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sexta-feira, 26 de julho de 2013

CNI/Ibope: Congresso tem aprovação total de apenas 7%

DAIENE CARDOSO E RICARDO BRITO - Agência Estado

Apesar de terem lançado uma agenda positiva com um ritmo frenético de votações de projetos antes do recesso parlamentar, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal foram as instituições mais mal avaliadas na tentativa de reagir aos protestos das ruas. A pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira apontou que pelo menos 37% dos entrevistados desaprovaram totalmente a resposta dada pelo Parlamento às demandas das ruas.

Em relação à Câmara, a desaprovação total foi de 39% dos entrevistados. No caso do Senado, este índice alcançou 37%. Mesmo apresentando um novo pacto, que foi bombardeado por aliados do Congresso, a presidente Dilma Rousseff teve o menor porcentual de desaprovação total, com 31%.

Ao mesmo tempo, a aprovação total às decisões tomadas pela presidente foi a maior entre os gestores de instituições públicas citadas, com 14% do total. Câmara e Senado, cada um, registraram aprovação total de apenas 7%, novamente a pior.

Lembrança

A sondagem apontou que, para 4% dos entrevistados, a notícia mais lembrada do período foi a das ações tomadas pelo Congresso. Para outros 8%, a da discussão em torno da reforma política. O governo Dilma tentou sem sucesso provocar o Congresso a fazer um plebiscito para discutir esta reforma, de maneira que ela valesse para as eleições do próximo ano. Aliás, a discussão em torno do plebiscito foi a notícia mais lembrada por 5% dos entrevistados.

As manifestações contra a proposta de emenda à Constituição que diminuía os poderes de investigação do Ministério Público (PEC 37) e o posterior arquivamento da matéria pelo Congresso foram as notícias mais lembradas por, respectivamente, 4% e 3% dos entrevistados.

As notícias relativas aos protestos contra o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Marcos Feliciano (PRB-SP), e o projeto de Cura Gay foram lembrados por outros 3% dos entrevistados.



sexta-feira, 21 de junho de 2013

Manifestantes relatam terror e excesso da polícia em protesto no Rio

Vídeo mostra lançamento de bombas e manifestantes fugindo do confronto.
PM diz que reúne material 'para decidir sobre condutas individuais'.



O protesto desta quinta-feira (20), que começou na Candelária e seguiu pela Presidente Vargas, terminou com cenas de violência no Rio. O G1 acompanhou o momento em que a multidão começou a se dispersar por causa do confronto e registrou relatos de quem foi vítima da confusão.
Veja vídeo ao lado com os relatos
Imagens feitas pela equipe de reportagem mostram bombas sendo lançadas e muita correria. Manifestantes que passaram mal foram ajudados pelos que passavam pela via. Também foram registrados atos de vandalismo. Placas e cabines foram destruídas. Vândalos atearam fogo a lixo e a cartazes.
Durante o protesto, enquanto os manifestantes cantavam o Hino Nacional, o barulho das bombas e o efeito do gás lacrimogênio se sobressaíam. Os manifestantes tentavam voltar em direção à Candelária. Apesar do pedido feito no carro de som para que os participantes continuassem sentados na pista e não recuassem, grande parte das pessoas tentava se refugiar em ruas paralelas à Avenida Presidente Vargas.
Cenário de guerra
Todas as ruas foram tomadas pela fumaça do gás lacrimogênio e na altura da Central do Brasil dezenas de manifestantes que aguardavam liberação do transporte para voltar para casa foram encurralados. Várias bombas de efeito moral foram jogadas no local.
Alguns manifestantes, como o empresário Marcio Freire, que estava com as duas filhas no ato, criticaram a polícia. “A gente só quer dizer que tem um grito engasgado na garganta já há muito tempo. E por que eu não posso falar? Por que as minhas filhas têm que levar porrada ou bomba? Eu não vim protestar contra nada, vim a favor do país.”
Homem desmaia depois de bomba de gás lacrimogênio jogada pela polícia (Foto: Andressa Gonçalves/ G1)Homem desmaia após bomba de gás
lacrimogênio ser jogada pela polícia (Foto:
Andressa Gonçalves/ G1)
Outra mãe, que foi buscar as filhas no final da manifestação, também disse ter testemunhado ações truculentas. “Eu vim buscar minhas filhas, mas não foi possível encontrá-las. Eu não consigo nem passar para o outro lado da rua porque está bloqueado. Eu estava lá atrás, quando um grupo enorme batia palmas para os policiais passarem. Eles nos devolveram o gesto com um monte de bombas de gás lacrimogênio. O policial se justificou para mim dizendo que os soldados dele se machucaram e eu disse que minhas filhas também deviam estar machucadas por aí. Eu lamento pelos jovens. É uma vergonha”, disse.
Já outros manifestantes concordaram que atos de vandalismo e destruição deram motivo para a reação da PM. "Esses vândalos culpam a polícia por ser violenta, mas são piores que ela. Assim o brasileiro perde a razão", afirmou uma das participantes.
Lotado, o metrô da Central virou mais um ponto de protesto dos passageiros, que foram vítimas de bombas de gás lacrimogêmio jogadas dentro da estação. Após a luz dos postes ser apagada, só era possível ver as várias fogueiras feitas com cabines de ônibus no meio da rodoviária, em frente ao prédio da Central.
Alguns jovens tentavam minimizar o cenário de guerra, tirando postes que foram derrubados do meio da rua e colocando-os na calçada.
No entorno, também era possível ver a destruição de placas de trânsito, pontos de ônibus, portas de prédios e tapumes colocados para proteger as empresas.
Sobre eventuais excessos, a PM diz, em nota, "que está reunindo todo o material que for entregue oficialmente ao Comando da Corporação para fazer um estudo de caso ao longo dos dias em que acontecerão as manifestações para decidir sobre condutas individuais".
A Secretaria de Segurança Pública também marcou uma entrevista coletiva com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, a chefe de Polícia Civil, delegada Marta Rocha, e o comandante geral da PM, coronel Erir Ribeiro, para falar sobre o protesto desta quinta.

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