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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Novidades : Memórias de um sorriso

Tenho réstias de pele tua nos meus aromas.

Passeio-me nos locais em que não existimos
E sinto-te como uma imensa falta em mim.

Como se a troca dos dias
fossem anjos caindo do topo de nós.

Como se pequenos alicerces ruíssem
pelos nossos entrespaços.

Como se caminhar sobre o abismo
Fosse um passo natural no percurso de vida.

Tenho réstias de pele tua nos meus aromas
e memórias de um sorriso.

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Do TEU sorriso,
Onde feliz,

Eu existo.



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Novidades : Intimidade

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Como uma carícia num manto de relva fofa, procurei as tuas mãos em pontas de dedos. Um ritual macio. Mecânico. Como hábito adquirido ao longo dos anos. Por vezes, era o bastante para que todos os sons se aquietassem. Havia apenas, aquele (pequeno) toque de pele. Sorrias. Por vezes olhavas-me. Outras, apenas inspiravas um pouco mais fundo. E eu sabia-te. Em comunicação muda. Em pele. E éramos brisa. Em tempo grande.

Depois vieram os pés. Sob os lençóis. Novo toque de pele. Pequeno. No silêncio. E éramos calor. Em tempo grande. Que pedia os braços. Que nos deixava em saber. Do outro. Mesmo na penumbra. Em escuro. E odores.


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E entre nós as palavras. Sempre as palavras. As ditas. Em muitas horas. As que ficam por dizer - mas nunca por saber. E todas aquelas que não sendo nossas, nos dizem.

Somos matéria intemporal. Pele em doses pequenas. Em saberes. Em tempo grande. 
Monólogos a dois. Em intimidade maior.


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Novidades : OFERTA

Resultado de imagem para OFERTA Minha mão escreve o teu nome. Nomeia-te à boca da caneta. Nos dedos trémulos. Que te conhecem. Que levam o teu nome para dentro de mim. Onde habitam os ecos de ti. Contigo aprendi que a distância não importa. Não a distância física, que os pés anulam. Mas a distância tempo. O tempo que perece à mão da palavra. E que nos ensina. Que a palavra é veículo. Motor. Morte. Espinhos. Rosas ou sorrisos. Asa de gaivota. Maresia. É tudo o que quisermos. Tudo o que formos capazes. Da palavra fazemos mundo. E o mundo faz-nos breves. Mas não em nós. Não em ti, nem em mim. Não naquilo que somos. Porque eu sou-te em muitas palavras. Porque eu quero-te minha noutras tantas. E para isso as folhas em branco. Que te ofereço. Para as tuas. Para que depois as faças minhas. No amor das coisas. Fico à espera.

Minha mão escreve o teu nome. Nomeia-te à boca da caneta. Nos dedos trémulos. Que te conhecem. Que levam o teu nome para dentro de mim. Onde habitam os ecos de ti.

Contigo aprendi que a distância não importa. Não a distância física, que os pés anulam. Mas a distância tempo. O tempo que perece à mão da palavra. E que nos ensina. Que a palavra é veículo. Motor. Morte. Espinhos. Rosas ou sorrisos. Asa de gaivota. Maresia. É tudo o que quisermos. Tudo o que formos capazes.

Da palavra fazemos mundo. E o mundo faz-nos breves. Mas não em nós. Não em ti, nem em mim. Não naquilo que somos. Porque eu sou-te em muitas palavras. Porque eu quero-te minha noutras tantas. E para isso as folhas em branco. Que te ofereço. Para as tuas. Para que depois as faças minhas. No amor das coisas.

Fico à espera.

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