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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Política : Deixar de cumprir ordem judicial é crime de desobediência ou golpe de Estado, diz ministro do STF

Luís Roberto Barroso criticou o fato de o senador Renan Calheiros não ter cumprido a decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello de afastá-lo da presidência do Senado

BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso divulgou nesta quarta-feira, 7, uma nota curta na qual afirma considerar como "crime de desobediência ou "golpe de Estado" o fato de o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) não ter cumprido a decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello dada na segunda-feira, 5, de afastá-lo da presidência do Senado.

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O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF)

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"Deixar de cumprir uma decisão judicial é crime de desobediência ou golpe de Estado", disse Barroso. O ministro não vai participar do julgamento previsto para a tarde desta quarta no plenário do STF - que discutirá o recurso para afastar o peemedebista - porque a ação é assinada por advogados do seu antigo escritório.
Na terça-feira, 6, Renan, com respaldo interno da maior parte dos integrantes da Mesa Diretora da Casa, desafiou a decisão liminar de Marco Aurélio. O peemdebista se recusou a receber a notificação judicial antes da decisão do plenário da Corte. A resistência do peemedebista potencializou a crise entre o Legislativo e o Judiciário.
Marco Aurélio determinou o afastamento de Renan acatando pedido de Rede Sustentabilidade para que réus não estejam na linha sucessória da Presidência da República.
Renan, por sua vez, fez do Senado uma trincheira e criticou a decisão de Marco Aurélio. “Uma decisão monocrática, a democracia não merece esse fim.” Em entrevista na terça-feira, o peemedebista insinuou que o ministro atua para manter os pagamentos acima do teto para o Judiciário. “Marco Aurélio, quando se fala em encerrar supersalários, treme na alma”, afirmou.

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terça-feira, 10 de maio de 2016

News: Suiça diz que devolverá dinheiro de cunha se ele for condenado.

 Cerca de R$ 8,6 milhões poderiam voltar ao País se houver confisco definitivo de recursos do ex-presidente da Câmara. 

Leia Mais:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,suica-diz-que-devolvera-dinheiro-de-cunha-se-ele-for-condenado,10000050102
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O Brasil hoje é comandado por ladrões em pele de cordeiros! Os brasileiros cada dia mais pobre, e os políticos mais ricos. Brasil para os brasileiros é e sempre será um Circo. Onde esses Ladrões Corruptos comanda até o tráfico de drogas.

Eduardo Cunha

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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Preso suspeito de atirar em menina que morreu ao defender o pai, em GO


Dono de pizzaria se apresentou à DPCA de Aparecida de Goiânia.
Garota de 11 anos teve morte cerebral constatada no domingo (5).
Imagens mostram suspeito atirando em mulher que tentava defender o pai, em Aparecida de Goiânia (Foto: Reprodução / TV Anhanguera)

Imagens mostram suspeito atirando em menina em Aparecida (Foto: Reprodução / TV Anhanguera)


O comerciante George Araújo, dono de uma pizzaria e suspeito de balear uma menina de 11 anos durante uma briga com um cliente, se entregou à polícia nesta segunda-feira (6). Ele se apresentou por volta das 18h40 na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), de Aparecida de Goiânia. A informação é da delegada Marcela Orçai, titular da unidade e responsável pelas investigações do caso.
Atingida por dois disparos, um na cabeça e outro na perna, Kerolly Alves Lopes teve morte cerebral, mas os aparelhos ainda não foram desligados. O suspeito teve a prisão preventiva decretada pela Justiça no último dia 30. Como a polícia não conseguiu encontrá-lo na época, ele era considerado foragido. Após se entregar nesta segunda, o comerciante fez exame de corpo de delito e deverá passar a noite na Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), em Goiânia. Geroge Araújo será apresentado na manhã de terça-feira (7), na DPCA. Ele deve responder por homicídio duplamente qualificado, de acordo com a delegada.

Morte cerebral
Kerolly estava internada no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) desde que foi baleada, no dia 27 de abril, mas teve morte cerebral constatada às 20 horas de domingo (5), segundo anunciou a equipe médico da unidade, na manhã desta segunda.
Quinze horas depois da confusão, o suspeito de atirar em Kerolly se apresentou em uma delegacia. Ele prestou depoimento alegando ter disparado em legítima defesa, mas não foi preso na época. A lei determina que alguém seja preso em flagrante apenas se for detido no momento do crime, depois de uma perseguição ou se ainda estiver com a arma usada. Como não havia pedido de prisão, ele acabou liberado. O advogado que o acompanhou no depoimento desistiu da defesa ao ver o vídeo em que o ex-cliente aparece disparando contra o serralheiro Sinomar Alves Lopes e as duas filhas, que tentaram protegê-lo.
O crime
O  crime aconteceu, segundo a polícia, após uma discussão por causa de uma pizza entre o dono de uma pizzaria, George Araújo, e o pai da menina Kerolly, o serralheiro Sinomar Lopes, que era cliente do estabelecimento. A vítima e a irmã Pérola Alves Lopes, de 14 anos, abraçaram o pai quando viram a arma apontada para ele. O suspeito então atirou três vezes. Dois disparos atingiram a adolescente, na perna e na cabeça. O atirador fugiu do local. Ele teve a prisão preventiva decretada e está foragido.
Os médicos tinham explicado que a bala atravessou a cabeça dela e, por isso, o estado de saúde da garota era considerado gravíssimo. A equipe médica informou na semana passada que menos de 10% de pessoas sobrevivem a este tipo de lesão. "É bastante grave a lesão em si. E ela também está correspondendo à lesão. Ela também tem um quadro clínico bastante grave", explica Nasser Tannús, diretor técnico do Hugo.
Morre menina baleada ao tentar defender o pai em Aparecida de Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Kerolly Lopes, de 11 anos, teve morte cerebral constatada (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)


A câmera de segurança do estabelecimento registrou o momento em que o serralheiro entra na pizzaria (veja vídeo abaixo). Do lado de trás do balcão está o proprietário. Há dois meses, os dois tinham discutido porque Sinomar não quis pagar por uma pizza que havia demorado muito. Armado, George manda Sinomar sair. Do lado de fora, as duas filhas de Sinomar tentam tirá-lo dali.
"Eu cruzei os braços e falei pra ele, sabe: Você quer atirar? Você atira, pode atirar. Virei as costas ainda pra ele atirar, ele não atirou em mim, você entendeu?", relata o serralheiro.
Pérola Lopes relata os minutos de tensão: "Quando eu vi o homem já tava apontando a arma pra ele. Eu falei assim: 'Solta a arma, por favor'. Nisso minha irmã já saiu do carro correndo, aí abraçou meu pai e eu também, puxando ele pra ir pro carro. Aí o homem falou: 'Vocês saem da frente, saem da frente'. Aí a Kerolly falou: 'Moço, por favor, abaixa essa arma'".



O vídeo mostra quando as meninas cercam o pai, puxam, mas Sinomar insiste em ficar. Uma delas pede ajuda para um homem que passa pela rua, mas ele foge.
Pelas imagens do vídeo, é possível ver quando Kerolly deixou o pai e a irmã mais velha na calçada e correu em direção a uma farmácia, em busca de ajuda. Nesse momento, George se aproxima de Sinomar e de Pérola e faz o primeiro disparo. Pai e filha recuam. Ao ouvir o tiro, Kerolly volta. A partir desse momento, o vídeo não mostra mais o que acontece, mas o suspeito acerta um tiro na cabeça de Kerolly.
Dernorteado, o atirador corre, mas antes de entrar no carro e fugir ele volta até a esquina com o revólver na mão. A fuga de George foi filmada por pessoas que passavam pelo local. As testemunhas se revoltam, mas ele aponta a arma contra elas.
Culpa e dor
Em entrevista ao Fantástico, o pai de Kerolly, Sinomar Lopes declarou se sentir culpado pelo que aconteceu. “Eu me sinto culpado. O que eu estou sentindo é dor demais, é sofrimento pra caramba e mágoa, culpa demais da conta”, declarou.
Ele se emocionou e falou da angústia ao ver a filha hospitalizada. "Hoje eu queria estar no lugar dela. Queria! Eu queria ser naquela hora lá. Porque o pai mesmo é pai e herói do filho, né? Eu estou sentindo no meu coração que, naquela hora, eu não fui ninguém. Uma culpa imensa vendo aquela menina lá", desabafou o pai.

Fonte: globo.com



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