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sábado, 27 de julho de 2013

Jornada Mundial da Juventude bate recorde com público de 3 milhões no Rio

Durante percurso de papamóvel em Copacabana, Francisco beijou bebês, abençoou peregrinos e recebeu presentes

Orla carioca ficou mais cheia do que nas festas de fim de ano - Fábio Motta/AEA Jornada Mundial da Juventude atingiu neste sábado, 27, um recorde com 3 milhões de pessoas em Copacabana, segundo a organização do evento católico. O número de fiéis equivale ao dobro do público registrado nas festas de fim de ano na orla carioca, de acordo com os dados da Prefeitura do Rio de Janeiro. Os peregrinos foram até Copacabana para assistir à abertura da vigília da Jornada Mundial da Juventude, que termina neste domingo, 28.  

No fim da tarde, o papa Francisco deixou a residência Assunção, no Centro de Estudos do Sumaré, e foi levado de helicóptero até o Forte da Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. De lá, o pontífice seguiu de papamóvel pela Avenida Atlântica e acenou para os peregrinos ao longo do trajeto. Pelo menos quatorze seguranças acompanharam o veículo papal ao longo do percurso em Copacabana.

Enquanto Francisco cumprimentava os fiéis, um cortejo carregou a Cruz Peregrina até o palco principal montado para o evento. Como em outros dias de sua visita ao Brasil, o pontífice beijou bebês levados pelos seguranças e abençoou os jovens que foram ao evento católico. O líder da Igreja Católica chegou a descer mais de uma vez do papamóvel para apertar a mão de fiéis, que ficaram entusiasmados com a presença de Francisco.

Vários presentes, como bandeiras e imagens, também foram jogados pelos peregrinos ao pontífice no papamóvel. Pouco antes de chegar à Copacabana, o papa publicou uma mensagem aos seus seguidores em sua conta no Twitter: "Queridos jovens, possam vocês aprender a rezar todos os dias: esse é o modo de conhecer Jesus e fazê-Lo entrar na própria vida".

À espera do papa Francisco, a multidão lotou a praia de Copacabana durante a tarde ouvindo apresentações de bandas e cantores católicos, como o Padre Fábio de Melo. As apresentações ocorreram no palco montado perto do Leme e alto falantes e telões espalhados ao longo da Avenida Atlântica reproduziram os shows por praticamente toda a orla.

'Você é o que lava as mãos?', questiona o papa aos jovens em discurso; veja íntegra

Em cerimônia de representação da via-crúcis, em Copacabana, Francisco cobrou jovens a mudar o mundo e confrontar políticos e desafios sociais; vítimas do incêndio da boate Kiss foram lembradas

Papa durante a representação da via-crúcis, no palco de Copacabana - Wilton Júnior/AE
RIO - O papa Francisco convoca a juventude a confrontar o "egoísmo" da classe política e sua "corrupção", a fome, o racismo, a perseguição ideológica, violência e drogas. Marcando a Igreja com seu estilo, o papa Francisco deu à via-crúcis desta sexta-feira, 26, um sentido político e social. Dos jovens, cobrou uma atitude de "coragem" para mudar o mundo e, com a cruz, desafiar os problemas vividos pela sociedade. "Você é o que lava as mãos e vira para o outro lado?", questionou o papa à multidão.

No final da cerimônia, o pontífice pediu oração aos jovens que morreram na tragédia da boate Kiss, na cidade gaúcha de Santa Maria, em janeiro deste ano.

Na praia de Copacabana, o argentino levou milhares de jovens para acompanhar a encenação da Via Sacra, depois de causar uma verdadeira histeria em seu trajeto pela orla.

Deixando claro que seu pontificado dará uma dimensão social ao evangelho, o papa foi além e cobrou da juventude internacional uma atitude para confrontar as mazelas do mundo. "Você é o que lava as mãos, se faz de distraído e vira ao outro lado?", questionou o papa à multidão, comparando a atitude a de Pilatos, que lavou as mãos diante da crucificação de Jesus. "Jesus olha agora e te diz: quer ajudar a levar a cruz?", apontou o papa.

Francisco optou por transformar a cruz e as imagens das estações do sofrimento de Jesus em alusões aos desafios sociais e políticos. "Jesus com a sua cruz atravessa os nossos caminhos para carregar os nossos medos, os nossos problemas, os nossos sofrimentos, mesmo os mais profundos. Com a Cruz, Jesus se une ao silêncio das vítimas da violência, que já não podem clamar, sobretudo os inocentes e indefesos", declarou o papa.

"Jesus se une às famílias que passam por dificuldades, que choram a perda de seus filhos, como os 242 que morreram em Santa Maria. Rezemos por eles. Ou que sofrem vendo-os presas de paraísos artificiais como a droga", disse o papa, em mais uma referência nesta viagem ao problema da dependência química.

Outro alerta de Francisco é para o desafio da fome, numa crítica explícita ao desperdício de setores inteiros da sociedade, enquanto milhões não tem o que comer. "Jesus se une a todas as pessoas que passam fome, num mundo que todos os dias joga fora toneladas de comida", alertou.

No discurso, falou pela primeira vez do racismo presente na sociedade, além dos problemas de intolerância religiosa. "Jesus se une a quem é perseguido pela religião, pelas ideias ou pela cor da pele", apontou.

O tradicional ato de devoção da Igreja não escapou ao estilo que o papa começa a implementar, transformando a Igreja em um centro do debate inclusive político. "Jesus se une a tantos jovens que perderam a confiança nas instituições políticas, por egoísmo e corrupção, ou que perderam a fé na Igreja, e até mesmo em Deus, pela incoerência de cristãos e de ministros do Evangelho", declarou o papa.

Para o pontífice, os jovens não devem temer e precisam sair a enfrentar esses obstáculos. "Na Cruz de Cristo, está o sofrimento, o pecado do homem, o nosso também, e Ele acolhe tudo com seus braços abertos, carrega nas suas costas as nossas cruzes e nos diz: Coragem! Você não está sozinho a levá-la! Eu a levo com você. Eu venci a morte e vim para lhe dar esperança, dar-lhe vida", disse Francisco.

Há dois dias, o papa já havia incentivado os jovens brasileiros a lutar contra a corrupção. Agora, usa o símbolo da cruz para insistir que não podem se dar por derrotados. "Com Ele, o mal, o sofrimento e a morte não têm a última palavra, porque Ele nos dá a esperança e a vida: transformou a Cruz, de instrumento de ódio, de derrota, de morte, em sinal de amor, de vitória e de vida", declarou.

O papa ainda fez questão de lembrar aos jovens brasileiros que a luta, na forma de cruz, esteve sempre presente na história do País. "O primeiro nome dado ao Brasil foi justamente o de "Terra de Santa Cruz". A Cruz de Cristo foi plantada não só na praia, há mais de cinco séculos, mas também na história, no coração e na vida do povo brasileiro".


Veja a íntegra do discurso:

"Queridos jovens,

Viemos hoje acompanhar Jesus no seu caminho de dor e de amor, o caminho da Cruz, que é um dos momentos

fortes da Jornada Mundial da Juventude. No final do Ano Santo da Redenção, o bem-aventurado João Paulo II quis confiá-la a vocês, jovens, dizendo-lhes: "Levai-a pelo mundo, como sinal do amor de Jesus pela humanidade e anunciai a todos que só em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção"

A partir de então a cruz percorreu todos os continentes e atravessou os mais variados mundos da existência humana, ficando quase que impregnada com as situações de vida de tantos jovens que a viram e carregaram. Ninguém pode tocar a cruz de Jesus sem deixar algo de si mesmo nela e sem trazer algo da cruz de Jesus para sua própria vida. Nesta tarde, acompanhando o Senhor, queria que ressoassem três perguntas nos seus corações: O que vocês terão deixado na cruz, queridos jovens brasileiros, nestes dois anos em que ela atravessou seu imenso País? E o que terá deixado a cruz de Jesus em cada um de vocês? E, finalmente, o que esta cruz ensina para a nossa vida?

1. Uma antiga tradição da Igreja de Roma conta que o apóstolo Pedro, saindo da cidade para fugir da perseguição do imperador Nero, viu que Jesus caminhava na direção oposta e, admirado, lhe perguntou: "Para onde vais, Senhor?".E a resposta de Jesus foi: "Vou a Roma para ser crucificado outra vez". Naquele momento, Pedro entendeu que devia seguir o Senhor com coragem até o fim, mas entendeu sobretudo que nunca estava sozinho no caminho; com ele, sempre estava aquele Jesus que o amara até o ponto de morrer na cruz. Pois bem, Jesus com a sua cruz atravessa os nossos caminhos para carregar os nossos medos, os nossos problemas, os nossos sofrimentos, mesmo os mais profundos. Com a cruz, Jesus se une ao silêncio das vítimas da violência, que já não podem clamar, sobretudo os inocentes e indefesos; nela Jesus se une às famílias que passam por dificuldades, que choram a perda de seus filhos, ou que sofrem vendo-os presas de paraísos artificiais como a droga; nela Jesus se une a todas as pessoas que passam fome, num mundo que todos os dias joga fora toneladas de comida; nela Jesus se une a quem é perseguido pela religião, pelas ideias, ou simplesmente pela cor da pele; nela Jesus se une a tantos jovens que perderam a confiança nas instituições políticas, por verem egoísmo e corrupção, ou que perderam a fé na Igreja, e até mesmo em Deus, pela incoerência de cristãos e de ministros do Evangelho.

Na cruz de cristo está o sofrimento, o pecado do homem, o nosso também, e Ele acolhe tudo com seus braços abertos, carrega nas suas costas as nossas cruzes e nos diz: Coragem! Você não está sozinho a levá-la! Eu a levo com você. Eu venci a morte e vim para lhe dar esperança, dar-lhe vida.

2. E assim podemos responder à segunda pergunta: o que foi que a cruz deixou naqueles que a viram, naqueles que a tocaram? O que deixa em cada um de nós? Deixa um bem que ninguém mais pode nos dar: a certeza do amor inabalável de Deus por nós. Um amor tão grande que entra no nosso pecado e o perdoa, entra no nosso sofrimento e nos dá a força para poder levá-lo, entra também na morte para derrotá-la e nos salvar. Na cruz de Cristo, está todo o amor de Deus, a sua imensa misericórdia. E este é um amor em que podemos confiar, em que podemos crer. Queridos jovens, confiemos em Jesus, abandonemo-nos totalmente a Ele! Só em cristo morto e ressuscitado encontramos salvação e redenção. Com Ele, o mal, o sofrimento e a morte não têm a última palavra, porque Ele nos dá a esperança e a vida: transformou a cruz, de instrumento de ódio, de derrota, de morte, em sinal de amor, de vitória e de vida.

O primeiro nome dado ao Brasil foi justamente o de "Terra de Santa Cruz". A cruz de Cristo foi plantada não só na praia, há mais de cinco séculos, mas também na história, no coração e na vida do povo brasileiro e não só: o cristo sofredor, sentimo-lo próximo, como um de nós que compartilha o nosso caminho até o final. Não há cruz, pequena ou grande, da nossa vida que o Senhor não venha compartilhar conosco.

3. Mas a Cruz de Cristo também nos convida a deixar-nos contagiar por este amor; ensina-nos, pois, a olhar sempre para o outro com misericórdia e amor, sobretudo quem sofre, quem tem necessidade de ajuda, quem espera uma palavra, um gesto; ensina-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro destas pessoas e lhes estender a mão. Tantos rostos acompanharam Jesus no seu caminho até a Cruz: Pilatos, o Cirineu, Maria, as mulheres... Também nós diante dos demais podemos ser como Pilatos que não teve a coragem de ir contra a corrente para salvar a vida de Jesus, lavando-se as mãos. Queridos amigos, a cruz de Cristo nos ensina a ser como o Cirineu, que ajuda Jesus levar aquele madeiro pesado, como Maria e as outras mulheres, que não tiveram medo de acompanhar Jesus até o final, com amor, com ternura. E você como é? Como Pilatos, como o Cirineu, como Maria?

Queridos jovens, levamos as nossas alegrias, os nossos sofrimentos, os nossos fracassos para a cruz de Cristo; encontraremos um coração aberto que nos compreende, perdoa, ama e pede para levar este mesmo amor para a nossa vida, para amar cada irmão e irmã com este mesmo amor. Assim seja!"

A religiosos, papa faz apelo por mudança de atitude da Igreja

Pontífice pediu que religiosos se aproximem das periferias e dos jovens

RIO - O papa Francisco pediu a bispos e sacerdotes que deixem suas paróquias e ganhem as periferias para pregar e levar a mensagem da Igreja. Durante missa na Catedral Metropolitana do Rio, neste sábado, 27, o pontífice fez um apelo para uma mudança de atitude da Igreja. A cerimônia foi apenas para religiosos que participaram da Jornada Mundial da Juventude. "Não podemos ficar encerrados na paróquia, nas nossas comunidades, quando há tanta gente esperando o Evangelho", disse. "Não se trata simplesmente de abrir a porta para acolher. Mas de sair pela porta fora para procurar e encontrar", alertou.

'Não podemos ficar encerrados na paróquia', disse o papa - ReproduçãoComo já vem indicando em praticamente todos seus discursos, o papa voltou a insistir para a importância de a Igreja atuar entre os mais pobres, de chegar às periferias. "Decididamente, pensemos a pastoral a partir da periferia, daqueles que estão mais afastados, daqueles que habitualmente não frequentam a paróquia", declarou. "É nas favelas, nas Villas miserias (equivalente às favelas na Argentina), que nós devemos ir procurar e servir a Cristo", disse.

O papa ainda voltou a pedir para que os sacerdotes não se esqueçam de que têm a missão de evangelizar. "É nosso compromisso ajudar a fazer arder o desejo de serem discípulos missionários de Jesus", disse. Para ele, não é necessário sair de seus países para cumprir a missão. "O primeiro lugar onde evangelizar é a própria casa", disse, em relação ao batizado. Trabalho, amigos e família". Educar para essa missão, segundo ele, é fundamental. "Eduquemos para o jovem para a missão, para sair", insistiu.

Em uma catedral lotada, ele ainda insistiu que a Igreja não pode repetir a cultura do "descartável" na sociedade, excluindo jovens e idosos. Para ele, sacerdotes precisam ir também contra a corrente de "eficiência e pragmatismo". "Solidariedade e fraternidade são os elementos que tornam a nossa civilização verdadeiramente humana", insistiu, apelando que religiosos sejam seja servidores da comunhão e da cultura do encontro.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Papa pede a jovens que não desanimem nem percam a esperança na luta contra a corrupção

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Rio de Janeiro – Em discurso durante visita à comunidade de Varginha, no Complexo de Manguinhos, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, o papa Francisco fez um apelo às autoridades públicas, aos mais ricos e à sociedade em geral para que não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e solidário. Ele pediu políticas nas áreas de educação, saúde e segurança e dignidade às pessoas.

O pontífice fez um pedido especial aos jovens para que não percam a confiança em um mundo melhor. “Vocês, jovens, têm uma sensibilidade especial diante das injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam da corrupção de pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram seu próprio benefício. Nunca desanimem, nunca percam a confiança. Não deixem que se apague a esperança, a realidade pode mudar. O homem podem mudar. Procurem ser vocês os primeiros a procurar o bem”, disse.

O papa falou do esforço da sociedade brasileira em combater a fome e a miséria, e destacou que as pessoas não podem virar as costas para os mais pobres. “Nenhum esforço de pacificação será duradouro, não haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que abandona na periferia parte de si mesma. Ela simplesmente empobrece. Não deixemos entrar em nossos corações a cultura do descartável, porque somos irmãos e ninguém é descartável”, disse.

O discurso foi pontuado por alguns momentos de descontração do papa. Em um trecho, ele disse que gostaria de bater à porta de cada casa brasileira para “dizer bom dia, pedir um copo de água fresca, beber um cafezinho. Não um copo de cachaça”, disse para risos da plateia que se aglomerou no campo de futebol, onde ocorreu o discurso.

Em outro momento, o papa disse que o brasileiro é solidário e sempre busca compartilhar comida com quem tem fome. “Quando alguém que precisa comer bate à porta, vocês sempre dão um jeito de compartilhar a comida. Como diz o ditado: sempre se pode colocar mais água no feijão”, brincou o pontífice.

Francisco encerrou seu discurso dizendo que ele levará a comunidade de Varginha em seu coração.   O papa chegou à favela por volta das 10h40. Mesmo com a chuva, milhares de moradores do Complexo de Manguinhos, uma das áreas mais pobres da cidade, acompanharam o papa Francisco à favela.

Na chegada à comunidade, muitas pessoas gritavam o nome do pontífice e algumas faixas foram estendidas nas grades, contra as remoções forçadas e pedindo justiça pelos mortos nas comunidades.

Logo que chegou a Varginha, o pontífice saiu do carro fechado e subiu no papamóvel. Durante o trajeto, ele parou várias vezes para abençoar crianças, que eram levadas até ele por seus próprios pais ou por seguranças. Depois, o pontífice fez uma oração na capela São Jerônimo, onde se encontrou com crianças da catequese. Uma delas é João Pedro Ferreira da Silva, 15 anos, coroinha da capela.

A mãe dele, Cleonice Ferreira de Lima, cozinheira, se sente privilegiada pela oportunidade, mesmo não podendo entrar no local. "Sinto uma emoção muito grande, meu filho vai ser abençoado."

Ao sair da capela, ele caminhou pela comunidade e continuou cumprimentando moradores e abençoando crianças, mesmo cercado por forte esquema de segurança. Várias pessoas deram presentes ao papa, inclusive uma faixa do San Lorenzo, time de futebol do qual Francisco é torcedor. No meio do trajeto e pouco antes de iniciar seu discurso, ele entrou em uma casa da comunidade.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Maior evento do papa muda por falha no planejamento

CAPA DO DIA: esse é o destaque do jornal nesta sexta-feira. Último evento com papa precisou ser alterado por causa de lamaçal causado pela chuva.  FALTOU O PADRÃO :  F I F A

Fiéis lotam Copacabana em cerimônia com o papa

Milhares de fiéis compareceram à praia de Copacana nesta quinta-feira, 25, onde o papa Francisco fez sua primeira participação oficial na Jornada Mundial da Juventude. Francisco chegou às 17h15 horas no Forte de Copacabana e desfilou pela avenida Atlântica no papamóvel até o palco no Leme. Lá,  foi celebrada a cerimônia de Acolhida, com público estimado em mais de 1,5 milhão de pessoas. Em seu discurso, o pontífice apelou aos jovens para que valorizem a espiritualidade e elogiou os peregrinos que resistiram ao mal tempo para participar do evento. "Sempre ouvi dizer que os cariocas não gostam do frio e da chuva, mas vocês estão mostrando que a fé de vocês é mais forte do que o frio e a chuva", disse.
Na tarde desta quinta-feira, a organização do evento confirmou que a vigília e a missa de encerramento da Jornada serão transferidas de Guaratiba, na zona oeste do Rio, para Copacabana. O terreno de Guaratiba, onde já estava montado o palco, ficou enlameado por causa das chuvas que atingem a cidade desde terça-feira.
No quarto dia da viagem, o papa visitou a Favela da Varginha, na zona norte do Rio, onde criticou a estratégia de "pacificação" das favelas e cobrou ações das autoridades contra a desigualdade social. Antes, participou de cerimônia na Prefeitura do Rio, na qual recebeu as chaves da cidade e abençoou as bandeiras dos Jogos de 2016. À tarde, encontrou com 5 mil argentinos na Catedral Metropolitana.



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