concordata e é o segundo maior grupo do frango no mercado americano, agora é do JBS

O que surpreende, na história do JBS, é a velocidade exponencial de crescimento. Em apenas quatro anos, entre 2006 e 2009, o grupo terá crescido inacreditáveis 1.900%. E o foguete não foi o único do agronegócio brasileiro. Apenas um dia antes das aquisições anunciadas por Joesley, o grupo Marfrig, comandado por Marcos Molina, adquiriu, das mãos da americana Cargill, a Seara, uma grande processadora de aves e carnes suínas. Com isso, o Marfrig encostou na Brasil Foods – a companhia resultante da megafusão entre Sadia e Perdigão. Seu crescimento em quatro anos foi de 650% – mais modesto do que o do JBS, mas não menos surpreendente.“Agora a gente tem uma marca nacional para competir com eles”, disse Molina, aos analistas dos bancos de investimentos.
Os dois movimentos evidenciam a fantástica mudança do capitalismo nacional e também a nova posição do Brasil no contexto global. Até recentemente, o que se discutia era quando grandes empresas americanas de alimentos, como Tyson e Cargill, desembarcariam no Brasil, adquirindo marcas líderes, como Sadia ou Perdigão. E o que aconteceu foi o inverso – tendo como protagonistas atores improváveis. “O Brasil está cumprindo sua vocação histórica de ser o maior fornecedor de alimentos do mundo”, disse à DINHEIRO o economista Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central e membro do conselho do Marfrig. “E não se trata apenas de exportar commodities, mas, cada vez mais, produtos industrializados.”

Nos primeiros seis meses do ano, a receita somada do JBS alcançou R$ 29 bilhões e superou as vendas de R$ 23 bilhões da Vale, que foi afetada pela queda dos preços do minério de ferro


Vocação histórica


Até bem pouco tempo atrás, discutia-se quando as grandes empresas internacionais viriam ao País comprar marcas valiosas na área de alimentos. Hoje, o Brasil é quem tem nada menos que três entre as maiores empresas do setor – incluindo o líder JBS Friboi

Aquisições realizadas nos últimos quatro anos garantiram ao JBS Friboi salto de 1.900% no faturamento, o que é inédito na história dos grandes grupos empresariais brasileiros

A transformação teve início em 1999, quando a desvalorização do real abriu espaço para que os frigoríficos nacionais se tornassem exportadores. As empresas, que vinham de um setor marcado pela informalidade, conseguiram se capitalizar. E as vendas externas, que eram incipientes, chegaram a quase US$ 5 bilhões, dando ao Brasil a liderança do mercado mundial de carnes bovinas, à frente da Austrália e dos Estados Unidos. No meio do caminho, dois agentes importantes – governo e mercado – enxergaram o enorme potencial desse setor. De um lado, o BNDES entrou no capital de vários frigoríficos, incluindo o JBS e o Marfrig, dando a eles musculatura para aquisições internacionais. De outro, os bancos de investimento apostaram no lançamento de ações dessas empresas. Bem cotadas na Bovespa, as duas passaram a financiar suas operações de forma saudável – com trocas de ações e não por meio de endividamento. Para concluir a compra da Pilgrim´s Pride, o JBS fará um IPO na bolsa de Nova York. E o Marfrig pretende bancar a compra da Seara com a venda de mais um lote de ações na Bovespa.
FREDERIC JEAN
Família Bertin: eles serão minoritários no desenho da nova holding que controlará o grupo JBS Friboi

Uma das peças centrais nessa odisseia dos frigoríficos nacionais tem sido o ex-ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes. Enquanto esteve em Brasília, no governo Fernando Henrique, ele foi responsável pela expansão da agropecuária brasileira. Depois disso, passou a atuar como mascate, à frente da Abiec, a associação dos exportadores. E após colocar o Brasil na liderança do ranking global, ele foi chamado pelo JBS Friboi para assumir a presidência do conselho de estratégia do grupo, onde passou a vender a ideia de que, cada vez mais, o mundo precisará do Brasil para se alimentar. “Aquele sonho que eu tinha se realizou”, disse Pratini à DINHEIRO na semana passada, falando pelo celular num trem que ia de Liverpool a Londres. “A produção em massa, com escala global, será feita por empresas gigantes, e muitas delas brasileiras.” Hoje, entre as dez maiores empresas mundiais de alimentos, nada menos que três – JBS, Brasil Foods e Marfrig – são verde-amarelas.

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Economia : Criação de empregos formais tem pior mês de julho em 15 anos



Informação foi divulgada nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho.

Na parcial de janeiro a julho, criação de vagas recua 30,3%, para 632 mil.


carteira trabalho (Foto: Reprodução/TV Rio Sul)
Criação de empregos formais caiu 71,5% em
julho frente a junho (Foto: Reprodução/TV Rio Sul)

O Brasil criou 11.796 empregos com carteira assinada no mês de julho, informou o Ministério do Trabalho nesta quinta-feira (21), com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Isso representa uma queda de 71,5% frente ao mesmo mês do ano passado, quando foram abertas 41.463 vagas formais. Também foi o pior resultado para meses de julho desde 1999, quando foram abertas 8.057 vagas com carteira assinada, de acordo com o Ministério do Trabalho, que começou a divulgar dados do tipo em 1992.
"Acho que chegamos ao fundo do poço", declarou o ministro do Trabalho, Manoel Dias, acrescentando que agosto e setembro tendem a apresentar melhores resultados. Segundo ele, as medidas de estímulo ao crédito, anunciadas ontem pelo governo, contribuem para melhorar os números no futuro.
"O modelo adotado pelo nosso país na geração de empregos continua positivo. Estamos gerando positivamente número de empregos.Todas as análises são de que reduziu o número de pessoas que procura emprego. As pessoas atingiram média de rendimento de família que permite que a mulher volte a trabalhar em casa, que o estudante não precise trabalhar", disse.
632 mil vagas até julho deste ano
De janeiro a julho deste ano, foram criados 632.224 empregos formais, com queda de 30,3% frente ao mesmo período do ano passado, que registrou 907.214 vagas.
Também é o pior resultado para os sete primeiros meses do ano desde 2009, quando o país ainda enfrentava os efeitos da crise financeira internacional. Naquele período, as empresas contrataram 566.934 trabalhadores.
Citando dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o ministro Manoel Dias disse que o Brasil criou, até julho, mais empregos formais do que Austrália, Canadá, Chile, Israel, Japão e Holanda.
Os números de criação de empregos formais do acumulado de 2014, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo (até o mês de junho). Os dados de julho ainda são considerados sem ajuste.
Setores da economia
Segundo o Ministério do Trabalho, o setor de serviços liderou a criação de empregos formais nos sete primeiros meses deste ano, com 412.987 postos abertos, contra 384.190 no mesmo período do ano passado. O setor inclui trabalhadores como médicos, vendedores de lojas, manicures, corretores de imóveis, garçons e motoristas.
Evolução do emprego formal
Número de postos nos meses de julho
37.233202.033117.473154.357126.992203.218138.402181.796140.563142.49641.46311.796Jul/2003Jul/2004Jul/2005Jul/2006Jul/2007Jul/2008Jul/2009JUl/2010Jul/2011Jul/2012Jul/2013Jul/20140k50k100k150k200k250kJUl/2010
 em vagas: 181.796
Fonte: Caged/MTE

A indústria de transformação, como as refinarias de petróleo, foi responsável pela contratação de 30.507 trabalhadores com carteira assinada no mesmo período. De janeiro a julho do ano passado, a indústria abriu 198.332 vagas. O resultado até julho deste ano foi o pior desde 2009 (demissão de 120 mil trabalhadores pelo setor).
A construção civil, por sua vez, registrou a abertura 80.841 trabalhadores com carteira assinada de janeiro a julho deste ano, contra 146.638 vagas no mesmo período de 2013. Já o setor agrícola gerou 123.816 empregos nos sete primeiros meses deste ano, contra a abertura de 139.350 vagas no mesmo período de 2013.
O comércio fechou 50.065 vagas formais de janeiro a julho deste ano, contra 3.324 vagas fechadas nos sete primeiros meses de 2013.
Regiões do país
Segundo números oficiais, o emprego formal cresceu em quatro das cinco regiões do país nos sete primeiros meses deste ano. No período, a Região Sudeste abriu 338.832 empregos com carteira assinada e a Região Sul, 173.274.
A Região Centro-Oeste foi responsável pela abertura de 101.156 postos formais de emprego de janeiro a julho deste ano, enquanto que a Região Norte teve a abertura de 29.589 postos de trabalho com carteira assinada. A Região Nordeste, por sua vez, registrou o fechamento de 10.627 empregos com carteira nos sete primeiros meses deste ano.


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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Economia : Petrobrás é a empresa com mais dívidas no mundo

Segundo relatório do BofA, a dívida da empresa cresceu muito por causa do programa para elevar a produção offshore

FERNANDA GUIMARÃES - O Estado de S.Paulo


A Petrobrás é agora a empresa mais endividada do mundo, segundo relatório divulgado pelo Bank of America Merril Lynch. "A dívida da Petrobrás cresceu rapidamente com a empresa implementando um ambicioso programa de investimento de US$ 237 bilhões para o crescimento de sua produção offshore", informa o documento.

Segundo o BofA, um importante fator para a Petrobrás reverter a tendência de alta da sua alavancagem seria impulsionar o seu Ebitda (geração de caixa), o que ocorreria com um aumento de produção.

"Sem uma produção maior, a alavancagem continuará a crescer a menos que ocorra um forte aumento nos preços da gasolina e uma forte redução no programa de capex (investimento)", segundo o documento. Para a equipe de análise, a produção da estatal deveria crescer para 3,8 milhões de barris por dia para que a alavancagem da empresa comece a cair.

"Os próximos 6 a 18 meses serão, esperançosamente, o início de uma importante virada para a Petrobrás em termos de produção", ainda de acordo com o documento.

Outro ponto relevante é o aumento dos preços. "De acordo com a diretoria, um aumento adicional de preços é possível no curto prazo", afirma a analista que assina o documento, Anne Milne, que julga difícil "dada a fraqueza no crescimento da economia, pressão inflacionária, um real fraco e risco de protestos sociais".

Outro ponto que poderia ajudar na redução do endividamento da petrolífera seria a redução do programa de investimentos. "A empresa identificou US$ 29,5 bilhões em projetos que estão com baixa valorização", destaca a analista. Ela frisa que movimento de venda de ativos e de joint ventures pode ajudar a Petrobrás, além de um amplo programa de redução de custos.



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