Delegação do Atlético-MG desembarca na tarde desta terça-feira em uma das cidades mais pitorescas do planeta para buscar o inédito título mundial de clubes
O chamamento para a oração se confunde com o som da flauta e com a cantoria sofrida que sai da boca dos encantadores de serpentes. É impossível não olhar para elas, tão absortas, parecendo hipnotizadas enquanto fazem uma espécie de dança involuntária. De tão dóceis, seus donos as pegam nas mãos e as envolvem no pescoço de turistas, em trocas de alguns dirhams, a moeda local. Os estrangeiros vão do asco às risadas. É um pequeno universo dentro de vários outros – o cavalo branco que desaba no chão ao se assustar com a multidão; a sinfonia de buzinas saídas de ônibus, carros, motos, bicicletas, todos ao mesmo tempo; os macacos de fraldas que ficam saltitando na direção dos visitantes. O reino encantado de Marrakesh, de tão exótico, não parece verdadeiro. É nele que o Atlético-MG desembarca na tarde desta terça-feira para tentar ser campeão mundial.
A maior missão da vida do Galo acontece em uma das cidades mais pitorescas do planeta. Os jogadores pouco sentirão as cores e sabores de Marrakesh. Ficarão trancafiados em um hotel. Mas os milhares de torcedores que viajarão até a cidade poderão aproveitar, se divertir e até se espantar com um universo completamente diferente daquele a que estão habituados.