Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os diasRenan planeja concluir votação do impeachment na quarta-feira
Sessão para votar admissibilidade do processo no plenário é marcada para as 9h
Plenário do Senado Federal - Jorge William / Agência O Globo 09/05/2016
BRASÍLIA - O presidente Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), confirmou que será nesta quarta-feira a sessão para a votação da abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ao deixar o Senado, Renan disse que a ideia é concluir a votação — que será por painel eletrônico — ainda na quarta-feira. A partir das 15h desta terça-feira, o Senado já abrirá as inscrições para os senadores falarem na quarta-feira. Haverá dois livros de inscrição: um para os defensores do impeachment e outro para os aliados de Dilma.
Renan detalhou como será o cronograma da sessão.
— A ideia é que a sessão comece a partir das 9h de quarta-feira. Fazemos uma interrupção às 12h, retomarmos às 13h e vamos até às 18h. Fazemos então uma (nova) interrupção e voltamos às 19h. A expectativa é que tenhamos a participação de 60 oradores, e teremos dez horas sessão, mas o objetivo é concluirmos a sessão ainda na quarta-feira — disse Renan.
Nos bastidores, os defensores do impeachment já estão negociando abrir mão de discursos e falar menos para que a votação termine no mesmo dia. A ideia é, se aprovado o impeachment, notificar a presidente Dilma no dia 12. Pelas regras do impeachment, a presidente deve ser noticiada para só então se afastar do cargo por até 180 dias.
Perguntado sobre uma notificação da presidente, Renan disse:
— Não me sinto confortável na condução desse processo, é a História que exige. Faremos da melhor maneira possível, sem a exposição de ninguém.
Sobre o clima tenso desta segunda-feira, Renan disse que "faz parte do aprendizado democrático". Nesta terça-feira, Renan se reúne com os líderes dos partidos para definir as regras para o afastamento.
Wallace Ugulino desenvolveu o dispositivo em sua tese de doutorado na PUC-Rio. Equipamento mapeia o ambiente e indica pontos de referência por meio do som e de vibrações emitidas por um cinto e uma luva. Ferramenta é testada por alunos do Instituto Benjamin Constant.
Wallace Ugulino testa o projeto. Imagem: Divulgação
A falta de recursos de acessibilidade ainda impede a cidadania de pessoas com deficiência no Brasil. Em diversos setores e locais, públicos e privados, mesmo projetos recentes, modernos, atualizados, desconsideram o cenário universal, no qual tudo existe para todos, e desobedecem a Lei Brasileira de Inclusão, em vigor desde janeiro deste ano.
No caso de pessoas cegas ou com deficiência visual, esse bloqueio aparece na ausência de pisos táteis, audiodescrições, textos em braile e outros recursos que garantem o pleno domínio do ambiente. Além de impedir a inclusão real, essa exclusão representa um perigo, mesmo para quem já conquistou autonomia e independência.
Felizmente, pesquisadores atuam cada vez mais pela inclusão e têm apresentado ferramentas que ampliam de fato a acessibilidade. É o caso de Wallace Ugulino, aluno do Departamento de Informática do Centro Técnico Científico da PUC-Rio. Ele criou, em sua tese de doutorado, óculos para pessoas cegas ou com deficiência visual que fazem o mapeamento e a descrição do local e dos objetos presentes. A orientação é do professor Hugo Fuks.
Classificado como ‘wearable technology’ (tecnologia vestível), o equipamento transmite dados sobre locais mapeados, indica pontos de referência e facilita o reconhecimento de ambientes ao fornecer informações por um alto-falante e também por vibrações emitidas por um cinto e uma luva.
“A área de tecnologia assistiva ainda engatinha no Brasil. Precisamos investir mais no mobiliário urbano. Falta uma visão de que esse investimento não afeta somente cegos ou cadeirantes. Esses investimentos trazem mais segurança e conforto para todos e beneficiam também o turismo na cidade. Se a cidade pudesse ‘conversar’ com o wearable (equipamento) do indivíduo, nós poderíamos não só apoiar a mobilidade dos indivíduos com deficiência, mas também teríamos um conjunto de novas oportunidades de negócios: turismo, mobilidade urbana, produtividade, publicidade, etc”, diz o pesquisador.
A ferramenta está em fase de testes, feitos por alunos do Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro. “Na fase inicial da pesquisa, a programação foi restrita a ambientes internos, o que possibilitou testar a funcionalidade dos dispositivos com mais segurança para os voluntários. A experiência no instituto consistiu em propor duas tarefas aos estudantes, que deveriam indicar em qual área do prédio estavam localizados o museu e a estátua de Dom Pedro II. Ao caminharem pelos corredores, as vibrações emitidas pelos cintos e luvas indicavam que os usuários estavam passando por pontos de referência e os óculos forneciam informações verbalizadas sobre o ponto de referência encontrado, seja ela uma porta ou um objeto no caminho”, explica Ugulino.
Para o pesquisador, desenvolver tecnologias assistivas exige preocupação com os chamados fatores humanos. “Caminhar por ruas movimentadas e locais barulhentos é uma situação comum para milhões de brasileiros, mas também é responsável pelo medo e confusão de muitas pessoas com deficiência visual. Com a perda da visão, outros sentidos se tornam muito mais sensíveis porque os cegos precisam prestar muita atenção aos sons, à textura do solo e aos cheiros. Tecnologias projetadas sem levar em conta os fatores humanos interferem nessa sensibilidade, gerando uma sobrecarga cognitiva, um fenômeno conhecido como ‘masking’, um dos temas investigados nessa pesquisa”, diz.
Próxima fase – Ugulino se dedica agora ao projeto ‘Third Eye’, uma continuação de sua tese. De acordo com o pesquisador, a meta é permitir que a pessoa seja capaz de construir mapas mentais e possa aprender sobre o local onde vive, estuda ou trabalha. “A ideia no momento não é oferecer rotas determinadas aos usuários, mas permitir que, com as informações gerais sobre o local, a pessoa possa escolher o melhor caminho sozinha”, diz.
Com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da White Martins, a próxima etapa da pesquisa inclui aplicativos de localização para celular e câmeras acopladas aos óculos do projeto inicial. “Os aplicativos nos quais estamos trabalhando conhecem a preferência e as limitações de cada usuário, mas não serão restritos a pesoas com deficiência visual. Serão adicionadas informações sobre a cidade, ruas e locais turísticos, de forma que não se torne um sistema segmentado para uma categoria de indivíduos, mas que apoie a todos: ciclistas, turistas, cegos, cadeirantes, etc. É o que chamamos de Design Universal”, afirma Ugulino.
No aplicativo, os obstáculos serão mapeados e os pontos de referência estarão disponíveis para que o usuário fique seguro para realizar tarefas em ambientes externos. Segundo Ugulino, a câmera também pode auxiliar no processo, permitindo a identificação de placas e informações do trajeto. De acordo com o pesquisador, a tecnologia deve aumentar o intelecto e o sentido, mas em alguns casos, o efeito apresenta-se de forma contrária, levando a um excesso de informações.
“Cada ambiente tem suas particularidades e vai exigir diferentes comportamentos. Por exemplo, para guiar pessoas com deficiência visual em ruas não é aconselhável usar avisos sonoros complexos (como textos longos ou tons indicativos difíceis de serem compreendidos), pois este será mais um fator de preocupação para o usuário, que já precisa lidar com tantos barulhos ouvidos diariamente. Os aparelhos desenvolvidos e testados no Instituto Benjamin Constant apresentaram resultados positivos entre os voluntários e não registraram problemas quanto ao excesso de informações”, diz Ugulino.
Óculos mapeia e descreve o ambiente (Divulgação)
Abaixo, uma entrevista com Wallace Ugulino e com o professor Hugo Fuks orientador do Departamento de Informática do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio).
Vencer Limites – Você teve algum tipo de envolvimento com a deficiência visual antes do projeto? Tem amigos ou parentes cegos? O que motivou a criação de um dispositivo especifico para pessoas com deficiência visual? O que você aprendeu sobre esse universo ao trabalhar nesse projeto?
Wallace Ugulino – Eu tenho parentes cegos, mas são distantes e não convivo diariamente. O meu envolvimento com o tema foi inicialmente pelo desafio de produzir tecnologia na área. Contudo, eu me encantei mesmo depois de conviver com os professores de mobilidade e alunos reabilitandos do Instituto Benjamin Constant na fase observacional da pesquisa. Eu cheguei a fazer aulas de mobilidade com a bengala (vendado) com a professora Vanessa Zardini (IBC). Naquele momento, ficou claro para mim quão difíceis são para os cegos algumas atividades triviais para nós (videntes), como é o caso de ‘andar em linha reta’. Isso é trivial para os videntes, mas os cegos normalmente têm dificuldade com isso. Essas lições sobre propriocepção e mobilidade sem a visão mudaram minha vida e foram muito inspiradoras para o meu trabalho de prototipação. Eu aprendi o quão importante é, por exemplo, produzir tecnologia que demande menos atenção do usuário, aprendi que isso pode diminuir o risco de acidentes. Eu me senti motivado a desenvolver essa tese quando entendi a relevância que esse estudo tem para essa população em particular e as lições que isso nos traz sobre como produzir melhores artefatos computacionais. Atualmente, as lições que aprendi sobre a atenção demandada pela tecnologia estão me ajudando a projetar tecnologia não só para cegos, mas também para ciclistas urbanos, condutores de veículos automotores, e outras áreas temáticas na qual a atenção do usuário é fator crítico.
Hugo Fuks – Casos extremos iluminam as necessidades de todos. O que facilita a vida de um cego, algo como uma calçada decente, artigo escasso no Brasil, ajuda o ir e vir de todos os pedestres.
Vencer Limites – Qual a sua avaliação sobre a tecnologia assistiva no Brasil? Quais bons exemplos nacionais podem ser citados? O que outros países têm para nos ensinar?
Wallace Ugulino – A área ainda engatinha no Brasil. Precisamos investir mais no mobiliário urbano. Falta uma visão de que esse investimento não afeta somente cegos ou cadeirantes. Esses investimentos trazem mais segurança e conforto para todos e beneficiam também o turismo na cidade. Se a cidade pudesse ‘conversar’ com o wearable do indivíduo, nós poderíamos não só apoiar a mobilidade dos indivíduos com deficiência, mas também teríamos um conjunto de novas oportunidades de negócios: turismo, mobilidade urbana, produtividade, publicidade, etc.
Hugo Fuks – Engatinhando. Voltando a falar das calçadas, antes do projeto Rio-Cidade, na década de 1990, não me lembro de haver rampas decentes nas ruas para os cadeirantes. A importância de calçadas decentes. Aliás, a qualidade dos nossos governantes pode ser avaliada pelas calçadas e ruas da cidade. Não há melhor modo de compartilhar a riqueza de uma sociedade com o seu povo.
Vencer Limites – Qual a sua avaliação sobre acessibilidade e inclusão, de forma geral, no Brasil?
Wallace Ugulino – Eu acredito que avançamos um bocado na última década. Programas de inclusão são os primeiros a sofrer corte quando há uma restrição orçamentária, seja na administração pública ou privada. Parece que não há um entendimento de que a inclusão beneficia negócios, de que ela apoia a cidadania, e de que nos leva a avançar em qualidade como sociedade. Todos ganham com a inclusão: há um mercado inexplorado, com potencial de gerar lucros e arrecadação. O potencial produtivo desses cidadãos não é aproveitado por causa de espaços públicos e privados que não são acessíveis.
Hugo Fuks – Há de fato um interesse em melhorar a vida das pessoas excluídas por alguma excepcionalidade. Mas a prioridade ainda é muito baixa.
Waldir Maranhão coleciona investigações por supostas propinas
Deputado doou a si mesmo valor 33 vezes maior ao que declarara possuir
Cadeira principal. Como vice, Maranhão presidiu sessões na ausência de Cunha. Agora titular interino do cargo, sofre pressões - André Coelho/2-6-2015
RIO — No site do deputado Waldir Maranhão (PP-MA), é possível saber um pouco mais sobre sua biografia, atividades parlamentares e até enviar uma obra de arte para que ela seja divulgada. Apenas um dos ícones não funciona: o de transparência.
Nada surpreendente para um presidente interino da Câmara que coleciona problemas. Além de ser investigado na Lava-Jato, ele é alvo de outro inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), que apura um esquema de desvio de verba de fundos de previdência municipais para aplicações controladas por doleiros. Nas eleições de 2010, teve de explicar um milagre de multiplicação de dinheiro: doou para si mesmo um valor 33 vezes maior que aquele que declarara .
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De acordo com a revista “Época”, um delator da Operação Miqueias afirmou que Maranhão recebeu R$ 60 mil ao intermediar um aporte de R$ 6 milhões da prefeitura de Santa Luzia, no Maranhão, em um fundo de investimento mantido pela quadrilha do doleiro Fayed Treboulsi. Conversas reveladas pela revista “Veja" mostram Maranhão e Treboulsi tratando de reuniões com prefeitos. Um áudio envolve uma negociação a respeito do fornecimento de merenda escolar. Já na Lava-Jato, o parlamentar foi acusado pelo doleiro Alberto Yousseff de receber propina fruto de desvios na Petrobras.
Na eleição de 2010, a prestação de contas de Maranhão registra doações de R$ 557,5 mil, em espécie, para si mesmo, o equivalente a 72% do total da declaração de bens (R$ 776,5 mil). Na ocasião, ele havia declarado dispor de R$ 16,5 mil em espécie — não há menção a conta corrente ou aplicação financeira. O resto do patrimônio era composto por um imóvel, cotas em empreendimentos e um carro.
CARRO PENHORADO
O Ministério Público Eleitoral constatou irregularidades e pediu a cassação do mandato, mas, em 2015, com o início da nova legislatura, o processo foi arquivado. Em 2014, o patrimônio foi a R$ 813,6 mil — um aumento de 4% —, composto por um imóvel e cotas imobiliárias. Não há registro na declaração de valores em bancos ou guardados em casa.
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Em março, o presidente interino da Câmara teve um veículo Toyota Hilux penhorado pela Justiça do Maranhão para assegurar parte do pagamento de uma dívida com uma gráfica, referente à campanha de 2014. O deputado fez um acordo e se comprometeu a pagar R$ 1,1 milhão, mas deixou de pagar as parcelas. Houve uma busca, por meio do sistema do Banco Central, que não encontrou nenhum valor vinculado ao deputado no sistema bancário. Em outra ocorrência judicial, o governo maranhense foi condenado, em primeira instância, a pagar R$ 104 mil de indenização, em função de um ato de Maranhão quando ocupou a Secretaria de Ciência e Tecnologia, entre 2009 e 2010. Uma pesquisadora foi convidada por ele desenvolveu um programa de inclusão digital. A Secretaria, no entanto, não pagou pelo trabalho e, pouco após a entrega do projeto, apresentou um programa semelhante. De acordo com a decisão, ficou comprovada “a similaridade existente entre o programa elaborado o programa lançado pelo governo”
No seu site, Maranhão também faz questão de dar visibilidade às emendas parlamentares que apresentou. Mas a propaganda parece nem sempre ser fiel à realidade. Ele destaca, por exemplo, a emenda 24350011, de 2013, que teria destinado R$ 500 mil para “apoio à Universidade Estadual do Maranhão (Uema)”, da qual foi reitor. Uma consulta no site da Câmara, porém, mostra que o valor efetivamente empenhado foi zero.
O deputado nega as acusações das operações Lava-Jato e Miqueias. Sobre a prestação de contas, afirmou que já se manifestou à época. A assessoria não comentou as ocorrências na justiça maranhense.
O afastamento do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do mandato de deputado federal representa a queda do político “mais poderoso e mais corrupto'' do Brasil, segundo uma reportagem publicada pela revista de economia “Forbes''.
“Brasileiros preocupados coma corrupção do seu sistema política têm motivo para comemorar hoje: O homem que muitos consideram o mais político corrupto no Brasil – um título pelo qual há muita concorrência – foi retirado do cargo'', diz a revista.
Cunha vem sendo tratado de forma crítica pela imprensa internacional há meses. Ele foi comparado ao personagem da série de TV “House of Cards'', e era sempre descrito como um líder envolvido em vários escândalos de corrupção, mas que mantinha-se poderoso.
“Por décadas – sim, décadas – Eduardo cunha escapou de ser processado por corrupção, por mais que estivesse implicado em diferentes casos. Para muitos brasileiros, ele é o símbolo da malevolência política, um bandido que sempre vence o público brasileiro'', diz a “Forbes''.
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Sessão é para discutir assuntos administrativos. O deputado Fausto Pinato (PP) renunciou à vaga no colegiado e Tia Eron (PRB) assumiu o lugar.
Edição do dia 14/04/2016 14/04/2016 09h46 - Atualizado em 14/04/2016 09h46 Conselho de Ética volta a analisar processo contra Eduardo Cunha Sessão é para discutir assuntos administrativos. O deputado Fausto Pinato (PP) renunciou à vaga no colegiado e Tia Eron (PRB) assumiu o lugar. FACEBOOK O Conselho de Ética tem mais uma sessão, nesta quinta-feira (14), para analisar o processo de cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Essa sessão será para discutir assuntos administrativos. Na quarta-feira (13), o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o compartilhamento de dois inquéritos sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, com o Conselho de Ética e um deputado, membro do Conselho de Ética, renunciou à vaga. O deputado Fausto Pinato, que era do PRB, trocou de partido, passou para o PP e renunciou a essa vaga. No lugar dele entrou a deputada Tia Eron (PRB). Essa mudança vai acabar favorecendo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Fausto Pinato foi o primeiro relator do Conselho de Ética. Mas em uma manobra, acabou saindo da relatoria. O processo, no Conselho de Ética, contra Eduardo Cunha foi aberto em novembro do ano passado.