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segunda-feira, 17 de junho de 2013

MP abre inquérito para investigar repasse de verbas do governo mineiro a rádio de Aécio

Irmã do ex-governador era a gestora de Comunicação do governo tucano e responsável pela destinação dos recursos de publicidade oficial

Por Igor Carvalho

Aécio Neves enfrenta sucessão de escândalos políticos (Foto: Antônio Cruz/ABr)

De acordo com o site PT na Câmara, o Ministério Público Estadual de Minas Gerais (MPE-MG) decidiu instaurar um inquérito civil contra o senador Aécio Neves (PSDB) para apurar os repasses de verbas do governo do estado para a rádio Arco-Íris (Jovem Pan BH). Dois dos sócios da empresa de comunicação são o próprio senador tucano e a sua irmã, Andrea Neves, que também é sócia de outras duas empresas que receberam, segundo o MPE, verbas do governo Aécio: a Rádio São João Del Rei S/A e a Editora Gazeta de São João Del Rei Ltda.

Atualmente, Andrea é presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e era gestora de Comunicação Social do governo e responsável pelo controle do gasto na área de comunicação entre 2003 a 2010, período investigado pelo Ministério Público. “Ela (Andrea) é quem definia para onde iam as verbas publicitárias. Aqui nós temos uma relação incestuosa do público com o privado. A rádio recebeu recursos públicos (alega o senador que de forma legal) e os destinou para, entre outras coisas, comprar um Land Rover que o ex-governador fazia uso privado. Essas coisas têm causado indignação na opinião pública mineira”, afirmou a deputada federal Margarida Salomão (PT), em entrevista ao site PT na Câmara.

Para o deputado federal Padre João (PT), o MPE despertou para as irregularidades do governo de Aécio Neves. “O Ministério Público tem um papel importante, no entanto, eles ficaram indiferentes durante quase dez anos em relação ao desvio do dinheiro público praticado na gestão tucana. Nós acreditamos nesse despertar do MP. Espero que ele cumpra, de fato, o papel a ele delegado. O povo não pode ser punido com a má destinação ou desvio de recursos público.”

A ligação de Aécio Neves com a Rádio Arco-Íris só foi descoberta porque o senador teve a carteira de habilitação (vencida) apreendida, após se recusar a fazer o teste do bafômetro em uma blitz no Rio de Janeiro. O carro dirigido pelo tucano estava em nome da empresa de comunicação.

Outro processo

Além do inquérito que investigará o repasse de verbas para empresas de comunicação, recentemente, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) decidiu que o senador Aécio Neves continua réu em ação civil por improbidade administrativa movida contra ele pelo MPE.

Com informações do site PT na Câmara

Fonte: revistaforum.com.br

sexta-feira, 15 de março de 2013

Médica alega ter sido pressionada a cometer fraude, dizem advogados


Thauane Ferreira prestou depoimento no Ministério Público em Ferraz.
Profissional foi flagrada registrando ponto no Samu com dedos de silicone.
Médica flagrada com dedos de silicone chega ao Ministério Público. (Foto: Pedro Carlos Leite/G1)

A médica que foi flagrada usando dedos de silicone, em Ferraz de Vasconcelos, disse ao Ministério Público, nesta sexta-feira (12), que foi pressionada a cometer a fraude, segundo os advogados dela.
O depoimento terminou por volta das 12h. Thauane Nunes Ferreira, de 29 anos, não falou com a imprensa, mas segundo os advogados Celestino Gomes Antunes e José Silva Garcia Vichinski, a médica declarou que desde que chegou para trabalhar no Samu foi imposta essa condição de usar os dedos de silicone para registrar a presença de outros médicos. Eles contaram ainda que ela relatou ter se recusado a princípio, mas foi ameaçada pelo ex-coordenador do Samu, Jorge Cury, de perder o emprego. “No depoimento ela confirmou que quem mandava ela registrar os dedos era o Jorge Cury.”
Thauane foi flagrada por guardas municipais usando dedos de silicone para marcar ponto para colegas no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no domingo (10). Ela e outros cinco profissionais, incluindo o coordenador do serviço, Jorge Cury, foram afastados do trabalho pela prefeitura enquanto uma sindicância é feita.
Os defensores de Thauane disseram que ela não é uma médica rica, sendo recém-formada e, por isso, sentia-se com o emprego ameaçado. Os médicos repassariam os valores dos plantões não trabalhados ao coordenador. “Ela tinha prejuízo porque tinha que pagar os impostos sobre as transações bancárias resultantes da fraude.” Eles também não confirmaram o valor que ela pagava para o Jorge Cury.

Advogados acompanharam médica em depoimento
no Ministério Público. (Foto: Pedro Carlos Leite/G1)
Segundo os advogados o valor variava entre R$ 4 mil a R$ 4,4 mil, que eram pagos com frequência irregular. “Algumas vezes era uma vez por mês, outras duas vezes por mês. A Thauane tem os comprovantes dessas transferências”. Quanto à denúncia feita por um ex-funcionário do Samu que não quis se identificar que Jorge Cury assinava atestados de óbito em branco, os advogados disseram que Thauane não mencionou nada sobre isso no depoimento e que ela desconhecia essa prática.
Jorge Cury falou sobre o caso por telefone apenas no dia do flagrante, no domingo. Ele disse que não tinha conhecimento das irregularidades e que foi surpreendido pela notícia. “Isso é um absurdo! Sou funcionário da prefeitura há 25 anos. Eu nunca soube disso. Passo no Samu todo domingo e nunca faltava funcionário. Hoje que não fui aconteceu isso.”
Segundo os advogados, em seu depoimento, Thauane não confirmou a participação de outros médicos na fraude e negou que disse que a médica Aline Cury nunca trabalhou no Samu. “A Thauane veio prestar depoimento para o inquérito civil por improbidade administrativa. Ela não denunciou que Aline Cury não trabalhava nem mencionou que outros médicos participavam do esquema”, afirmou o advogado Celestino.
Um dos comprovantes impressos pelo equipamento de ponto depois do uso dos dedos de silicone, no domingo, era de Aline Monteiro Cury, que segundo a prefeitura é filha do ex-coordenador do Samu, Jorge Cury. “Em cerca de dez anos de trabalho não existe relatório de quadro médico assinado por ela, só registro de entrada e saída”, afirmou o secretário de Segurança, Carlos César Alves. O G1 tenta localizar o telefone de Aline.
Adiamento

Advogados da médica flagrada usando dedos de silicone (Foto: Pedro Carlos Leite/G1)
Segundo o Ministério Público, o depoimento do ex-coordenador do Samu, Jorge Cury, marcado para às 13h desta sexta-feira (15) foi adiado. O MP informou que ele está internado e, por isso, houve o adiamento. O ex-coordenador deve comparecer ao MP somente em 26 de março.
A promotoria pública não falou com a imprensa sobre o depoimento. O MP informou apenas que uma nota será divulgada ainda nesta sexta-feira no site do Ministério Público.

Médica foi apreendida com seis dedos de silicone.
(Foto: Gladys Peixoto/G1)
Entenda o caso
No domingo, a Guarda Municipal gravou imagens do momento em que a médica Thauane fraudava o sistema. Com a médica, foram apreendidos seis dedos de silicone e comprovantes impressos pelo equipamento que controla o horário dos funcionários. Ela chegou a ser detida por falsificação de documento público, mas foi solta porque a Justiça concedeu um habeas corpus. Segundo a polícia, em seu depoimento Thauane contou como era o esquema e apontou que ele seria chefiado pelo então coordenador do Samu, Jorge Cury.
O secretário municipal de Segurança, Carlos César Alves, disse que os médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tinham que repassar o valor ganho pelos plantões não trabalhados ao coordenador da unidade, Jorge Cury.  A vantagem dos profissionais seria a flexibilização da agenda para poder trabalhar em outros locais. “Cada médico que participava do esquema pagava R$ 1,2 mil por turno de 24 horas aos fins de semana para o Jorge Cury”. Alves ainda afirmou que o pagamento era feito por transferência bancária.
Investigações
O Ministério da Saúde informou que começou uma auditoria no Samu de Ferraz de Vasconcelos. O trabalho teve início com a análise de documentos, mas técnicos devem visitar a unidade.
A Polícia Civil abriu dois inquéritos para apurar as fraudes: um específico para tratar do flagrante envolvendo a médica e outro para verificar como o esquema funcionava. O Ministério Público também investiga o caso.
Dedos de silicone seriam usados por médicos e enfermeiro para fraudar ponto eletrônico. (Foto: Gladys Peixoto/G1)
A Câmara de Ferraz de Vasconcelos abriu uma Comissão Especial de Inquérito para investigar as fraudes na sessão de segunda-feira. O Conselho Regional de Medicina (CRM) informou que deve abrir uma sindicância para apurar as denúncias.
Fonte: G1

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