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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Política : Cuba premia comunistas mais dedicados

Defensores do regime ganham do governo moradia em condomínios fechados com 'regalias' que contrastam com a realidade da maioria dos cubanos

Damien Cave* - The New York Times/O Estado de S.Paulo

Nos esplêndidos bairros desta cidade dilapidada, antigas mansões estão sendo reformadas com ladrilhos importados. Homens de negócios saem para comer sushi e voltam para casa a bordo de resplandecentes Audis. Agora, na esperança de se perpetuar, o governo está erguendo algo especial para si próprio: um conjunto residencial chamado Projeto Granma, com centenas de confortáveis apartamentos em um complexo fechado que terá escolas e cinemas.

"Há 29 anos, ganhávamos o que podia ser considerado um bom salário. Mas o mundo mudou", afirmou Roberto Rodríguez, de 51 anos, há muito tempo funcionário do Ministério do Interior e um dos primeiros a se mudar para o condomínio.

Cuba está em um período de transição. As revisões econômicas dos últimos anos subverteram as ordens de classe e de status estabelecidas, permitindo que os cubanos tenham pequenas empresas ou acesso a capital estrangeiro para ascenderem mais que muitos comunistas zelosos. À medida que esses novos rumos com vistas ao prestígio se abrem, desafiando o antigo sistema da obediência premiada, o presidente Raúl Castro redobra seus esforços para recompensar cidadãos fiéis e preservar sua lealdade.

O Projeto Granma e as "cidades militares" do mesmo tipo, que estão surgindo em todo o país, são formados por edifícios em estilo caribenho que lhes servem de garantia, reservados para os mais ardorosos defensores da Revolução Cubana, de 1959: as famílias ligadas aos militares e aos funcionários do Ministério do Interior. Com seus terraços, ares-condicionados e pinturas novas, os apartamentos premiam oficialmente essa classe média e são um sinal da nova economia híbrida de Cuba, na qual o Estado às vezes pode competir com empresas privadas.

A habitação é apenas um dos exemplos da influência cada vez maior das Forças Armadas no plano que Raúl idealizou para Cuba. Analistas afirmam que, no curto prazo, o presidente depende dos militares para aprovar mudanças e manter a estabilidade enquanto se dedica às suas experiências de liberalização econômica.

Entretanto, sua dedicação duradoura de soldado - além da atuação como ministro da Defesa por 49 anos - ameaça engessar mais uma instituição que muitas vezes minou mudanças que ameaçavam seu status privilegiado. "Eles (os militares cubanos) são os únicos que o seguirão se a reforma for bem-sucedida - ou mesmo se ela falhar", afirmou Hal Klepak, estudioso canadense que pesquisa as Forças Armadas cubanas.

Raúl e seu irmão, Fidel, desde seu passado guerrilheiro, sempre recorreram aos militares quando precisaram. Nos anos 60 e no início dos 70, quando os profissionais de Cuba abandonaram o país, oficiais em roupas civis mantiveram os ministérios funcionando e estatizaram as indústrias. A partir dos anos 90, depois da queda da União Soviética, as Forças Armadas sofreram um corte violento de pessoal - de um pico de 200 mil homens, para cerca de 55 mil. O excedente, entretanto, foi absorvido pela economia cubana.

Na presidência, Raúl acelerou o crescimento de uma oligarquia militar, como alguns estudiosos a definiram. O presidente da Comissão de Política Econômica, Marino Murillo, é um ex-oficial. O maior conglomerado estatal de Cuba, a Cimex, que, entre outras coisas, processa as remessas de moeda estrangeira dos cubanos residentes no exterior, é dirigido pelo coronel Héctor Oroza Busutin. O general Luis Alberto Rodríguez, genro de Raúl, é o mais alto executivo da holding dos militares, conhecida como Gaesa, que controla de 20% a 40% da economia cubana.

Mas, segundo os especialistas, entre as classes média e inferiores, a estima e a relativa riqueza se deterioraram. Os oficiais de carreira agora muito provavelmente têm amigos ou parentes que moram no exterior ou que visitam Miami e frequentemente regressam à ilha com iPhones ou roupas novas que não podem ser encontradas nas lojas antiquadas do Estado.

Ao mesmo tempo, membros das Forças Armadas são obrigados a declarar todas as remessas que recebem e não têm permissão para manter "contatos não autorizados" com estrangeiros ou cubanos que vivem no exterior. "Isso acabou produzindo uma migração de pessoas talentosas do setor estatal para o privado", disse Fernando Dámaso, de 75 anos, coronel da reserva que escreve um blog em que frequentemente critica o governo. "A maioria dos que estão nas Forças Armadas viu sua qualidade de vida cair em comparação à de um balconista ou de alguém que tem uma pequena empresa."

Segundo funcionários do governo, o orçamento do Exército para construções mais que dobrou desde 2010. Somadas ao Ministério do Interior, as Forças Armadas agora são a segunda maior entidade de Cuba no setor da construção. O Projeto Granma - que tem o nome da embarcação que levou Fidel do México a Cuba o início ao movimento revolucionário - é uma das novas incorporadoras militares para a construção de habitações em todo o país. Seu equivalente em Santiago de Cuba, onde começou a revolução, tem sido alvo de críticas dos cubanos que sobrevivem em casas danificadas pelo furacão Sandy. Mas, em sua tentativa de se rivalizar com o setor privado - ou com outros países - não por acaso as cores e a arquitetura do Granma, no mesmo bairro que Raúl chama de lar, dão a impressão de um complexo de apartamentos da Flórida.

Às suas margens, há um campo de futebol. Dentro da área do condomínio, as lâmpadas de iluminação pública ao longo das calçadas que se assemelham a clássicos lampiões de gás, enquanto os carros, outra benesse, lotam os estacionamentos. Num edifício de arcos arredondados, onde serão construídos um cinema, um mercado e uma clínica médica, um dos engenheiros do projeto disse que o Granma significará um lar para milhares de pessoas. "É uma coisa necessária", disse Rodríguez, o oficial que foi um dos primeiros a chegar ao Granma.

Mas, na gangorra que define a política econômica de Cuba nos dois últimos anos, o governo frequentemente lutou para estabelecer quando deveria permitir o funcionamento do mercado e quando proteger o establishment comunista.

"Se você tem um negócio dirigido por militares, quando há uma transição, não demitirá essas pessoas", disse Dámaso. "É uma maneira de preservar um espaço para os poderes estabelecidos numa futura sociedade cubana."






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Política : Venezuela bloqueia imagens no Twitter, diz microblog

Restrição atingiria tanto usuários de provedor estatal quanto de empresas privadas desde quinta-feira


O Estado de S. Paulo

CARACAS - Muito usado por manifestantes durante protestos para relatar os acontecimentos e postar fotos em tempo real, o Twitter afirmou na noite de sexta-feira, 14, que as imagens publicadas por usuários na Venezuela estavam bloqueadas, provavelmente em decorrência de alguma ação do governo de Nicolás Maduro.

"Posso confirmar que as imagens do Twitter estão bloqueadas na Venezuela. Nós acreditamos que foi o governo que as bloqueou", afirmou à agência EFE o porta-voz da empresa, Nu Wexler. O governo venezuelano não comentou a acusação.

Usuários do microblog denunciaram a situação durante as marchas contra o governo organizadas na quinta-feira. O problema afetou inicialmente usuário do provedor estatal CANTV, mas se espalhou para internautas de outros provedores. O Departamento de Estado dos EUA pediu que a Venezuela respeite a liberdade de expressão.

Legítimo

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, qualificou na noite da quinta-feira as manifestações contra sua administração como "um plano para derrubar um governo democraticamente eleito, que tem a legitimidade do apoio popular e a legitimidade histórica de ter emanado de uma revolução vitoriosa". Na sexta-feira, outro protesto estudantil ocorreu em Caracas, reunindo aproximadamente mil manifestantes.

Enquanto muitos dos 69 estudantes presos na quarta-feira continuavam detidos em razão dos protestos, que deixaram 3 mortos e mais de 60 feridos, líderes universitários concentravam ativistas nas ruas de Caracas e de outras cidades da Venezuela - sobre os restos das barricadas das maiores manifestações já organizadas contra o governo de Maduro.

Contraprotesto

"Para o sábado (hoje), por volta do meio-dia, está sendo convocada uma grande marcha de todas as forças sociais e políticas da revolução bolivariana pela paz e contra o fascismo. Assim, me somo à convocatória: no sábado, todo o povo a Caracas. Vamos fazer a marcha contra o fascismo, contra a violência, contra o golpismo", declarou o presidente.

Maduro qualificou como uma "decisão de Estado" ter proibido na Venezuela a exibição da programação da emissora colombiana NTN24 - que cobria amplamente os protestos. As TVs venezuelanas se abstiveram de cobrir as manifestações, temendo sanções. / EFE e AFP



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terça-feira, 26 de novembro de 2013

News: " Uma Janela em Havana "

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Uma Janela em Havana com o @ cubareporter

Para mais cenas de Cuba, não se esqueça de seguir @ cubareporter bem como @ khaversiddiqi e @ low843 que também está no país.

CNN International correspondente Patrick Oppmann (@ cubareporter ) viveu em Cuba por mais de dois anos com sua esposa e dois filhos. Patrick compartilha cenas da vida cotidiana em Havana no Instagram, abrindo uma janela para a parte de muitos por muito tempo para ver e visitar o mundo. "Enquanto o governo suspendeu a proibição de telefones celulares em 2008, os cubanos não têm acesso a redes 3G e smartphones são uma despesa impossível em um país onde a maioria das pessoas fazem $ 20 por mês. E, por causa da proibição de viagens dos EUA, Cuba ainda está fora dos limites para a maioria dos americanos ", explica Patrick. "Sinto-me particularmente feliz que eu tenha sido capaz de ver tanto da ilha e relatório de aqui durante um tempo quando Cuba está passando por reformas econômicas há muito esperadas."

Fotos e vídeos de Patrick documentar uma cidade no meio da mudança. "Havana é uma belíssima cidade que já viu melhores dias. Devido à negligência e ao clima punir, grande parte da cidade tem a aparência de um navio afundado. Arquitetos estimam que a cada dia vários edifícios históricos colapso, para que haja uma sensação de corrida contra o tempo para fotografar lugares que vão desaparecer em breve. "Um dos lugares favoritos de Patrick para fotografar é o paredão Malecón que protege a cidade. "Ele tem sido chamado de o maior sofá do mundo e cada dia milhares de cubanos levar para a parede para ter um assento, partilhar uma garrafa de rum, ouvir música ou simplesmente refrescar-se do calor sufocante." Ele também adora filmar cenas de rua : "Havana é uma cidade muito espontâneo e eu sempre tentar e ter uma câmera no pronto. Algumas das minhas fotos favoritas são de coisas que eu aconteceram para pegar com o canto do meu olho, um cara andando em um carrinho sendo puxado por uma cabra, um adolescente com um slogan anti-governo tatuado em seu pescoço , um outdoor desaparecendo celebrando a revolução ou dois meninos praticando suas posições de boxe na rua ".

A inspiração de Patrick vem das respostas às suas fotos e vídeos. "Eu li muitos comentários de norte-americanos que desejam que poderiam visitar a incrível ilha que está a apenas 90 quilômetros de distância. Eu também gosto de receber comentários de muitos cubanos que, por causa da política ou problemas financeiros de Cuba, tiveram que deixar a ilha ", diz ele. "Eles me escreveram para dizer que minhas fotos fornecem uma janela para a pátria que eles desesperadamente perder. Para ter esse tipo de impacto é tanto uma oportunidade e um privilégio extraordinário. "

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